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Os presentes no Programa Show Time, levado ar aos sábados
pela Rádio Piratininga de São José dos Campos, SP,
escutaram, inclusive o Professor Francisco Gorgônio Nóbrega.
Vou repetir, não só acredito, como exijo que o Ministério Público
do Estado de São Paulo, apure os fatos: - Na noite do
domingo dia 29 de junho, do ano passado, o promotor Julio
César Botelho, de 45 anos, foi flagrado, dirigindo bêbado na
rodovia Assis Chateaubriand, em São José do Rio Preto/SP.
- O promotor Pedro Baracat Guimarães matou o
motoqueiro Firmino Barbosa em uma suposta tentativa de
assalto usava uma pistola 9 mm de uso restrito das Forças
Armadas.
- No dia 7 de outubro do ano passado, o
promotor Wagner Grossi, de 42 anos, atropelou e matou três
pessoas de uma mesma família em Araçatuba, no interior
paulista. Ele atropelou os três com sua picape, no sentido
contrário de uma rodovia. Segundo testemunhas, o promotor
estaria bêbado.
- No dia 30 de dezembro de 2004, o também promotor Thales
Ferri Schoedl matou a tiros o jogador de basquete Diego
Mendes Modanez ao sair de um luau na Riviera de São
Lourenço, em Bertioga, no litoral paulista.
- O promotor Igor Ferreira da Silva foi condenado a 16 anos
e quatro meses de prisão pela morte de sua mulher, Patrícia
Aggio Longo, grávida de sete meses, em 1998, em Atibaia, no
interior de São Paulo. O caso acabou ganhando notoriedade
nacional. Igor Ferreira da Silva está foragido e “ninguém”
sabe de seu paradeiro.
Em São José dos Campos, SP, a promotora curadora das
fundações,
Ana Cristina Ioriatti Chami pediu,
novamente, o arquivamento do PPIC 260/06 que inclui
numerosas acusações contra o reitor da Universidade do Vale
do Paraíba – Univap – e presidente de sua mantenedora a
Fundação Valeparaibana de Ensino, Baptista Gargione Filho.
Inicialmente, a promotora Chami reclama das
“centenas de documentos, situação essa que causa tão somente
dificuldades no manejo do procedimento e na análise concreta
dos fatos” (sic).
Afirma a promotora que “encontra-se nos autos
manifestação subscrita pelo reconhecido jurista Dr. Hélio
Pereira Bicudo, contratado pelos representantes, - e que,
superficial e tendencialmente, afirmou ausência
de “qualquer investigação de maior profundidade para a
real apuração dos desvios de materiais da Fundação para a
propriedade do reitor (fls 817/818), sem, porém, indicar, in
concreto os fatos que estariam efetivamente comprovados e
que seriam passíveis de providências, mas que não teriam
sido analisados ou investigados frente aos dados
disponíveis, quer nos autos quer nas inúmeras representações
efetuadas e que revelam intensa disputa política na
administração da instituição de ensino.
Ana Cristina Ioriatti Chami desejou bater de
frente com um dos mais ilustres e queridos juristas
brasileiros e se deu mal. O Dr. Helio Bicudo jamais foi
contratado pelos representantes, a sua intenção, no caso,
foi a de apenas auxiliar o exercício democrático do
Ministério Público do Estado de São Paulo, no qual militou
por muitos anos.
Desvio de materiais - Em depoimento, o ex funcionário Euclides deixou claro e
testemunhado o desvio de materiais da Univap para o suntuoso
sítio do reitor, no distrito de São Francisco Xavier, também
conhecido por Ba-Garden. Quem era ou é o proprietário dos
caminhões transportadores? Elementar, dra. Chami, ele
trabalha e reside no bairro de Santana onde se afirma que
ele teria enriquecido em pouco tempo.
Diploma de mestrado
- Ana Chami toma como verdade as declarações da Fundação
Valeparaibana de Ensino de que são regulares os
procedimentos referentes aos cursos no exterior realizados
pelo filho do reitor, Luiz Antonio Gargione. Com recursos da
Univap, ele se dirigiu à Universidade de Berckely, na
Califórnia, para fazer um mestrado o que não ocorreu, fato
confirmado por escrito por um professor daquela Instituição.
O Gargioninho não tem diploma de mestrado. O papel que trouxe dos
Estados Unidos não foi reconhecido pela Unicamp, a única que
pode fazer isso.
Câmara Municipal
- Segundo a promotora, “a Câmara Municipal de São José dos
Campos efetuou sessão especial de homenagem a instituição.”
- São águas passadas. O que tramita pela Comissão de
Educação daquela Casa é uma investigação sobre a gestão
Univap/FVE. Apesar de convidado, com dia marcado, entre 26 e
30 de janeiro, o reitor não apareceu. Alegou doença, ainda
que tenha sido visto em sua sala no Campus da Urbanova. Cabe
ao vereador Cristóvão Gonçalves tomar as providências
cabíveis.
Salários elevados
– O reitor afirma perceber mensalmente R$ 20 mil, uma bela
quantia para o Baptista de origem humilde que chegou à São
José para trabalhar no ITA, morando no CTA. Depois mudou-se
para um belo apartamento, no edifício Samambaia, comprado do
engenheiro José Luiz Botelho, que tinha ou tem vínculos com
a Univap. Os armários embutidos foram feitos pela mesma
empresa que prestou serviços, no apartamento do ilustre
Professor Doutor Darwin Bassi, um iteano que não passa pela
mesma pinguela com Baptista Gargione.
Nepotismo
– O filho, as filhas e os genros do reitor Baptista Gagione
estão aboletados na Univap ganhando salários bem mais gordos
do que outros professores melhor qualificados. Para
complicar, pesam sobre os parentes do Baptista denuncias de
favorecimento do tipo comandar cantina escolar, cópias de
documentos etc.
Igreja
– Denominado templo cristão pela promotora Ana Chami, a
Capela da Paróquia Universitária custou um monte de dinheiro
à Fundação Valeparaibana de Ensino, apesar dos Estatutos da
Entidade proibirem fins políticos ou religiosos. A tal
Capela serve para realização de missas e outras cerimônias
católicas, quando o Batista Gargione envia convites
impressos irrecusáveis a professores e funcionários.
Inquérito Civil -
Na ausência de Ana Cristina Ioriatti Chami, em 27 de
agosto de 2008, o promotor Alexandre Affonso Castilho, após
vários considerandos, converteu o Procedimento Preparatório
de Inquérito Civil 260/08 em Inquérito Civil.
A promotora
- Ana Cristina reassumiu a Sétima Promotoria, em São José
dos Campos, e solicitou ao Conselho Superior do Ministério
Público, pela segunda vez, o arquivamento, desta vez do
IC260/06 Público. Em 2004, na comarca de São Sebastião, teve
contra ela uma representação com várias reclamações a
respeito de sua conduta. O fato resultou na presença de
agentes públicos do Conselho Superior do MP que ouviram as
partes envolvidas. O resultado, certamente deve estar nos
arquivos do MP-SP.
Final infeliz
- Podem estar enganados, mas muita gente afirma que o reitor
terminará num poste e a promotora em cima de uma goiabeira.
Nesse caso, não terei mais de agüentar as gozações do
radialista João Alckmin e poderei ler o livro dos
jornalistas Roberto Wagner de Almeida e Luiz Gonzaga
Pinheiro se eles o escreverem contando detalhes.
Cobras, viados, lagartos, jacarés e outros bichos – Enquanto dura o vai não vai, vou escutando
mil coisas a respeito de algumas pessoas envolvidas com a
FVE/Univap. Tem até o pai de um conhecido professor que
daria marcha ré no quibe. Chifres, então, são inúmeros.
Falam barbaridades sobre as viagens de conhecida advogada e
família à Espanha e outros países. Os acertos com o
Pimenteira e outras cositas. Como diria a Ibrahim, "vamos em
frente, porque cavalo não sobe escada" Vixe!
Atenção
- Se o Professor Doutor Marcos Tadeu Tavares Pacheco se
dispuser a falar e mostrar os tantos documentos que guarda
numa enorme canastra será um deus nos acuda. Fogo na lona do
circo e salve-se quem puder. Apreciem o texto do jornalista
Roberto Wagner, no jornal ValeParaibano, desse domingo, 8.
"Extermínio
Roberto Wagner de Almeida escreve neste espaço
aos domingos.
Socorro!
Chamem o Arnold Schwarzenegger para nos salvar! Em São José dos
Campos o Ministério Público ameaça transformar-se em
Exterminador do Futuro. A recente manifestação da promotora
Ana Cristina Ioriatti Chami, opinando pelo arquivamento das
acusações contra o reitor Baptista Gargione Filho, ameaça
exterminar as esperanças de quantos sonham ver, em futuro
próximo, a Univap liberta desse tirano. Mas nem tudo está
perdido, porque essa manifestação pelo arquivamento ainda
pode ser revista pelo Conselho do Ministério Público, em São
Paulo.
Não há como negar a profunda decepção com o parecer da
promotora. Ela está aqui, bem próxima do local onde o reitor
exerce um regime feudal, despótico e nepotista. Ela critica
o reitor por ter dado um freezer como presente de casamento,
adquirido com verba da Fundação Valeparaibana de Ensino. Mas
manda apenas que o dinheiro seja devolvido à entidade. Só
isso?! Como entender que, estando ela aqui, só nos reste
depositar esperança em seus colegas do Conselho que estão
distantes, lá na capital? Por que será que o clamor público
contra o reitor é mais ouvido no Conselho do MP, em São
Paulo, do que na sala do Ministério Público em São José?
Quem explica esse paradoxo?
É também lá de São Paulo, do Instituto de Ciências
Biomédicas da USP, onde hoje leciona o prof. dr. Rodrigo
Martins, ex-docente da Univap, que me chega por e-mail esta
mensagem dele: "Gostaria de parabenizá-lo pelo excelente
trabalho que tem realizado em relação aos absurdos da
Univap. Você tem sido a voz que se levanta em favor da
sociedade e contra um verdadeiro déspota dos tempos
modernos. Como ex-professor e ex-coordenador de curso da
Univap, tenho que me manifestar depois de abrir o jornal de
hoje, sábado, e me deparar com mais um absurdo, dessa vez
praticado pelo Ministério Público de São José. Dizem que a
Justiça é cega, mas em São José dos Campos essa máxima
assume outra conotação. Com uma demonstração de
superficialidade chocante, o Ministério Público, mais uma
vez, pede o arquivamento do processo investigatório contra o
reitor da Univap. As pessoas comuns, como eu, assistem
estupefatas a mais essa demonstração de cegueira crônica da
Justiça. Como é possível ignorar fatos que toda a sociedade
já está cansada de saber e assistir? Como é possível a
Justiça simplesmente ignorar a voz de professores e alunos
exaustos de bradar contra as atitudes ditatoriais de um
reitor que faz de uma fundação pública o seu quintal
particular?"
Leitor, não se permita o desânimo. Manifeste-se, nosso
clamor há de chegar ao Conselho do Ministério Público em São
Paulo. Há uma petição, nesse sentido, aberta na Internet.
Acesse o site
www.petitiononline.com/m17hd/petition.html e inclua lá a
sua assinatura. Até a manhã da última terça-feira já eram
148 os signatários. Exerça a sua cidadania, não se omita.
Assine, com brio e indignação. Fora, Gargione!"
www.valeparaibano.com.br
Como
sempre, este espaço está aberto às manifestações dos aqui
citados.
4Saiba
Mais
(*)
Ricardo Faria –
ricardo@vejosaojose.com.br |