SÃO JOSE DIA E NOITE

GUIA

  FALE CONOSCO
 

 
     
 
  PRIMEIRA
  ECONOMIA
 
  POLÍTICA
  SAÚDE
  HUMOR
  OPINIÃO
  DENUNCIA
  EDUCAÇÃO
  ENTREVISTA
  ESPORTES
  CIÊNCIA
  INFORMÁTICA
  MEIO AMBIENTE
  GASTRONOMIA
  TODA MÍDIA
  EXPEDIENTE
  ED. ANTERIORES
  COLUNISTAS
  ACASSIO COSTA
  ALDO NOVAK
  ANTONIO AUGUSTO
  BARBARA LIA
  DELAMARE MC
  EDU PLANCHÊZ
  ELICIANE ALVES
  ELIÉZER ZAC
  EMILIA RACT
  FLÁBIA FARIA
  FREDY ANDRADE
  G. BOLAÑOS
  GUSTAVO BARRETO
  JOCA FARIA
  JOSÉ R BESSA
  JOSÉ SESPEDES
  LIA SILVA
  LORA SALIBA
  PATRÍCIA FONSECA
  PEDRO PORFÍRIO
  RICARDO FARIA
  RITA ELISA
  ROBSON MARQUES
  RONALDO DURAN
  SYLVIO MICELLI
  VINICIUS NOVAES
  SUPLEMENTOS
  CINEMA
  DECORAÇÃO
  MULHER
  TURISMO
  S. JOSE DOS CAMPOS
  A CIDADE
  SUA HISTÓRIA
  SUA GENTE
  PERSONALIDADE
  GALERIA
  ESPAÇO USP
  TECNOLOGIA
  COMUNICAÇÃO
  PÉ NA ESTRADA
  CURITIBA
  PORTO ALEGRE
  SÃO JOSE
  SOROCABA
 

 

14.11.2008 00h.01
 
Os bilhões, de onde estão saindo?

Carlos Chagas (*)

  BRASÍLIA - Nas últimas duas semanas o governo anunciou a aplicação de pelo menos 120 bilhões de reais para irrigar a economia privada diante da crise econômica mundial. Certos números chegam a bater cabeça com outros, mas pode-se relacionar 5 bilhões para pequenas e médias empresas, 10 bilhões para grandes empresas, 30 bilhões para os bancos sustentarem o crédito, 20 bilhões para socorrer bancos, 40 bilhões para o setor produtivo, sem falar nos 21 bilhões que durante dez dias por mês deixarão de entrar nos cofres públicos.

Mesmo se admitindo a mágica da multiplicação dos bilhões, e tendo-se a evidência de que esses recursos não são liberados todos de uma vez, a verdade é que de algum lugar eles saem. Haveria uma fonte secreta nos porões do Banco Central, um depósito clandestino no andar de cima do Banco do Brasil? E se tanto dinheiro assim existia escondido, porque não o utilizaram nas obras do PAC, na ampliação de escolas e hospitais, no reaparelhamento das forças armadas e em tantas outras necessidades prementes?

É claro que não é nada disso, e a pergunta continua: de onde estão vindo os bilhões? Só tem uma explicação: vem das nossas reservas em dólares, lá fora, que até pouco somavam 200 bilhões de dólares e hoje ninguém sabe a quanto vão.

Não deixa de ser perigoso, se a essas reservas se acrescentar à evasão de pelo menos 500 bilhões de reais do capital especulativo que já se escafederam do Brasil depois de caracterizada a crise. O risco é, da noite para o dia, cairmos na bancarrota. Apesar de o governo informar que os bilhões de auxílio à economia servem para que tudo continue funcionando, a conseqüência será a diminuição dos investimentos, os cortes orçamentários, os contingenciamentos, o aumento no custo de vida, as demissões e, last but not least, a sombra da inflação.

(*) Carlos Chagas – www.tribunadaimprensa.com.br


Indique para um amigoImprime

topo

©vejosaojose.com.br - reprodução permitida com citação da fonte