Ambientalistas
e vereadores de cidades vizinhos à Canas se
preocupam com impactos ambientais que podem
surgir
A escolha da cidade de Canas para a
instalação de uma usina termelétrica movida
a gás natural provocou reações contrárias de
ambientalistas de municípios vizinhos.
Eles estão preocupados com os impactos que a
obra poderá ter no meio ambiente e na
população.
Eles também questionam as explicações dadas
até agora pela AES Tietê, do grupo AES
Brasil, que controla oito empresas de
energia elétrica e telecomunicações. A
empresa é responsável pelo projeto da
termelétrica de Canas, atualmente em fase de
licenciamento ambiental.
Com investimentos de R$ 1,13 bilhão, a usina
está prevista para operar em 2015, gerando
550 megawatts de energia por mês, suficiente
para atender 5 milhões de pessoas.
O Conselho Municipal e a Secretaria de Meio
Ambiente de Lorena manifestaram-se
contrários ao empreendimento, em razão dos
inúmeros impactos ainda não equacionados,
segundo os órgãos.
Impactos. “O projeto é bastante ingrato.
Avaliadores técnicos identificaram uma série
de problemas ambientais que não autorizariam
a usina a funcionar”, disse Vinícius Garcia
Mattei, presidente do conselho.
Para o secretário de Meio Ambiente, Mauro
Sérgio Souza, haverá impactos no solo, no
ar, na água, de ruído e para as famílias que
moram próximas ao rio Canas, onde a usina
pretende despejar a água utilizada na
termelétrica.
“Encaminhamos ao Ministério Público e aos
vereadores um relatório contrário à obra.”
O assunto será debatido por
ambientalistas num seminário marcado para 21
de junho, às 19h, na Fatea (Faculdades
Integradas Teresa D'Ávila), em Lorena.
Segundo Mattei, serão apresentados
avaliações técnicas sobre o empreendimento.
“Ainda há muitas dúvidas a serem
esclarecidas”, disse ele.
Dados como o do agrônomo Helton Perillo
Ferreira Leite, que avaliou o projeto da
termelétrica. Em relatório de cinco páginas,
ele sugeriu “adiar o início da construção
até que sejam concluídos mais estudos dos
impactos”.
Benefícios. A Prefeitura de Canas é
favorável à termelétrica. Com impostos, a
cidade espera triplicar o orçamento de R$ 11
milhões. “Somos favoráveis à obra”, disse
Carlos Januzelli, chefe de Gabinete.
Em nota, a AES Tietê informou que fez 32
reuniões com representantes de entidades de
Lorena, Cachoeira Paulista e Canas para
explicar o projeto. Disse ainda que o
projeto une “viabilidade econômica com a
harmonia entre o negócio, a preservação da
natureza e das comunidades no entorno da
usina”.
OVALE
SEMINÁRIO SOBRE TERMELÉTRICAS NO VALE DO PARAÍBA
21 de Junho de 2011 - 19 horas
Local: Auditório Pasin
Presenças
-Adilson Gonçalves: Engo. Químico, Professor USP
- Bruno Rodrigues do Prado: Geógrafo
- Fernando Pesqueiro: Meteorologista, INPE
- João Marcelino Silva: Engo. Agrônomo, Inst. Oikos
- José Moraes Barbosa – Professor, Ambientalista.
- Luiz Eduardo Corrêa Lima: Biólogo, Professor FATEA
- Orlando Honorato da Silva: Eng. Químico, CETESB
- Wagner Giron de La Torre: Defensor Público
Compareça!
Realização: Fatea Biologia, Commam-Lorena – Defensoria Pública –Academia de Letras de Lorena - Semear-LorenaMais informações: Luiz Eduardo Corrêa Lima <leclima@hotmail.com>
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