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29.04.2009 00h.10 |
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São Paulo engaveta
projeto da Univap
Kassab anuncia
construção de metrô de superfície e descarta "frota
inteligente" encomendada à universidade |
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por Eduardo Carvalho -
São Paulo -
jornal valeparaibano
A Prefeitura de São Paulo
anunciou ontem que vai engavetar de vez o projeto da Univap
(Universidade do Vale do Paraíba) que previa o
desenvolvimento e a implantação de ônibus inteligentes no
atual Expresso Tiradentes.
Agora será construído um metrô de superfície leve, que,
segundo o governo da capital, custará menos aos cofres
públicos e transportará mais passageiros diariamente.
A informação foi divulgada na tarde de ontem durante
coletiva de imprensa com o prefeito Gilberto Kassab (DEM) e
o governador José Serra (PSDB), sepultando de vez a parceria
realizada entre a Univap (Universidade do Vale do Paraíba) e
a SPTrans (São Paulo Transportes), empresa responsável pelo
transporte público da capital, para o desenvolvimento de uma
frota inteligente.
Em 2003, a Univap foi contratada pela SPTrans e teria
recebido R$ 19,2 milhões para desenvolver e implantar um
sistema aque permitiria a circulação de ônibus pilotados
automaticamente em um corredor expresso guiado por imãs. O
sistema foi chamado de `Fura-fila' durante a gestão do
ex-prefeito Celso Pitta e `Paulistão' na administração da
ex-prefeita Marta Suplicy (PT).
METRÔ - A parceria
firmada entre município de São Paulo e governo do Estado
prevê um investimento de R$ 2,3 bilhÕes na construção do
metrô, valor mais baixo do que seria investido no projeto
dos ônibus inteligentes, estimado em R$ 3 bilhões.
De acordo com Kassab, o metrô de superfície leve foi
escolhido pois o sistema não causa impactos ambientais, já
que não há a utilização de pneus e tem nível de ruídos
considerado baixo. Além disso, o sistema não necessita de
desapropriações de terrenos ou casas e não influenciaria em
faixas de rolamento das vias rodoviárias que ligam ao bairro
Cidade Tiradentes, na zona leste da cidade.
Outro ponto favorável ao metrô de superfície é o atendimento
a uma maior demanda de passageiros diariamente, que será de
450 mil em vez de 240 mil.
REEMBOLSO - A
Prefeitura de São Paulo também informou que vai cobrar na
Justiça o reembolso dos R$ 19,2 milhões que teriam sido
pagos à Univap. O contrato entre a instituição e a SPTrans
foi suspenso em junho do ano passado, pois a Secretaria de
Transportes da capital solicitou à Univap que justificasse a
funcionalidade do sistema.
De acordo com a SPTrans, como a universidade não apresentou
nenhuma "justificativa satisfatória", o atual secretário de
Transportes, Alexandre Moraes, determinou à Assessoria
Jurídica da pasta a extinção do contrato e a análise de
possível ressarcimento dos valores pagos à Univap.
OUTRO LADO - Na
sexta-feira, em entrevista ao valeparaibano, o vice-reitor
da Universidade do Vale do Paraíba, Antônio Teixeira Júnior,
afirmou que as obrigações estipuladas no contrato firmado
com a SPTrans foram cumpridas e o pedido judicial do
ressarcimento valores pagos seria uma "ação temerária".
Procurado ontem após as 17h pela reportagem para comentar o
anúncio do metrô de superfície em vez do sistema que era
desenvolvido pela universidade, o vice-reitor não foi
encontrado. A assessoria de imprensa informou que não havia
como localizá-lo neste horário. Fonte jornal valeparaibano -
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