Existem
coisas em uma mulher que me incomodam um bocado.
Por exemplo: ser boazinha demais. Isso é chato e
um tanto quanto irritante. Não tem coisa pior do
que uma mulher sorrir para o seu atraso, para as
suas mentiras ou para os seus convites
descabidos. Isso é brochante – em todos os
sentidos. Pode parecer estranho, mas nós,
homens, não gostamos muito disso. Mulheres
boazinhas são previsíveis e tudo que é
previsível acaba rápido, rápido.
Não existe
coisa mais tão sem emoção do que saber que ela
começou a torcer pelo Corinthians só porque eu
sou corintiano. O legal mesmo é ela ser
palmeirense – e daquelas fanáticas ainda por
cima – que fica brava quando o seu time perde
para o meu. É chato saber que ela aprendeu a
gostar de comida japonesa só porque eu gosto.
Ora bolas! Qual é a graça nisso? Não existe nada
mais legal do que aquela briguinha idiota para
saber se vamos a uma cantina italiana ou comer
um lanche no McDonald's.
É isso a
melhor coisa de um relacionamento. A
contradição. É como aquele ditado que diz que os
opostos se atraem, sabe? É ela teimar que quer
ir ao cinema assistir uma comédia romântica e
eu, terror. E, no final das contas, terminarmos
a noite tomando açaí em casa e assistindo o
filme que já vimos milhões de vezes na TV. São
coisas bestas, eu sei; mas são necessárias para
deixar o mar de um relacionamento agitado. Serve
para quebrar a monotonia, entende?
Mulheres
boazinhas dificilmente são charmosas. Ou podem
até ser, mas estão longe de fazer o meu tipo.
Geralmente elas te cumprimentam com um leve
levantar de sobrancelhas. Só. E, quando abrem a
boca, é para concordar. Não! Não é legal
concordar com tudo. Faz mal para a saúde de um
relacionamento. Saudáveis são as pequenas
desavenças – elas fortalecem um sentimento, seja
ele qual for. Pode apostar.