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A
correspondência dirigida ao Professor Nóbrega, assinada por
Maria Cristina Goulart Pupio Silva, Pro Reitora de Assuntos
Jurídicos, de 31 de outubro de 2008, é taxativa: ... “Desta
forma, por solicitação do Reitor da Univap e Presidente da
FVE, relatamos a V.Sa. o seguinte: 1) Os equipamentos
oriundos de Projetos de Pesquisa, sob a responsabilidade de
Marina Pasetto Nóbrega, foram doados pela FAPESP à Faculdade
de Odontologia da Universidade Paulista “Julio de Mesquita
Filho” – UNESP – Campus de São José dos Campos – UNESP desde
05/09/2007 (Informação FAPESP 09/2008), em face de
solicitação da Profa. Marina à FAPESP. Portanto, tais
equipamentos não pertencem à FVE/UNIVAP, estando a
instituição somente aguardando sua retirada pela UNESP, o
que deverá ocorrer até o dia 10/11/2008.”
Fomos
ouvir
o
Professor Doutor Nóbrega que nos relatou, “No início o
relacionamento com o reitor foi bom, o Baptista Gargione
ofereceu as condições necessárias à instalação dos
equipamentos vindos da USP. - O Laboratório do Genoma,
instalado no Instituto de Pesquisas e Desenvolvimento (IP&D)
da UNIVAP, era considerado uma grife, visitado por
cientistas brasileiros e estrangeiros, motivo de divulgação
em jornais, revistas e outros veículos de comunicação.” –
Cientistas famosos -
Não é qualquer universidade que pode se dar ao luxo de ter
um laboratório tão sofisticado dirigido por cientistas tão
famosos. Todavia, no decorrer do tempo, o casal de
pesquisadores começou a chamar a atenção, principalmente por
discordar de algumas orientações da reitoria, consideradas
autoritárias e abusivas.
Demissão –Ciumeira,
parece ter sido o motivo da demissão da Professora Dra.
Marina Pasetto Nóbrega, em novembro do ano passado,
quando ela se negou a assinar um manifesto de apoio ao
reitor da UNIVAP -
Mais
O IP&D
da Univap –
O
Instituto Foi dirigido pelo Professor Marcos Tadeu Tavares
Pacheco que, apesar de considerado mui íntimo do reitor
desde os tempos do ITA, foi afastado recentemente, ocupando,
hoje, um outro cargo.
Assédio moral:
Indagado sobre as pressões sofridas, o Professor Nóbrega foi
categórico, “Perfeitamente, desde 2006 quando o reitor deu
início a uma estratégia visando o fechamento do Instituto,
criou assim um processo de assédio moral, determinando,
inclusive, condições impossíveis de serem cumpridas, retirou
colaboradores, duplicou a minha carga de aulas e,
posteriormente, demitiu a minha esposa.– O reitor foi me
obrigando a procurar um outro destino, foi o que fiz quando
eu e a Marina prestamos concurso e fomos aprovados na
Unesp.”
Unesp
–
“Estamos em processo de transferência para a Unesp. Não é
algo simples por tratar-se de uma Instituição pública onde
as decisões são tomadas por um colegiado. Qualquer pedido
meu é submetido a debates.”
O que
deve acontecer
– O reitor não deve e não pode tocar nos aparelhos sob a
minha responsabilidade. Ele não me demitiu, continuo
professor da Univap. Ele tem que respeitar as minhas
pesquisas que beneficiam colegas na Universidade que
colaboram comigo e a Dra. Cláudia com propostas de estudos
comuns. Ainda que deixe a Univap e vá para a Unesp, o
laboratório continuará a disposição dos colegas por quem
tenho o maior respeito.
Estamos sempre abertos a colaborações de cientistas para
cientistas e vamos aguardar os acontecimentos. Somente a
Unesp pode retirar o Laboratório da Univap e providenciar
sua transferência para onde achar melhor, imaginamos que
será no Parque Tecnológico da Prefeitura de São José dos
Campos.
Bom
senso
- Espero que o reitor Baptista Gargione tenha bom senso e
aguarde os procedimentos de universidade para universidade
quando a Unesp deverá promover a mudança de uma só vez. As
máquinas não podem ficar desligadas sob pena da perda de
acervos genéticos inestimáveis. Principalmente se tratando
de Laboratório de Biosegurança II, não se pode brincar com
um material desses.
O que é genoma -
Mais sobre o Professor Doutor Francisco Gorgônio da Nóbrega
Fale com o professor: Francisco
Nobrega <francisco.nobrega@gmail.com>
Inquérito civil
– De uma maneira ou de outra, o reitor da Univap e
presidente da FVE, vinha se safando das várias denúncias de
alunos e professores, inclusive do ilustre Professor Dr.
Darwin Bassi, mas não conseguiu o mesmo com as denúncias do
Professor Doutor Elcio Nogueira que se transformaram no
Inquérito Civil nº 260/2006.
Nele a
Sétima Promotoria Cível de São José dos Campos exige uma
série de explicações de Baptista Gargione Filho, entre elas
a notícia de utilização de recursos de filantropia em
beneficio pessoal e de parentes; desvio de materiais do
Campus Urbanova para a propriedade particular do reitor no
Distrito de São Francisco Xavier; concessão irregular de
bolsas de estudos; irregularidades nos salários dos parentes
do reitor; mormente no que diz respeito ao filho Luiz
Antonio Gargione. investimento de recurso da FVE/Univap em
templo religioso; doação de patrimônio da Fundação para
parentes e terceiros; irregularidades nas eleições para
reitor da Univap em 03 de março de 2008.
O MP
solicita ainda a relação de parentes do reitor, vice-reitor,
pro-reitor e diretores que exerçam funções na Universidade
ou na Fundação Mantenedora, a forma de admissão e
remuneração, bem como a relação das empresas prestadoras de
serviços que tenham parentes do reitor, vice-reitor,
pro-reitores e diretores com participação societária, -
cópias das previsões orçamentárias anuais dos últimos 5 anos
aprovadas pelo Conselho Diretor; cópias dos relatórios
anuais de atividades dos últimos 5 anos e envio das
declarações de imposto de renda dos últimos cinco anos do
reitor Baptista Gargione Filho.
Mais
Novas
denúncias
– Não bastasse o Inquérito Cível acima, novas denúncias
subscritas por dezenas de professores doutores e membros da
Associação Nacional dos Amigos da Educação foram
protocoladas no Ministério Público Estadual na sexta feira,
dia 7 último. Entre elas: Declaração com firma reconhecida
de ex funcionário da Univap que afirma ter conhecimento de
desvio de materiais da Univap para outros locais através de
funcionários de confiança do reitor, como Turíbio Carlos
Barbosa e Ronaldo dos Santos Batista, conhecido por
“Mineiro”, um ex-menino pobre apadrinhado por Baptista
Gargione que virou engenheiro e é o atual prefeito do Campus
Urbanova. Um outro ex funcionário da Univap já se dispôs a
depor e confirmar essas e outras denúncias.
Ônibus
Magnético
– Assim ficou conhecido o milionário Projeto de Guiagem
Magnética elaborado pela SPTrans/Compsis/Univap já
denunciado à Polícia Federal de São José dos Campos,
inclusive com foto da frente da sala vazia no IP&D da
Univap. Um comentário jocoso de uma conhecida professora lhe
valeu o emprego na Univap.
Mais
Templo
suntuoso
– Indaga-se a origem dos recursos para a edificação do
luxuoso templo religioso no Campus da Univap, também
denominado Paróquia Universitária. O prédio é
recheado de painéis religiosos assinados por arquiteto
famoso. Da denúncia constam os nomes de Baptista Gargione,
Paulo Sophia, dos engenheiros Luiz Eduardo e Tércio Ueda (da
Univap), Fátima Manfredini e do bispo dom Nelson Westrupp.
Mais
Eleições da FVE
- O documento encaminhado ao MP trás também diversas
irregularidades que teriam ocorrido durante as eleições para
presidente e vice da Fundação Valeparaibana de Ensino,
inclusive como uma antiga máquina de escrever foi utilizada
pelos conselheiros para datilografar os nomes preferidos na
cabine de votação, tudo registrado pela
TV Univap
Famiglia
–
Baptista Gargione Filho colocou na Univap filhos e genros
com altos salários, proporcionou e proporciona boa vida para
muita gente. O mesmo artifício é utilizado por vários
funcionários em cargos de direção, uma situação no mínimo
constrangedora que praticamente sufoca as possíveis
denúncias de irregularidades na Universidade do Vale do
Paraíba e sua mantenedora a Fundação Valeparaibana de
Ensino.
Como
exigir explicações sinceras de um advogado na folha da
Faculdade de Direito? E do também causídico que ambicionava
a direção da Faculdade e foi preterido? E da vereadora que
deu título honorífico à filha do reitor?
Veja
Teia -
O reitor/presidente imagina-se protegido por uma teia
cuidadosamente elaborada, nela estão representantes do ITA,
do INPE, da Associação dos Engenheiros e Arquitetos, da
Associação Comercial, da OAB, da Prefeitura e da Câmara
Municipal, do Lions, do Rotary Clube e de outras
instituições com assento no Conselho da Fundação
Valeparaibana de Ensino. São pessoas conhecidas que há anos
vêm elegendo e reelegendo Baptista Gargione Filho presidente
da FVE e reitor da Univap, votando nele e aprovando suas
contas e, talvez, coniventes com tudo que ocorra ou tenha
ocorrido na Universidade e sua mantenedora, caso o MP venha
a apurar as denúncias. - Será que o Baptista armou
tudo isso sozinho? Há quem diga que não.
Quem é
quem
– Algumas pessoas
poderiam, com certeza, revelar vários fatos envolvendo a FVE,
a UNIVAP. Resta saber se estariam dispostos a falar. Desde
já estão convidados: Jamil Mattar de Oliveira, Clélio
Marcondes, Joaquim Bevilacqua, José de Castro Coimbra, José
Jorley do Amaral, Luiz Carlos Pegas, Ulisses Bueno de
Miranda, Francisco José de Castro Pimentel, Marcos Tadeu
Tavares Pacheco, Fátima Manfredini, Ângela Guadagnin, Wagner
Balieiro, Amélia Naomi, Carlinhos de Almeida, Carlos Alberto
Macedo Bastos, Ferdinando Salerno e Luiz Gonzaga Pinheiro.
Há outros. No momento em que desejarem abrir o coração,
basta fazer contato.
(*)
Ricardo Faria –
ricardo@vejosaojose.com.br |