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  09.02.2009 00h.10  
  O Ministério Público e a Univap                                   Quando o radialista João Alckmin me perguntou, na manhã do último dia 24 de janeiro, se eu acreditava no Ministério Público do Estado de São Paulo, imediatamente respondi que sim. Afinal, ajudo a pagar os enormes salários dos promotores.

Ricardo Faria (*)

 

Os presentes no Programa Show Time, levado ar aos sábados pela Rádio Piratininga de São José dos Campos, SP, escutaram, inclusive o Professor Francisco Gorgônio Nóbrega.

Vou repetir, não só acredito, como exijo que o Ministério Público do Estado de São Paulo, apure os fatos: - Na noite do domingo dia 29 de junho, do ano passado, o promotor Julio César Botelho, de 45 anos, foi flagrado, dirigindo bêbado na rodovia Assis Chateaubriand, em São José do Rio Preto/SP.

- O promotor Pedro Baracat Guimarães matou o motoqueiro Firmino Barbosa em uma suposta tentativa de assalto usava uma pistola 9 mm de uso restrito das Forças Armadas.

- No dia 7 de outubro do ano passado, o promotor Wagner Grossi, de 42 anos, atropelou e matou três pessoas de uma mesma família em Araçatuba, no interior paulista. Ele atropelou os três com sua picape, no sentido contrário de uma rodovia. Segundo testemunhas, o promotor estaria bêbado.

- No dia 30 de dezembro de 2004, o também promotor Thales Ferri Schoedl matou a tiros o jogador de basquete Diego Mendes Modanez ao sair de um luau na Riviera de São Lourenço, em Bertioga, no litoral paulista.

- O promotor Igor Ferreira da Silva foi condenado a 16 anos e quatro meses de prisão pela morte de sua mulher, Patrícia Aggio Longo, grávida de sete meses, em 1998, em Atibaia, no interior de São Paulo. O caso acabou ganhando notoriedade nacional. Igor Ferreira da Silva está foragido e “ninguém” sabe de seu paradeiro.

Em São José dos Campos, SP, a promotora curadora das fundações, Ana Cristina Ioriatti Chami pediu, novamente, o arquivamento do PPIC 260/06 que inclui numerosas acusações contra o reitor da Universidade do Vale do Paraíba – Univap – e presidente de sua mantenedora a Fundação Valeparaibana de Ensino, Baptista Gargione Filho.

Inicialmente, a promotora Chami reclama das “centenas de documentos, situação essa que causa tão somente dificuldades no manejo do procedimento e na análise concreta dos fatos” (sic).

Afirma a promotora que “encontra-se nos autos manifestação subscrita pelo reconhecido jurista Dr. Hélio Pereira Bicudo, contratado pelos representantes, - e que, superficial e tendencialmente, afirmou ausência de “qualquer investigação de maior profundidade para a real apuração dos desvios de materiais da Fundação para a propriedade do reitor (fls 817/818), sem, porém, indicar, in concreto os fatos que estariam efetivamente comprovados e que seriam passíveis de providências, mas que não teriam sido analisados ou investigados frente aos dados disponíveis, quer nos autos quer nas inúmeras representações efetuadas e que revelam intensa disputa política na administração da instituição de ensino.

Ana Cristina Ioriatti Chami desejou bater de frente com um dos mais ilustres e queridos juristas brasileiros e se deu mal. O Dr. Helio Bicudo jamais foi contratado pelos representantes, a sua intenção, no caso, foi a de apenas auxiliar o exercício democrático do Ministério Público do Estado de São Paulo, no qual militou por muitos anos.

Desvio de materiais - Em depoimento, o ex funcionário Euclides deixou claro e testemunhado o desvio de materiais da Univap para o suntuoso sítio do reitor, no distrito de São Francisco Xavier, também conhecido por Ba-Garden. Quem era ou é o proprietário dos caminhões transportadores? Elementar, dra. Chami, ele trabalha e reside no bairro de Santana onde se afirma que ele teria enriquecido em pouco tempo.

Diploma de mestrado - Ana Chami toma como verdade as declarações da Fundação Valeparaibana de Ensino de que são regulares os procedimentos referentes aos cursos no exterior realizados pelo filho do reitor, Luiz Antonio Gargione. Com recursos da Univap, ele se dirigiu à Universidade de Berckely, na Califórnia, para fazer um mestrado o que não ocorreu, fato confirmado por escrito por um professor daquela Instituição. O Gargioninho não tem diploma de mestrado. O papel que trouxe dos Estados Unidos não foi reconhecido pela Unicamp, a única que pode fazer isso.

Câmara Municipal - Segundo a promotora, “a Câmara Municipal de São José dos Campos efetuou sessão especial de homenagem a instituição.” - São águas passadas. O que tramita pela Comissão de Educação daquela Casa é uma investigação sobre a gestão Univap/FVE. Apesar de convidado, com dia marcado, entre 26 e 30 de janeiro, o reitor não apareceu. Alegou doença, ainda que tenha sido visto em sua sala no Campus da Urbanova. Cabe ao vereador Cristóvão Gonçalves tomar as providências cabíveis.

Salários elevados – O reitor afirma perceber mensalmente R$ 20 mil, uma bela quantia para o Baptista de origem humilde que chegou à São José para trabalhar no ITA, morando no CTA. Depois mudou-se para um belo apartamento, no edifício Samambaia, comprado do engenheiro José Luiz Botelho, que tinha ou tem vínculos com a Univap. Os armários embutidos foram feitos pela mesma empresa que prestou serviços, no apartamento do ilustre Professor Doutor Darwin Bassi, um iteano que não passa pela mesma pinguela com Baptista Gargione.

Nepotismo – O filho, as filhas e os genros do reitor Baptista Gagione estão aboletados na Univap ganhando salários bem mais gordos do que outros professores melhor qualificados. Para complicar, pesam sobre os parentes do Baptista denuncias de favorecimento do tipo comandar cantina escolar, cópias de documentos etc.

Igreja – Denominado templo cristão pela promotora Ana Chami, a Capela da Paróquia Universitária custou um monte de dinheiro à Fundação Valeparaibana de Ensino, apesar dos Estatutos da Entidade proibirem fins políticos ou religiosos. A tal Capela serve para realização de missas e outras cerimônias católicas, quando o Batista Gargione envia convites impressos irrecusáveis a professores e funcionários.

Inquérito Civil - Na ausência de Ana Cristina Ioriatti Chami, em 27 de agosto de 2008, o promotor Alexandre Affonso Castilho, após vários considerandos, converteu o Procedimento Preparatório de Inquérito Civil 260/08 em Inquérito Civil.

A promotora - Ana Cristina reassumiu a Sétima Promotoria, em São José dos Campos, e solicitou ao Conselho Superior do Ministério Público, pela segunda vez, o arquivamento, desta vez do IC260/06 Público. Em 2004, na comarca de São Sebastião, teve contra ela uma representação com várias reclamações a respeito de sua conduta. O fato resultou na presença de agentes públicos do Conselho Superior do MP que ouviram as partes envolvidas. O resultado, certamente deve estar nos arquivos do MP-SP.

Final infeliz - Podem estar enganados, mas muita gente afirma que o reitor terminará num poste e a promotora em cima de uma goiabeira. Nesse caso, não terei mais de agüentar as gozações do radialista João Alckmin e poderei ler o livro dos jornalistas Roberto Wagner de Almeida e Luiz Gonzaga Pinheiro se eles o escreverem contando detalhes.

Cobras, viados, lagartos, jacarés e outros bichos – Enquanto dura o vai não vai, vou escutando mil coisas a respeito de algumas pessoas envolvidas com a FVE/Univap. Tem até o pai de um conhecido professor que daria marcha ré no quibe. Chifres, então, são inúmeros. Falam barbaridades sobre as viagens de conhecida advogada e família à Espanha e outros países. Os acertos com o Pimenteira e outras cositas. Como diria a Ibrahim, "vamos em frente, porque cavalo não sobe escada" Vixe!

Atenção - Se o Professor Doutor Marcos Tadeu Tavares Pacheco se dispuser a falar e mostrar os tantos documentos que guarda numa enorme canastra será um deus nos acuda. Fogo na lona do circo e salve-se quem puder. Apreciem o texto do jornalista Roberto Wagner, no jornal ValeParaibano, desse domingo, 8.

"Extermínio

Roberto Wagner de Almeida escreve neste espaço aos domingos.

Socorro!

Chamem o Arnold Schwarzenegger para nos salvar! Em São José dos Campos o Ministério Público ameaça transformar-se em Exterminador do Futuro. A recente manifestação da promotora Ana Cristina Ioriatti Chami, opinando pelo arquivamento das acusações contra o reitor Baptista Gargione Filho, ameaça exterminar as esperanças de quantos sonham ver, em futuro próximo, a Univap liberta desse tirano. Mas nem tudo está perdido, porque essa manifestação pelo arquivamento ainda pode ser revista pelo Conselho do Ministério Público, em São Paulo.

Não há como negar a profunda decepção com o parecer da promotora. Ela está aqui, bem próxima do local onde o reitor exerce um regime feudal, despótico e nepotista. Ela critica o reitor por ter dado um freezer como presente de casamento, adquirido com verba da Fundação Valeparaibana de Ensino. Mas manda apenas que o dinheiro seja devolvido à entidade. Só isso?! Como entender que, estando ela aqui, só nos reste depositar esperança em seus colegas do Conselho que estão distantes, lá na capital? Por que será que o clamor público contra o reitor é mais ouvido no Conselho do MP, em São Paulo, do que na sala do Ministério Público em São José? Quem explica esse paradoxo?

É também lá de São Paulo, do Instituto de Ciências Biomédicas da USP, onde hoje leciona o prof. dr. Rodrigo Martins, ex-docente da Univap, que me chega por e-mail esta mensagem dele: "Gostaria de parabenizá-lo pelo excelente trabalho que tem realizado em relação aos absurdos da Univap. Você tem sido a voz que se levanta em favor da sociedade e contra um verdadeiro déspota dos tempos modernos. Como ex-professor e ex-coordenador de curso da Univap, tenho que me manifestar depois de abrir o jornal de hoje, sábado, e me deparar com mais um absurdo, dessa vez praticado pelo Ministério Público de São José. Dizem que a Justiça é cega, mas em São José dos Campos essa máxima assume outra conotação. Com uma demonstração de superficialidade chocante, o Ministério Público, mais uma vez, pede o arquivamento do processo investigatório contra o reitor da Univap. As pessoas comuns, como eu, assistem estupefatas a mais essa demonstração de cegueira crônica da Justiça. Como é possível ignorar fatos que toda a sociedade já está cansada de saber e assistir? Como é possível a Justiça simplesmente ignorar a voz de professores e alunos exaustos de bradar contra as atitudes ditatoriais de um reitor que faz de uma fundação pública o seu quintal particular?"

Leitor, não se permita o desânimo. Manifeste-se, nosso clamor há de chegar ao Conselho do Ministério Público em São Paulo. Há uma petição, nesse sentido, aberta na Internet. Acesse o site www.petitiononline.com/m17hd/petition.html e inclua lá a sua assinatura. Até a manhã da última terça-feira já eram 148 os signatários. Exerça a sua cidadania, não se omita. Assine, com brio e indignação. Fora, Gargione!"  www.valeparaibano.com.br

Como sempre, este espaço está aberto às manifestações dos aqui citados. 4Saiba Mais

(*) Ricardo Faria – ricardo@vejosaojose.com.br


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