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  14.11.2008 00h.01  
 

Guerra ao Aécio

Carlos Chagas (*)

  Na última sessão do Senado, sexta-feira da semana passada, a senadora Ideli Salvatti, líder do PT, declarou-se indignada com Aécio Neves. Da tribuna, denunciou comentário atribuído ao governador mineiro num desses blogs variados, no sentido de que "será perverso para o Brasil mais quatro anos disso que está aí".

Discute-se a hipótese de Aécio haver dito mesmo essa frase, ele que tem sido tão cauteloso em analisar o governo Lula, freqüentemente elogiado em suas entrevistas. "Disso que está aí" pode ter sido uma explosão do governador diante da performance do Dunga na seleção nacional, ou um protesto feito a São Pedro por conta da seca que assola o Norte de Minas. Seria bom apurar primeiro, tanto para o blog quanto para a senadora.

Afinal, como pré-candidato presidencial, Aécio Neves sabe que se bandear-se para o PMDB, só será indicado com o beneplácito do presidente Lula, o artífice "disso que está aí", se a referência valer para a ação do governo.

Acusação a governadores

Irritou-se o senador Cristóvam Buarque diante da ação de inconstitucionalidade impetrada junto ao Supremo Tribunal Federal por seis governadores e seus representantes no Congresso, para derrubar a lei já sancionada pelo presidente Lula estabelecendo o piso salarial para os professores.

O senador por Brasília denunciou a iniqüidade da iniciativa, baseada na disposição de governadores em não reajustar os salários do magistério sob a alegação de falta de recursos. Em especial porque em muitos estados pequenos, esse piso já é pago, registrando-se a resistência em estados maiores e economicamente melhor favorecidos. Aguarda-se a decisão do Supremo, capaz de confirmar a expectativa dos professores ou de frustrá-los de modo definitivo.

Sarney na cabeça

Decidida que está à disposição do presidente Lula de não mergulhar a fundo na questão da presidência do Senado, ou seja, preferindo Tião Viana, mas engolindo José Sarney, a pergunta que se faz é se alguém acredita no líder Romero Jucá, para quem só em fevereiro os senadores tomarão posição. Já tomaram, em maioria, rejeitando a candidatura Tião Viana. A bancada do PT, não toda, pode estrilar e bufar, mas o PMDB já tem o apoio do PSDB e do DEM para eleger o sucessor de Garibaldi Alves. Desde que o candidato seja o ex-presidente Sarney.

A história lembra o comportamento daquele luso cidadão que apregoava ser a sua filha livre para casar-se com quem quisesse. Desde que fosse o Joaquim...

(*) Carlos Chagas – www.tribunadaimprensa.com.br


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