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SÃO JOSÉ DOS CAMPOS
- O Ministério Público vetou o novo estatuto aprovado pelo
Conselho Deliberativo da Fundação Valeparaibana de Ensino e
tomou para si a responsabilidade de confeccionar uma nova
norma para regulamentar as atividades da entidade.
As mudanças estatutárias
promovidas pelo presidente da FVE, Baptista Gargione Filho,
extinguiam o Conselho Deliberativo e a participação da
sociedade civil na instituição.
O novo estatuto também
permitia a Gargione Filho, que acumula o cargo de reitor da
Universidade do Vale do Paraíba, continuar à frente da FVE,
contrariando determinação do próprio MP.
A promotora Curadora de
Fundações do MP, Ana Cristina Chami, tomou a decisão
motivada por um entendimento de que o novo estatuto tornava
“a entidade mais voltada a interesses particulares e
patrimoniais do que aos interesses sociais e educacionais
determinados por ocasião de sua instituição”, conforme
explicou em seu despacho.
As mudanças estatuárias
foram aprovadas em assembléia realizada em 9 de dezembro
passado.
Participam do conselho
deliberativo 77 integrantes, dos quais 10 são representantes
da sociedade civil, como a OAB (Ordem dos Advogados Brasil),
Associação dos Engenheiros e Arquitetos, Inpe, ITA, clubes
de serviço (Lions e Rotary), Câmara e prefeitura. Apenas a
OAB votou contrariamente.
Membros
- O conselho deliberativo possui 77 membros e as mudanças no
estatuto previam a exclusão do grupo
Veto
- A promotora
explicou que havia determinado uma série de modificações
para aperfeiçoamento do estatuto da fundação e que vinha
discutindo amigavelmente o assunto há cerca de dois anos. “O
objetivo era promover as mudanças necessárias de forma
amigável, mas não foi possível”, afirmou.
Segundo ela, dentro de
seis meses, elaborará a redação do estatuto que deverá ser
seguido pela FVE. A homologação do documento ocorrerá
judicialmente, sem o aval de Gargione Filho.
A lista de determinações
do MP para FVE inclui a ampliação do conselho deliberativo
para aumentar a participação da sociedade na definição dos
rumos da instituição.
A promotora exige também o
fim das reeleições ilimitadas para o cargo de presidente da
FVE e da acumulação de cargos na fundação e na Univap.
“O atual presidente da
fundação se encontra no exercício de tal cargo por período
de tempo equivalente a 30 anos”, afirmou a promotora..
Segundo Julio Aparecido
Costa Rocha, presidente da OAB-SJC, “Embora seja uma
entidade civil, a fundação é um patrimônio destinado ao
serviço público”
Reação
- Membros do conselho da FVE que não participaram da
assembleia comemoraram a ação do MP. “O novo estatuto beira
a arbitrariedade”,disse o presidente da Associação Comercial
e Industrial de São José, Felipe Cury. “Nunca fomos um
conselho consultivo, mas deliberativo. Nós temos o poder de
afastar o presidente.” Reafirmou;
“Foi um desrespeito o que
fizeram com a comunidade”, disse o vereador Cristóvão
Gonçalves (PSDB), presidente da Comissão de Educação da
Câmara.
Gargione, Univap e FVE não
comentam -
Desde o começo das discussões que exigem mudanças no
funcionamento da FVE e da Univap, o presidente da fundação e
reitor da universidade, Baptista Gargione Filho, mantém o
silêncio. Ele não foi localizado nem tampouco nenhum
representante se pronunciou.
Com campus em quatro cidades,
a Univap tem cerca de 7.000alunosem36 cursosde graduação.
OVALE
COMENTÁRIOS
- Se o número de alunos diminuiu, como o Gargione mantém R$
120 milhões em caixa, segundo afirmou o vereador Wagner
Balieiro? Qual é a mágica? A solução para a FVE/Univap passa
por uma intervenção judicial. A partir daí tomaremos
conhecimento de tudo que ocorre e ocorreu na Instituição
durante a gestão de Baptista Gargione Filho. A nomeação de
parentes, os milionários salários, os favorecimentos, as
perseguições. Em 2003, a Univap recebeu adiantado R$ 19,2
milhões da Prefeitura de São Paulo num contrato sem
concorrência pública para executar um projeto de guiagem
magnética para os ônibus do Expresso Tiradentes. Até hoje
ninguém viu esses ônibus. Que fim levou a grana? Essa e
outras denuncias estão no Inquérito Civil 260/06 que está
sendo averiguado pelo Conselho Nacional do Ministério
Público, em Brasília. Aqueles que “defendiam” o Gargione com
unhas e dentes já se esgueiram. Forte indicação que chegou a
hora da onça beber água. Comentado por Ricardo Faria,
17/02/2011 22:12
Todos os bons professores
que tive foram para a Unitau, Unip, Sorocaca, Anhanguera,
FAAP entre outras e outros que não me deram aulas pois eram
de outros cursos foram para Unicastelo e alguns pararam de
dar aulas. FAzer o quê..... Comentado por Zé, 17/02/2011
21:05
Poxa, além de tudo o
Gargione é um pessimo Profº, e a cada ano que passa o ensino
na instituição fica mais precário, perdendo os professores
mais didaticos e importantes e colocando praticamente
estagiários para lecionar as aulas, gostaria muito, ver o
Ministério da Educação realizando uma auditoria na
Instituição, principalmente na Fazendinha, tenho certeza que
irião encontrar muitas irregularidades e absurdos, a gestão
dos Gargiones é precária, priorizando somente lucro e mais
lucro. Comentado por Aluno, 17/02/2011 19:49
Querido amigo Sérgio, me
responda uma pergunta, o senhor está fazendo doutorado nesta
instituição? O senhor se sente lesado por causa equívoco ou
sua revolta é referente a não ter obtido sucesso no ingresso
desta instituição? Comentado por Ex-Aluno, 17/02/2011 17:42
Não sei se todos sabem: a
Univap foi rebaixada nas notas da pós graduação, embora
ainda coloque em sua página a nota máxima, que tinha antes
da saída dos professores. Agora possui nota menor. Porém
ainda usa a nota alta como propaganda! Aqui nesta página ela
diz que tem nota 5 http://www.ppgebm.univap.br/doutorado_eng_bio/
Aui o site da Capes, que avalia a pós graduação e diz que a
nota caiu http://trienal.capes.gov.br/wp-content/uploads/2010/12/ENGENHARIAS-IV-RELAT%C3%93RIO-DE-AVALIA%C3%87%C3%83O-FINAL-dez10.pdf
a Univap sabe que a nota caiu faz um bom tempo, desde pelo
menos setembro/outubro do ano passado, mas ainda mantém na
sua página para uma "propaganda"! Mas ninguém é feito de
bobo por tão longo tempo! Comentado por sergio, 17/02/2011
16:47
Por que esta matéria não
está na 1a. página do OVALE na internet? Mais pessoas teriam
acesso a esta importante decisão da promotoria de sjcampos!
não se esqueçam que esta derrocada do gargione começou
quando ele demitiu 3 professores que assinaram um manifesto
à promotoria, pedindo maiores investigações na Univap por
conta de supostos altos salários de membros da família dele,
sendo que outros 13 pediram demissão por não concordarem com
as decisões dos colegiados da Univap, que não reverteu a
demissão de importantes professores, inclusive um dos
fundadores do instituto de pesquisa, que tanto se vangloria
Gargione. Comentado por paulo de tarso, 17/02/2011 16:36
Apoiamos o Ministério
Público! Esperamos que a UNIVAP seja conduzida para mãos de
pessoas mais coerentes. Que os alunos possam ter direito a
voto nesse novo Estatuto!!! Temos professores muito bons,
capazes de inovar e transformar a UNIVAP! Comentado por
Aluno FEA, 17/02/2011 16:06
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