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  15.02.2008 00h.10  
  Situações vexatórias A morte de um sonho mata um pouco do nosso, desgasta a crença de que basta realizar belos projetos para mudar o mundo.

Acassio Costa (*)

 

A passagem da Professora Heidi pela Universidade do Vale do Paraíba é mais uma prova de como se pode constranger uma pessoa especial, uma cientista extremamente dedicada, submetida a várias situações vexatórias por parte de alguns dos responsáveis pela atual gestão da UNIVAP que se imaginam gigantes e poderosos. É preciso revelar como vem funcionando essa grande armadilha e punir os anões míopes que enganam, que manipulam, que coagem, que condenam, que agridem, e continuam impunes.

Professora Heidi Korzenowski A Professora Heidi Korzenowski é gaúcha, nascida em Porto Alegre, graduada em Matemática pela Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul (PUC/RS) . Mestrado em Ciência da Computação na Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS) 1992 /1994. Doutorado em Ciências no Instituto Tecnológico de Aeronáutica (ITA), no período de 1994 a 1998.

Porque escolheu a Engenharia? - Em 1993, participei de um congresso em Matemática Aplicada em Uberlândia, ali assisti um mini curso sobre CFD (Computacional Fluid Dynamics) e fiquei encantada com o assunto. Entrei em contato com o palestrante, o Dr. João Luiz F. Azevedo, para obtenção de maiores informações sobre a realização do doutorado com ele, no ITA. No ano seguinte, já estava cursando as disciplinas na instituição, com bolsa do CNPq.

Por que veio para São José dos Campos e quando foi isso? - Vim para São Jose dos Campos em 1994, para realizar o doutorado no ITA.

Como e quando ingressou na UNIVAP? - Em junho de 1998, após término do doutorado, fui apresentada ao Prof. Dr. Elcio Nogueira pelo professor do ITA, Dr. Edson Zaparoli, e de uma amiga, Dra. Claudia R. Andrade..

O Prof. Elcio ficou bastante entusiasmado com a linha de pesquisa que havia me especializado no ITA e me propôs uma bolsa de estudos na UNIVAP, em período de 4 meses, para a preparação de um projeto Jovem Pesquisador que seria encaminhado à FAPESP. O projeto foi aceito em 1998 com inicio para janeiro de 1999 e realizado na UNIVAP com  duração de 4 anos.

Foi contratada por quem? - Em janeiro de 2000 recebi uma ligação do Prof. Elcio, informando que ele havia conseguido a minha contratação.

O que tem a dizer sobre o Laboratório de Aerodinâmica montado pelo Professor Élcio Nogueira para o desenvolvimento do projeto do Túnel de Vento Hipersônico, na Faculdade de Engenharia, Arquitetura e Urbanismo-FEAU da UNIVAP? - A idéia foi excelente, o curso de Engenharia Aeronáutica e Espaço teria um diferencial quando comparado com os demais cursos de Engenharia Aeronáutica, infelizmente suas idéias não puderam se concretizar e, mais do que isto, os pesquisadores envolvidos não sabiam explicar porque não foi implantado. Na UNIVAP nada era transparente e nem as prioridades eram claras.

Qual a importância desse projeto? - Era muito importante, não só para o curso de graduação como para a pesquisa. O túnel poderia ser utilizado em algumas disciplinas da graduação de Engenharia Aeronáutica e Espaço, e os resultados obtidos através da utilização do túnel  iriam gerar publicações. Alem disto, poderíamos orientar trabalhos de graduação, pois existia na época uma interação com pesquisadores do IEAv, responsáveis pela montagem do túnel hipersônico.

Como foi tratada pelo diretor da FEAU, Francisco Pinto Barbosa? – Profissionalmente, o diretor sempre demonstrou uma atitude “omissa”, não agregava valor algum às atividades de engenharia e não fazia questão de interagir junto as questões relativas ao cargo de diretor, nem mesmo no auxilio aos docentes ou junto aos alunos.

E pelo Professor Marcos Tadeu Tavares Pacheco?  - Sem comentários, - muito político e apegado a questões mesquinhas e discriminatórias.

E pelo reitor Baptista Gargione?  -  “Ações ditatoriais” - Sem maiores comentários, a sua trajetória diz por si só, pois se utiliza do cargo em beneficio próprio.

O que tem a dizer sobre esses senhores? - Acredito que deveria haver uma completa reestruturação na Universidade de modo que o foco seja o aluno. É necessário uma mudança drástica dos diretores e da reitoria, para que se tenha uma atenção maior com os cursos de engenharia e um tratamento melhor com os alunos e docentes. 

Que tipo de pressão ou perseguição sofreu na UNIVAP? - Os fatos começaram em  2002:  Através do Projeto Jovem Pesquisador da FAPESP, obtive um microcomputador com os acessórios para realização de simulações, em seguida, no Projeto UNIESPACO, junto a Agencia Espacial Brasileira, em 2000, obtive softwares para visualização gráfica de resultados assim como um software a ser utilizado nas simulações numéricas com reações químicas.

Em 2000, solicitei ao Prof. Elcio Nogueira, um microcomputador mais robusto, e ele prontamente obteve o equipamento junto a reitoria. Em 2004, assumi a coordenação do Curso de Engenharia Aeronáutica e Espaço.

Desde então, não pude mais exercer a função de pesquisadora devido as responsabilidades da função de coordenadora. O trabalho exigia um grande numero de horas de dedicação junto à universidade, em muitos casos o período de trabalho ultrapassava os limites estabelecidos em contrato sem que recebesse as horas extras devidas.

Em 2006, o diretor do IP&D, Prof. Dr Marcos Tadeu, surpreendentemente, solicitou o retorno dos micros recebidos para o projeto UNIESPACO, retirando os equipamentos sem aviso e sem tempo para que eu pudesse efetuar as copias de segurança dos documentos e arquivos que lá estavam. Na época, estava grávida, fiquei bastante nervosa com a situação e com a falta de respeito, me sobrou apenas o micro adquirido pela FAPESP, via projeto Jovem Pesquisador que era obsoleto.

Em abril de 2006, sai em licença maternidade por quatro meses. Quando retornei, fiquei surpresa com vários fatos desagradáveis, como por exemplo: ao retornar ao IP&D e reassumir as minhas funções, encontrei minha sala trancada, e descobri que os meus materiais haviam sido transferidos para outra sala sem o meu conhecimento ou autorização.

Em contato com o diretor do IP&D, Prof. Dr Marcos Tadeu, fui informada que os meus pertences haviam sido transferidos e a chave deveria ser requisitada na portaria. Em nenhum momento me deu esclarecimentos sobre os fatos. Após dias tentando encontrar o meu material, tive mais uma surpresa: eles estavam espalhados por toda a sala e o interior do micro que utilizava havia sido roubado. Todas as informações foram perdidas. O fato foi informado oficialmente ao Prof. Dr Marcos Tadeu que, ate o meu desligamento da Universidade, em Novembro de 2006, não relatou nada sobre o ocorrido. 

Obs: Atualmente estou sendo indagada pela FAPESP sobre a destinação do equipamento visto que o mesmo foi adquirido com recursos públicos destinados a pesquisa.

Quanto tempo ficou na UNIVAP? - Trabalhei na universidade de fevereiro de 2000 a novembro de 2006, quando fui demitida e, embora tivesse atualizado o meu endereço, a carta de demissão foi entregue no antigo.

Fale com a Professora Heidi Korzenowski - Heidi.korzenowski@gmail.com

Fica assegurado o direito de resposta ao reitor Baptista Gargione Filho ou qualquer membro da atual gestão da Univap.

Saiba mais: UNIVAP suspende pesquisas - Túnel Hipersônico - Boicote na Univap - Humilhação na Univap - Aviões não tripulados - Americano denuncia Gargione - Canizza acusa Gargione - Fisioterapeuta quer diploma - Gargione de novo - Darwin Bassi denuncia Garione - Univap para inglês ver - Pro reitor aciona Univap - Doutora é demitida da UNIVAP - Mec Avalia Univap - Perseguição na UNIVAP

(*) Acassio Costa é advogado - acassio@vejosaojose.com.br
 


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