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A
passagem da Professora
Heidi
pela Universidade do Vale do Paraíba é mais uma prova de
como se pode constranger uma pessoa especial, uma cientista
extremamente dedicada, submetida a várias situações
vexatórias por parte de alguns dos responsáveis pela atual
gestão da UNIVAP que se imaginam gigantes e poderosos.
É
preciso revelar como vem funcionando essa grande armadilha e
punir os
anões
míopes
que enganam, que manipulam, que coagem, que condenam, que
agridem, e continuam impunes.
A
Professora Heidi Korzenowski é gaúcha, nascida em Porto
Alegre, graduada em Matemática pela Pontifícia Universidade
Católica do Rio Grande do Sul (PUC/RS) .
Mestrado em Ciência da Computação na Universidade Federal do
Rio Grande do Sul (UFRGS) 1992 /1994. Doutorado em
Ciências no Instituto Tecnológico de Aeronáutica (ITA), no
período de 1994 a 1998.
Porque
escolheu a Engenharia?
- Em 1993, participei de um congresso em Matemática Aplicada
em Uberlândia, ali assisti um mini curso sobre CFD
(Computacional Fluid Dynamics) e fiquei encantada com o
assunto. Entrei em contato com o palestrante, o Dr. João
Luiz F. Azevedo, para obtenção de maiores informações sobre
a realização do doutorado com ele, no ITA. No ano seguinte,
já estava cursando as disciplinas na instituição, com bolsa
do CNPq.
Por
que veio para São José dos Campos e quando foi isso?
- Vim para São Jose dos Campos em 1994, para realizar o
doutorado no ITA.
Como e
quando ingressou na UNIVAP?
- Em junho de 1998, após término do doutorado, fui
apresentada ao Prof. Dr. Elcio Nogueira pelo professor do
ITA, Dr. Edson Zaparoli, e de uma amiga, Dra. Claudia R.
Andrade..
O
Prof. Elcio ficou bastante entusiasmado com a linha de
pesquisa que havia me especializado no ITA e me propôs uma
bolsa de estudos na UNIVAP, em período de 4 meses, para a
preparação de um projeto Jovem Pesquisador que seria
encaminhado à FAPESP. O projeto foi aceito em 1998 com
inicio para janeiro de 1999 e realizado na UNIVAP com
duração de 4 anos.
Foi
contratada por quem?
- Em janeiro de 2000 recebi uma ligação do Prof. Elcio,
informando que ele havia conseguido a minha contratação.
O que
tem a dizer sobre o Laboratório de Aerodinâmica montado pelo
Professor Élcio Nogueira para o desenvolvimento do projeto
do Túnel de Vento Hipersônico, na Faculdade de Engenharia,
Arquitetura e Urbanismo-FEAU da UNIVAP?
- A idéia foi excelente, o curso de Engenharia Aeronáutica e
Espaço teria um diferencial quando comparado com os demais
cursos de Engenharia Aeronáutica, infelizmente suas idéias
não puderam se concretizar e, mais do que isto, os
pesquisadores envolvidos não sabiam explicar porque não foi
implantado. Na UNIVAP nada era transparente e nem as
prioridades eram claras.
Qual a
importância desse projeto?
- Era muito importante, não só para o curso de graduação
como para a pesquisa. O túnel poderia ser utilizado em
algumas disciplinas da graduação de Engenharia Aeronáutica e
Espaço, e os resultados obtidos através da utilização do
túnel iriam gerar publicações. Alem disto, poderíamos
orientar trabalhos de graduação, pois existia na época uma
interação com pesquisadores do IEAv, responsáveis pela
montagem do túnel hipersônico.
Como
foi tratada pelo diretor da FEAU, Francisco Pinto Barbosa?
– Profissionalmente, o diretor sempre demonstrou uma atitude
“omissa”, não agregava valor algum às atividades de
engenharia e não fazia questão de interagir junto as
questões relativas ao cargo de diretor, nem mesmo no auxilio
aos docentes ou junto aos alunos.
E pelo
Professor Marcos Tadeu Tavares Pacheco?
- Sem comentários, - muito político e apegado a questões
mesquinhas e discriminatórias.
E pelo
reitor Baptista Gargione?
- “Ações ditatoriais” - Sem maiores comentários, a sua
trajetória diz por si só, pois se utiliza do cargo em
beneficio próprio.
O que
tem a dizer sobre esses senhores?
- Acredito que deveria haver uma completa reestruturação na
Universidade de modo que o foco seja o aluno. É necessário
uma mudança drástica dos diretores e da reitoria, para que
se tenha uma atenção maior com os cursos de engenharia e um
tratamento melhor com os alunos e docentes.
Que
tipo de pressão ou perseguição sofreu na UNIVAP?
- Os fatos começaram em 2002: Através do Projeto Jovem
Pesquisador da FAPESP, obtive um microcomputador com os
acessórios para realização de simulações, em seguida, no
Projeto UNIESPACO, junto a Agencia Espacial Brasileira, em
2000, obtive softwares para visualização gráfica de
resultados assim como um software a ser utilizado nas
simulações numéricas com reações químicas.
Em
2000, solicitei ao Prof. Elcio Nogueira, um microcomputador
mais robusto, e ele prontamente obteve o equipamento junto a
reitoria. Em 2004, assumi a coordenação do Curso de
Engenharia Aeronáutica e Espaço.
Desde
então, não pude mais exercer a função de pesquisadora devido
as responsabilidades da função de coordenadora. O trabalho
exigia um grande numero de horas de dedicação junto à
universidade, em muitos casos o período de trabalho
ultrapassava os limites estabelecidos em contrato sem que
recebesse as horas extras devidas.
Em
2006, o diretor do IP&D, Prof. Dr Marcos Tadeu,
surpreendentemente, solicitou o retorno dos micros recebidos
para o projeto UNIESPACO, retirando os equipamentos sem
aviso e sem tempo para que eu pudesse efetuar as copias de
segurança dos documentos e arquivos que lá estavam. Na
época, estava grávida, fiquei bastante nervosa com a
situação e com a falta de respeito, me sobrou apenas o micro
adquirido pela FAPESP, via projeto Jovem Pesquisador que era
obsoleto.
Em
abril de 2006, sai em licença maternidade por quatro meses.
Quando retornei, fiquei surpresa com vários fatos
desagradáveis, como por exemplo: ao retornar ao IP&D e
reassumir as minhas funções, encontrei minha sala trancada,
e descobri que os meus materiais haviam sido transferidos
para outra sala sem o meu conhecimento ou autorização.
Em
contato com o diretor do IP&D, Prof. Dr Marcos Tadeu, fui
informada que os meus pertences haviam sido transferidos e a
chave deveria ser requisitada na portaria. Em nenhum momento
me deu esclarecimentos sobre os fatos. Após dias tentando
encontrar o meu material, tive mais uma surpresa: eles
estavam espalhados por toda a sala e o interior do micro que
utilizava havia sido roubado. Todas as informações foram
perdidas. O fato foi informado oficialmente ao Prof. Dr
Marcos Tadeu que, ate o meu desligamento da Universidade, em
Novembro de 2006, não relatou nada sobre o ocorrido.
Obs:
Atualmente estou sendo indagada pela FAPESP sobre a
destinação do equipamento visto que o mesmo foi adquirido
com recursos públicos destinados a pesquisa.
Quanto
tempo ficou na UNIVAP?
- Trabalhei na universidade de fevereiro de 2000 a novembro
de 2006, quando fui demitida e, embora tivesse atualizado o
meu endereço, a carta de demissão foi entregue no antigo.
Fale com a Professora Heidi Korzenowski
- Heidi.korzenowski@gmail.com
Fica assegurado o
direito de resposta ao reitor Baptista Gargione Filho ou
qualquer membro da atual gestão da Univap.
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(*) Acassio Costa é advogado -
acassio@vejosaojose.com.br
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