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  09.08.2011 21h.20  
  Sobre mulheres boazinhas

 

Vinícius Novaes  
 

Existem coisas em uma mulher que me incomodam um bocado. Por exemplo: ser boazinha demais. Isso é chato e um tanto quanto irritante. Não tem coisa pior do que uma mulher sorrir para o seu atraso, para as suas mentiras ou para os seus convites descabidos. Isso é brochante – em todos os sentidos. Pode parecer estranho, mas nós, homens, não gostamos muito disso. Mulheres boazinhas são previsíveis e tudo que é previsível acaba rápido, rápido.

Não existe coisa mais tão sem emoção do que saber que ela começou a torcer pelo Corinthians só porque eu sou corintiano. O legal mesmo é ela ser palmeirense – e daquelas fanáticas ainda por cima – que fica brava quando o seu time perde para o meu. É chato saber que ela aprendeu a gostar de comida japonesa só porque eu gosto. Ora bolas! Qual é a graça nisso? Não existe nada mais legal do que aquela briguinha idiota para saber se vamos a uma cantina italiana ou comer um lanche no McDonald's.

Dá para entender?

É isso a melhor coisa de um relacionamento. A contradição. É como aquele ditado que diz que os opostos se atraem, sabe? É ela teimar que quer ir ao cinema assistir uma comédia romântica e eu, terror. E, no final das contas, terminarmos a noite tomando açaí em casa e assistindo o filme que já vimos milhões de vezes na TV. São coisas bestas, eu sei; mas são necessárias para deixar o mar de um relacionamento agitado. Serve para quebrar a monotonia, entende?

Mulheres boazinhas dificilmente são charmosas. Ou podem até ser, mas estão longe de fazer o meu tipo. Geralmente elas te cumprimentam com um leve levantar de sobrancelhas. Só. E, quando abrem a boca, é para concordar. Não! Não é legal concordar com tudo. Faz mal para a saúde de um relacionamento. Saudáveis são as pequenas desavenças – elas fortalecem um sentimento, seja ele qual for. Pode apostar.

Vinícius Novaes é jornalista e cronista. Autor dos blogs www.viniciusnovaes.com e http://cronicaurbana.ovale.com.br


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