Nas pesquisas, Dilma e o PT vão de vento em popa, impulsionados pela popularidade do Lula, mas nos porões da campanha, a coisa anda feia.
Depois das denúncias envolvendo o tesoureiro nacional do partido, João Vacari Neto, em desvio de milhões da cooperativa habitacional dos bancários paulistas, agora é o coordenador da campanha da candidata, Fernando Pimentel, que experimenta graves acusações por conta do período em que foi prefeito de Belo Horizonte. Está denunciado por improbidade administrativa, projetos irregulares, contratos abusivos, notas falsas e dispensa de licitações.
Quer dizer, o chefe da campanha e o encarregado de amealhar recursos para ela encontram-se em situação crítica, obrigados a prestar contas à Justiça. Estão marcados, mesmo que demonstrem inocência completa.
Aguarda-se não a palavra, mas o gesto do presidente Lula diante dos fatos. Vai exigir do PT o afastamento dos dois companheiros? Ou dirá ser tudo armação das oposições?
Lágrimas - Está sendo organizada para o final do mês uma festa singular, em Brasília. Serão exonerados de uma vez só todos os ministros-candidatos às eleições de outubro, por enquanto doze.
Alguns, mais sensíveis do que outros, irão às lágrimas por precisar deixar o governo. O presidente Lula não deixará de emocionar-se, ainda que até a data fatal tente convencer uns poucos a ficar.
Os que são deputados ou senadores reassumirão suas cadeiras, mas para licenciar-se logo depois, em função das campanhas para governador ou a reeleição. A maioria, feliz por haver emplacado seus secretários-executivos nos ministérios. Outros, nem tanto.






