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  17.06.2011 19h.40  
 

Termelétrica provoca reações

 

 
por Xandu Alves - São José dos Campos  

Fonte da imagem: Jornal Vale Vivo, edição 3, ano 1. O projeto para a termelétrica de Canas segue o mesmo modelo.Ambientalistas e vereadores de cidades vizinhos à Canas se preocupam com impactos ambientais que podem surgir

A escolha da cidade de Canas para a instalação de uma usina termelétrica movida a gás natural provocou reações contrárias de ambientalistas de municípios vizinhos.

Eles estão preocupados com os impactos que a obra poderá ter no meio ambiente e na população.

Eles também questionam as explicações dadas até agora pela AES Tietê, do grupo AES Brasil, que controla oito empresas de energia elétrica e telecomunicações. A empresa é responsável pelo projeto da termelétrica de Canas, atualmente em fase de licenciamento ambiental.

Com investimentos de R$ 1,13 bilhão, a usina está prevista para operar em 2015, gerando 550 megawatts de energia por mês, suficiente para atender 5 milhões de pessoas.

O Conselho Municipal e a Secretaria de Meio Ambiente de Lorena manifestaram-se contrários ao empreendimento, em razão dos inúmeros impactos ainda não equacionados, segundo os órgãos.

Impactos. “O projeto é bastante ingrato. Avaliadores técnicos identificaram uma série de problemas ambientais que não autorizariam a usina a funcionar”, disse Vinícius Garcia Mattei, presidente do conselho.

Para o secretário de Meio Ambiente, Mauro Sérgio Souza, haverá impactos no solo, no ar, na água, de ruído e para as famílias que moram próximas ao rio Canas, onde a usina pretende despejar a água utilizada na termelétrica.

“Encaminhamos ao Ministério Público e aos vereadores um relatório contrário à obra.”

O assunto será debatido por ambientalistas num seminário marcado para 21 de junho, às 19h, na Fatea (Faculdades Integradas Teresa D'Ávila), em Lorena. Segundo Mattei, serão apresentados avaliações técnicas sobre o empreendimento.

“Ainda há muitas dúvidas a serem esclarecidas”, disse ele.

Dados como o do agrônomo Helton Perillo Ferreira Leite, que avaliou o projeto da termelétrica. Em relatório de cinco páginas, ele sugeriu “adiar o início da construção até que sejam concluídos mais estudos dos impactos”.

Benefícios. A Prefeitura de Canas é favorável à termelétrica. Com impostos, a cidade espera triplicar o orçamento de R$ 11 milhões. “Somos favoráveis à obra”, disse Carlos Januzelli, chefe de Gabinete.

Em nota, a AES Tietê informou que fez 32 reuniões com representantes de entidades de Lorena, Cachoeira Paulista e Canas para explicar o projeto. Disse ainda que o projeto une “viabilidade econômica com a harmonia entre o negócio, a preservação da natureza e das comunidades no entorno da usina”. 
OVALE

SEMINÁRIO SOBRE TERMELÉTRICAS NO VALE DO PARAÍBA

21 de Junho de 2011 - 19 horas

Local: Auditório Pasin

Presenças

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- Fernando Pesqueiro: Meteorologista, INPE

- João Marcelino Silva: Engo. Agrônomo, Inst. Oikos

- José Moraes Barbosa – Professor, Ambientalista.

- Luiz Eduardo Corrêa Lima: Biólogo, Professor FATEA

- Orlando Honorato da Silva: Eng. Químico, CETESB

- Wagner Giron de La Torre: Defensor Público

Compareça!

Realização: Fatea Biologia, Commam-Lorena – Defensoria Pública –Academia de Letras de Lorena - Semear-Lorena

Mais informações: Luiz Eduardo Corrêa Lima <leclima@hotmail.com>

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