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18.04.2008 00h.10 |
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Queixem-se ao
bispo!
Meus caros, embora não seja joseense de nascimento, sei o
quanto esta cidade representa para o Brasil, com sua função
de pólo tecnológico e industrial.
Antonio Garcia Ramos (*) |
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Infelizmente, a área
educacional se tornou indigna da cidade, pelo menos no que
tange às universidades particulares. Falo com experiência
própria de ex-funcionário de uma destas instituições, onde
ingressei com o objetivo de dividir um pouco do pouco
conhecimento que tenho.
Minha indignação se manifestou
quando,
recentemente, em matéria paga, o reitor Baptista
Gargione Filho
diz que investiu mais do que a isenção fiscal da filantropia
exige, sem mencionar que se trata de uma obrigação da
instituição comunitária, filantrópica e sem fins lucrativos
aplicar todo seu recurso em prol da comunidade. Atua como o
ex-reitor da UnB,
também entidade sem fins lucrativos, Timothy Mulholland, cuja
intenção, ao redecorar
o apartamento em que morava às custas da UnB, era
“salvaguardar” o patrimônio da mesma.
Inclui ao
material de propaganda uma carta de um bispo louvando a
generosidade e bondade do amigo, como se ignorasse que isto
é apenas uma exigência da lei e do estatuto para que a
instituição possa ter o caráter de entidade sem fins
lucrativos.
Na edição de
domingo,13, do jornal Valeparaibano há artigo sobre
universidades que dão bolsas e prêmios aos melhores alunos.
No fim da matéria informam que a "UNIVAP estuda uma política
de privilegiar bons alunos".
Enquanto isso,
a Universidade
sofre a intervenção do MEC em seu curso de Direito, e
perde o direito de ministrar cursos de Mestrado em
Engenharia Mecânica e Ciências Biológicas, como resultado
direto da “excelência em ensino” amplamente divulgada na
mídia através de material propagandístico de alto custo.
Essa dicotomia
é a prova cabal do tipo de filantropia praticada pelo
reitor – a
modalidade "boomerang"
- na qual os recursos retornam à instituição por
substituição de funcionários e outros subterfúgios ainda
mais escusos, já relatados ao Ministério Publico.
Sabemos de
casos de estudantes excelentes, com problemas econômicos,
que jamais receberam bolsa. Muitos tiveram que abandonar a
universidade sem finalidade lucrativa, comunitária e
filantrópica dirigida pelo amoroso reitor Gargione.
Queixem-se ao bispo!
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