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  30.07.2010 00h.01  
 

Os três mosqueteiros

Carlos Chagas

 


Para ficar no complicado PMDB, tem gente imaginando um explosivo cenário para o partido,  no futuro Senado. Porque Pedro Simon tem mais quatro anos de mandato, assim como Jarbas Vasconcelos, provavelmente derrotado na tentativa de eleger-se governador de Pernambuco. Junte-se a eles Roberto Requião, com a eleição garantida no Paraná, conforme as pesquisas.


Os três vão dar trabalho à direção peemedebista, desalinhados que são há muito tempo.

 

CUIDADO COM ELE - Parece fora de cogitação que as grandes redes de televisão venham  a reunir os dez candidatos à presidência da República, nos debates previstos para começar na próxima semana. Serão no máximo quatro a enfrentar-se: Dilma Rousseff, José Serra, Marina Silva e Plínio de Arruda Sampaio.


O candidato do Psol não tem ilusões quanto à possibilidade de eleger-se, mas centraliza seu objetivo em ganhar os debates, hipótese muito possível, seja pela sua experiência político-parlamentar, seja pela contundência de sua mensagem. 

 

Dos poucos comunistas que também é fervoroso católico-apostólico-romano, Plínio poderá aprofundar temas dos quais  seus adversários fogem como o diabo da cruz. E com a vantagem de uma oratória ímpar.

 

INDEFINIÇÃO  EM BRASÍLIA - Contestado por uns, admirado por outros, Joaquim Roriz lidera as pesquisas para governador do Distrito Federal. Já ocupou o cargo por quatro mandatos, situação singular que tanto o favorece quanto  prejudica. Afinal, para que deseja voltar pela quinta vez, indagam uns, enquanto outros respondem ser para completar a sua obra.

 

Por haver renunciado ao Senado para não ter o mandato cassado em função de uma transação bancária pouco clara, Roriz está tendo seu  pedido  de registro como candidato  impugnado na Justiça Eleitoral. Caso não consiga ultrapassar o obstáculo, recomendará  Maria Abadia para substituí-lo.


O candidato do PT é o ex-deputado e ex-ministro Agnelo Queirós, cujos percentuais vem crescendo nas pesquisas. Por conta da indefinição  do quadro eleitoral, ainda não se respira na capital o clima emocional de outros anos.
CLAUDIO HUMBERTO


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