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As
instituições transformaram-se em indústrias do ensino,
verdadeiras arapucas sempre prontas a aprisionar os incautos
estudantes atraídos pela mídia perversa: “Faça vestibular –
Tenha seu diploma – Garanta seu futuro.”
Maracutaias
- De origem humilde, os pobretões de ontem transformaram-se,
com o dinheiro das “escolas” em dirigentes nababos,
“magníficos” intocáveis com salários milionários, mansões,
carros importados de luxo, chácaras cinematográficas,
imóveis praianos e viagens,muitas viagens, ao exterior,
benefícios extensivos também à prole própria e dos
comparsas. Filhos, filhas, genros, noras, sobrinhos,
parentes próximos e até por afinidade gozam de privilégios
incríveis, na base do “mamãe eu quero mamar”.
Empregos e bolsas de estudo
– Tudo acontece graças aos mecanismos ardilosos envolvendo
pessoas conhecidas na comunidade, coniventes, de uma maneira
ou de outra, com as bandalheiras em troca de benefícios
próprios: - um emprego nem sempre bem remunerado, bolsa de
estudos ou o recebimento de várias delas para parentes,
amigos ou apaniguados políticos. Qualquer vereador sabe e
pode informar como funciona o “esquema”. Tem até uma senhora
que bate as portas de certo ex prefeito na esperança de
conseguir uma bolsa e não pagar a faculdade de Direito. É
melhor que ela consiga, caso contrário já afirmou que
colocará a boca no trombone.
Ministério Público
- Nesses 30 anos, o presidente da Fundação Valeparaibana de
Ensino, reitor da Univap, Baptista Gargione e seu fiel
escudeiro, o pernambucano Marcos Tadeu Tavares Pacheco,
transformado em diretor do IPD da Univap, conquistaram a
antipatia de muita gente e a particular inimizade de um
grupo de cento e oitenta professores doutores com renome
internacional facilmente comprovado nos currículos do CNPQ.
Na Sétima Promotoria de Justiça de São José dos Campos,
acumulam-se centenas de denúncias à espera de uma decisão.
Ônibus
magnético
–Muita gente quer saber o que aconteceu com o projeto
milionário que envolveu a SPTrans/Compsis-Univap, o VGP –
Veículo de Guiagem Magnética com custo aproximado de R$ 20
milhões. O próprio filho do reitor, Luiz Antonio Gargione se
vangloria, no Youtube, de nele ter participado.
Comissão gorda
- Falam que a Universidade teria recebido perto de R$ 2
milhões apenas para incubar o projeto. Se a gestão Gargione
recebeu esse dinheiro, certamente que deve estar
contabilizado, inclusive com a parte da Compsis. O assunto é
tão sério que foi denunciado à Policia Federal e mereceu
análise do Tribunal de Contas do Município de São Paulo,
cujos pareceres já foram solicitados.
Um
projeto sério, ou apenas mais uma bandalheira?
Ninguém merece!
4Saiba
mais
Envolvimento da Igreja Católica
– Baptista Gargione se diz católico fervoroso, devoto de
Nossa Senhora, virou uma espécie de líder religioso da
Paróquia Universitária, dentro da Univap, com templo
suntuoso e tudo mais. O que o reitor não gosta de comentar
são os envolvimentos da Univap com a Igreja, particularmente
com a Rede Canção Nova e Rede Vida. O responsável pelos
“empréstimos” dos equipamentos de Rádio e TV é um
funcionário da Univap chamado Fernando. Como diria o
caipira: “Tem muita carne debaixo desse angu, é preciso
mexer.”
Luiz
Gonzaga Pinheiro
- Novamente, o jornalista Luiz Gonzaga Pinheiro,
literalmente arranca mais um pedaço do couro do reitor da
Univap, Baptista Gargione Filho:
Prisma
'Reitor cai após denúncias'
Luiz Gonzaga Pinheiro
Essa foi a manchete principal da Folha de terça, dia 26
último. Duvido que aquele reitor (da Unifesp) tenha merecido
mais atenções deste jornal do que tem merecido o reitor da
Univap, a indigitada Universidade do Vale do Paraíba. Apesar
disso, o reitor daqui está firme forte, pouco ligando para
as críticas que recebe, passando impávido por elas, com a
naturalidade de quem recebe elogios.
Qual a diferença existente entre um reitor de uma
universidade estatal e federal e um arranjo feito para
perpetuar o reitor no cargo que não é seu, embora esteja
seu, ainda que por meio de artimanhas, que incluem demissão
de contrários, eliminação dos independentes, tudo para que
permaneça o reitor atual.
As mesmas falhas motivadoras da queda na Unifesp não são
capazes de mover um só músculo ou nervo na face do reitor
local. Ele se ri de seus adversários, tendo-os como
adversários-mirins, desmerecedores de qualquer forma de
apreço. O reitor e os que lhe seguem vivem no melhor dos
paraísos, onde tudo pode, por se tratar de gente dele, do
reitor da Univap.
Embora um grau menor de abusos tenham sido praticados, o
reitor da Unifesp já está na rua, definitivamente. Os crimes
teriam, assim, valores regionais, pesando mais ou menos,
conforme estejam localizados em regiões distintas. E que
tipo de ser humano é esse, que vê tanto desmando sendo
praticado de modo impune? E que países são esses, com
regionalismos legais e modos tão diversos de examinar e
conviver com formas tão distintas de julgamento para uma
mesma classe de delito?
Em São Paulo, na Unifesp, os alunos invadiram a reitoria,
ocuparam instalações, colocaram-se contra a permanência do
prof. Ulysses Fagundes Neto, atuaram, expuseram-se, correram
riscos. E aqui, na Univap, o que sucedeu ou ocorre?
Rigorosamente nada, sendo uma das diferenças, mas não a
única. Esperamos tudo dos estudantes. Até os dias atuais,
eles estão fazendo o jogo do reitor eterno, como se fosse o
melhor dos homens e o único dos professores. Falando
claramente, dá vergonha ver a perpetuação do reitorado, onde
a transitoriedade é a marca mais lógica para um cargo que se
define, a partir de seu caráter precário, essencial à sua
subsistência.
O reitor da Univap não corre risco e, assim, não precisa
sequer ser eficiente. Já ouvi opiniões que julgam a
passividade dos alunos como coniventes, pois a eles também
convém não freqüentar cursos de alta exigência, dedicando-se
aos estudos mais do que fazem.
Não estudam, porque não são exigidos e não são exigidos
porque os que ensinam temem perder os alunos e ver a
instituição entrar em crise, isto é, ficar com os bolsos
vazios.
A crise, já instalada há anos, é de caráter moral. Que
ninguém se ache imune à culpa. São todos responsáveis,
professores e alunos, ambos coniventes com o reitor, que não
está sozinho, como se fosse o diabo único desse teatro de
culpados e de culposos, alguns inocentes. Poucos.
Só Deus solucionaria - pra quem acredita nEle- só Ele,
talvez já amedrontado de sujar suas mãos imaculadas, até
agora.
Enquanto isso não acontece, saem profissionais despreparados
da Univap, a competição, fora da universidade é cada vez
mais desigual e todos sofrem do mesmo mal: ninguém atende ao
mercado de trabalho, um "salve-se quem puder, instalando-se
a mediocridade em regra, o insucesso profissional em rotina.
Nunca imaginei fotografia mais feia. .
LUIZ
GONZAGA PINHEIRO escreve neste espaço às sextas-feiras –
www.valeparaibano.com.br |