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Já se
fala em recessão mundial, com o desaquecimento econômico dos
países desenvolvidos. Há pouco tempo, no entanto, os
economistas falavam de que estávamos vivendo uma era de
grande prosperidade mundial: o que aconteceu?
Para entendermos o que está acontecendo, precisamos antes de
uma grande dose de humildade, qualidade tão rara hoje em dia
entre os seres humanos. Humildade para entendermos que a
Criação é regulada por Leis físicas e metafísicas, que são
perfeitamente justas e inflexíveis, às quais estamos
subordinados, sofrendo as conseqüências daquilo que fazemos.
Humildade para entendermos que o nosso livre arbítrio
termina quando se choca com estas Leis, começando aí o
determinismo!
A humanidade, na atual etapa do seu processo evolutivo,
atravessou dois estágios, que são da luta com a força física
e a luta com a força mental ou esperteza. Até a Era
Medieval, o homem conquistava as riquezas pela força, com o
uso da violência.
Nesta
época aconteceu uma transição, marcada pela peste negra,
onde metade da humanidade da época foi vitimada. Nesta
transição nasceu a Renascença, onde diminuiu a influência da
Igreja e começou a pesquisa científica e a organização do
Estado Moderno. A Renascença representou a transição da luta
com a força física, para a luta com a força mental ou
esperteza, que sem dúvida foi uma evolução, pois ser
enganado era menos ruim do que ser morto.
A peste
negra foi um fenômeno que vale a pena analisar: dentro da
Criação, para evoluir e construir o Novo é preciso antes
destruir o Velho. Fazendo uma comparação, se quisermos
construir um prédio de 10 andares onde há uma casa, devemos
antes demolir a casa e depois fazer novas fundações, que
sejam adequadas aos 10 andares do prédio. Pois na Criação as
construções são sempre sobre bases sólidas, só se evolui
depois de assimilar perfeitamente o aprendizado do estágio
atual, é impossível queimar etapas.
No
entanto, podemos atuar é sobre o grau de sofrimento na
transição, o qual pode se tornar enorme ou ser muito
pequeno. A maneira de atuarmos é através do nosso livre
arbítrio, usando-o em conformidade com as Leis da Criação,
poderemos atravessar a transição com um mínimo de
sofrimento, pois a função do sofrimento é educativa, é
provocar o retorno ao caminho certo na trilha evolutiva.
Certamente não foi o que aconteceu com a peste negra, onde a
humanidade estava tão cega, condicionada e dominada pela
igreja, que foi necessário a peste para acordá-la,
permitindo assim o salto evolutivo que deu origem à
Renascença.
O estágio da luta pela força mental ou esperteza é aquele no
qual estamos vivendo. É o estágio onde o ser humano, ao
aproximar-se de seu semelhante, o faz pensando nas vantagens
que isto poderá trazer-lhe. E este estágio está chegando no
seu final, estamos no limiar de um novo salto evolutivo,
muito maior do que o anterior: desta vez a transição será do
estágio da luta pela força mental ou esperteza para o
estágio da luta com a força da intuição, que terá como
característica predominante a cooperação entre os seres
humanos.
Neste
novo estágio, irá se construir o organismo social, onde cada
um buscará o seu lugar, dentro de um processo perfeitamente
ordenado, para que o todo, a HUMANIDADE DO FUTURO, possa
evoluir harmoniosamente.
Neste novo estágio, onde lutaremos com a intuição,
aprenderemos a olhar para dentro de nós mesmos, para buscar
na nossa mais profunda intimidade as respostas, livres agora
de fatores condicionantes externos, livres de influências da
mídia, igrejas e sociedade em geral, que podemos verificar,
muitos estão lutando cegamente para preservar a situação
atual, das vantagens injustas e imerecidas obtidas através
da esperteza, com os recursos do poder econômico.
No mundo atual, existem já seres humanos que procuram
praticar os princípios da cooperação, visando ao bem geral,
mas constituem ainda uma pequena minoria, passando por
simplórios para a maioria que pratica a esperteza.
Iniciou-se esta transição, que é irreversível, mas que
poderá provocar mais ou menos sofrimento, dependendo das
ações dos seres humanos deste planeta.
Nesta
transição da Economia da Esperteza para a Economia da
Cooperação poderemos ver o caos ou uma passagem
relativamente suave, isto irá depender de cada um, dentro do
seu respectivo grau de responsabilidades: As autoridades que
comandam a economia mundial tem a enorme responsabilidade de
entender o que está acontecendo e procurar facilitar a
mudança para a NOVA SOCIEDADE.
As demais
pessoas, cada uma no seu campo de atuação, tem a
responsabilidade de cobrar as autoridades constituídas, no
sentido de acabar com a esperteza e o ganho fácil e
imerecido, e iniciar ações cooperativas, visando
inicialmente à redução das desigualdades sociais, buscando
estabelecer patamares mínimos de vida com dignidade!
A escolha é nossa, cada um de nós é responsável, cada um irá
influir no grau de sofrimento deste grande salto evolutivo!
Sejamos sensatos, vamos procurar agir para minimizar este
sofrimento, o GRANDE SALTO EVOLUTIVO está começando, é
irreversível, vamos lutar para pertencermos à NOVA
HUMANIDADE, pois na Criação nada é de graça, tudo precisa
ser conquistado através do trabalho, do esforço e das ações
certas.
(*) Lia Silva -
liasil_va@yahoo.com.br |