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Das 828
entidades não-governamentais que receberam mais de R$ 2
milhões do governo federal, entre 1999 e 2006, 304 têm
registro de filantrópicas no Conselho Nacional de
Assistência Social. Nesse período, as filantrópicas, que têm
isenção de uma série de tributos federais, estaduais e
municipais, receberam juntas R$ 4,5 bilhões.
Atenção
Dr. Pedro Antônio Machado, Procurador da República, segundo
informações de Brasília, a Previdência pretende propor
anistia às filantrópicas irregulares. O anteprojeto de lei
anunciado por ministro ratifica decisões de órgão sob
investigação da PF e anula recursos contra entidades
acusadas de fraude.
Já passou
da hora, não dá mais para agüentar, é preciso tirar os
esqueletos dos armários, os papelórios das gavetas, levar às
barras dos tribunais os responsáveis pelos desvios
bilionários do dinheiro público. As fraudes envolvendo
“filantropia” já foram publicadas muitas vezes pelo Josias
de Souza, da Folha de São Paulo, e outros prestigiados
jornalistas de vários jornais.
As rádios
e tvs comentam esse assunto escandaloso sem parar. Tanta
desfaçatez comprova a impunidade reinante que vai
transformando as próximas eleições municipais num verdadeiro
circo dos horrores, quando, no máximo, conseguiremos mudar
as moscas, o nosso suado dinheirinho continuará a afundar no
lodaçal da máquina pública.
Chega de
enganação! Se o presidente Lula não tem conhecimento do
assunto é preciso que alguém o informe que o esquema
“pilantrópico” o está desmoralizando e a todos que o cercam.
Em 2003,
durante o administração Marta Suplicy, foi realizado um
projeto de Guiagem Magnética que envolveu a SPTrans (www.sptrans.com.br),
a Compsis (uma empresa de São José dos Campos) e a
Universidade do Vale do Paraíba (entidade de utilidade
pública e filantrópica) que teria incubado o projeto no
valor de quase R$ 20 milhões.
É preciso
saber o que ocorreu com o tal projeto, só isso, os que
procuramos nada informaram. Assim sendo, solicitamos
dos leitores que nos ajudem. O telefone da Comunicação da SPTrans é 11-3396.7802 –
O
Prefeito de São Paulo chama-se Gilberto
Kassab,- Edifício Matarazzo - Viaduto
do Chá, 15, Centro - PABX: 3113-8000 -
gabinetedoprefeito@prefeitura.sp.gov.br - Ouvidoria
da Prefeitura de São Paulo - telefone 0800-175717

Os professores doutores Élcio
Nogueira: professor_elcio@yahoo.com.br
- Darwin Bassi:
dbassi@uol.com.br - e
Francisco Nóbrega:
francisco.nobrega@gmail.com
– estão a disposição para entrevistas com quem se dispuser,
sobre o projeto também chamado de “Ônibus Magnético”:
Mais
(*) Acassio Costa é advogado
-
acassio@vejosaojose.com.br
Aqui mais uma excelente matéria do jornalista Josias de Souza, da Folha de São Paulo
Governo faz
mutirão contra as filantrópicas suspeitas
Sob
ameaça de ser acionado judicialmente pelo Ministério
Público, o governo começa a fazer por pressão o que não
fizera por obrigação.
Organizou-se um mutirão para desengavetar processos que
envolvem entidades filantrópicas sob suspeição.
Tenta-se
atenuar um problema que foi noticiado
aqui, em 19 de julho. Num misto de incúria e descaso, o
ministério da Previdência vinha mantendo o papelório na
gaveta.
Pressionado, o governo decidiu descruzar os braços. Vai
tirar do armário filantrópico 380 processos. Envolvem 214
entidades ditas benemerentes.
Pelas
contas do Ministério Público, há no gavetão da Previdência
2.063 processos pendentes de julgamento. Por que, então,
foram selecionar apenas 380 casos?
O governo
alega que dará prioridade aos processos que se encontram sob
risco de prescrição. Ou são julgados até o final de 2008 ou
não haverá mais como cobrar os impostos devidos.
Estima-se
em R$ 2,1 bilhões o valor dos tributos que o governo deixou
de cobrar por conta da demora na análise dos processos das
filantrópicas. Valores históricos, sujeitos a correção.
Reza a
lei que entidades filantrópicas têm direito a isenção
tributária. Não recolhem nenhum tostão à Previdência Social.
Não pagam
CSLL, PIS, Cofins e II (Imposto de importação), além de um
sem-número de taxas e tributos estaduais e municipais.
Para
freqüentar esse maravilhoso universo não-tributário, as
entidades precisam obter um certificado de filantropia.
Papel emitido por repartição chamada CNAS.
Conselho
Nacional de Assistência Social, eis o significado da sigla.
O órgão está pendurado no organograma do ministério do
Desenvolvimento Social.
Por
vezes, fiscais da Receita e do INSS contestam a emissão de
certificados filantrópicos. Dá-se quando, em visita às
entidades, os auditores constatam que são, na verdade,
filantrópicas de mentirinha.
As
contestações dos auditores são remetidas, na forma de
recursos, ao ministério da Previdência. O titular da pasta
tem prazo legal de 30 dias para julgar os casos.
Um prazo
que vem sendo sistematicamente ignorado. Neste governo e na
administração anterior. Daí o monturo de 2.063 processos
pendentes de análise.
Na última
sexta-feira (1), foi ao Diário Oficial uma portaria
instituindo
força-tarefa que se dedicará à análise dos casos 380
casos mais urgentes, aqueles em que há risco de prescrição.
Além de
advogados da consultoria Jurídica da Previdência, o grupo
será adensado por servidores de outras três pastas:
Educação, Saúde e Desenvolvimento Social.
Concluída
a análise, os processos irão à mesa do ministro José
Pimentel (Previdência). Cabe a ele dar a palavra final.
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