Pouco a pouco vai se conseguindo o maligno intento. Delegados como o Doutor Conde Guerra são demitidos vergonhosamente por repercutir notícia veiculada pela Rede Globo de televisão.
O Doutor Frederico foi demitido ainda no estágio probatório, por haver conduzido um juiz embriagado brigando na porta da Delegacia.
Com isso, talvez garantindo a incolumidade do magistrado, o delegado foi demitido e, o juiz promovido a desembargador.
Investigadores, carcereiros, escrivães, papiloscopistas e outros agentes policiais são diuturnamente aterrorizados pela Corregedoria. Muitos são demitidos sem motivo aparente e até com delegados, absolvidos na ação penal acontece o mesmo.
Sempre fui um crítico das unidades policiais fardadas, pois entendo que não é essa a função da Polícia Judiciária, mas reconheço que o GARRA, o GOE e o GER são unidades que prestavam serviços à população e geravam uma sensação de segurança.
Não conheço pessoalmente, nem sou amigo do Delegado Nico, por sinal já o critiquei várias vezes.
Mas reconheço que durante o tempo que sua Senhoria esteve à frente do GARRA, em São Paulo, não houve nenhum escândalo, nenhuma ocorrência duvidosa.
Indago também aqui porque o famoso Grupo 30 do GOE foi desmantelado se nenhum ato indigno foi cometido?
Teriam desagradado a alguém durante uma ocorrência? Ou detido alguma figura importante?
E o GER, Grupo Especial de Resgate, que hoje se limita a uma viatura abandonada na garagem da Policia Civil?
Em qualquer país civilizado, as negociações, quando existem reféns, são conduzidas pela Polícia Judiciária.
Mas, no Brasil, especificamente no Estado de São Paulo, é atribuição da Policia Militar. Porque? Será porque o Secretário foi policial militar?
O desmonte, a desmotivação, o medo não é só em razão disso. O plantão policial é de 14 horas, uma indignidade,já que nenhum ser humano foi concebido para aguentar um plantão noturno de 14 horas.
Faltam policiais, estrutura e acima de tudo salário digno.
É incrível que um policial civil ou militar, operacional ou delegado, saia para trabalhar deixando sua casa, sua família precisando de dinheiro, as vezes até para remédio.
É inconcebível que o policial que se envolva em uma ocorrência ou esteja sendo processado não tenha dinheiro suficiente para pagar um bom advogado para defendê-lo.
Algumas coisas causam estranheza, qualquer individuo, de qualquer classe social, adentra uma Delegacia de Policia e pode falar inclusive com o chefe dos investigadores, dos escrivães ou com o delegado titular.
Todavia, raríssimas pessoas adentram a um quartel da Policia Militar para falar com o comandante de companhia, quanto mais com o comandante do batalhão que hoje, por determinação do comandante geral, usam automóveis Vectra, andam a paisana e são chamados de Executivos da Segurança Pública.
Causa-me tristeza encontrar policiais civis que falam estar só esperando completar o tempo para se aposentar.
Bons policiais experientes que farão falta à Segurança Publica.
Até quando conviveremos com tudo isto?
Com uma policia assustada, atemorizada, onde só os amigos do rei tem privilégios.
Estou muito a vontade para falar, pois nunca residi em flat de subordinado meu, em minha empresa de Radio Difusão.
Não fumo charutos e não tomo vinho, os cigarros que fumo e o refrigerante que bebo são pagos do meu bolso.
Não devo nada a ninguém, se fosse funcionário público e residisse em imóvel de algum subordinado, embora em bairro nobre, não seria correto. E cabe ao Ministério Público investigar essas ligações perigosas.
Também causa espanto a informação de que o senhor Secretário viajou para Argentina na companhia agradável do Doutor Youssef, Diretor do DEMACRO e de outro delegado de Carapicuiba quando estava em ebulição o caso cracolândia.
Mas trata-se de uma outra conversa que fica para uma próxima vez.
João Alkimin é radialista – showtime.radio@hotmail.com - RÁDIO
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