São José dos Campos
- A incorporadora Helbor terá
que demolir dois andares nas
torres do residencial Esplanada
Life Club, empreendimento de
alto padrão construído na região
central de São José dos Campos.
O juiz Raphael José de Oliveira
Silva, da 1ª Vara da Justiça
Federal da cidade, cassou a
liminar que dava à empresa o
direito de continuar as obras
nos prédios.
O condomínio está perto do
chamado “cone de pouso” do
Aeroporto de São José -- suas
torres ultrapassam em 4,23
metros a altura máxima
determinada pelo 4° Comar
(Comando da Aeronáutica) naquela
região.
Ontem, a Secretaria de
Planejamento notificou a empresa
de que a obra está embargada e
deu prazo de dez dias para a
apresentação de um novo projeto.
A construção já havia sido
embargada outras duas vezes (em
janeiro e abril deste ano) e
liberada, com restrições, após a
Helbor conseguir a liminar na
Justiça. As obras nos últimos
dois andares permaneceram
vetadas durante o processo.
Um inquérito aberto pelo 4°
Comar concluiu que a
incorporadora foi beneficiada
por um documento falso, usado
para aprovar o empreendimento
junto à Prefeitura de São José.
Na sentença, a Justiça Federal
apontou o empresário Frederico
Roxo, sócio da construtora
Oliveira Roxo, como coautor da
suposta fraude.
Francisco Humberto Roxo, irmão e
sócio de Frederico, confirmou
que a empresa foi contratada
pela Helbor para cuidar dos
trâmites burocráticos do
empreendimento, mas negou a
utilização de qualquer documento
fraudado no processo.
Luxo
- Lançado em fevereiro de 2007
com previsão de entrega em
novembro do ano passado, o
condomínio Esplanada Life Club
só deverá ficar prontos em 2011.
A incorporadora prevê mais seis
meses para adequar as duas
torres à altura máxima de 75,17
metros. Hoje, elas têm 79,40.
Antes disso, o projeto
substituto deverá ser aprovado
na prefeitura.
Foram vendidos todos os 208
apartamentos de quatro
dormitórios, com 133 e 167
metros quadrados, mais as duas
coberturas duplex. Os imóveis
custam a partir de R$ 500 mil. A
adequação das torres obrigará a
demolição de, pelo menos, oito
apartamentos.
A incorporadora informou que
detalhará as adequações em
reunião a ser marcada com os
compradores na próxima semana.
Também promete indenizar os que
forem prejudicados.
Briga
A sentença da Justiça Federal
põe fim a uma briga judicial que
se arrastava desde 2007, quando
o condomínio virou alvo de
investigação. A Helbor garante
ter seguido todos os trâmites
exigidos para aprovar o
empreendimento.
A prefeitura se exime de culpa
no episódio, alegando que
notificou a incorporadora sobre
o problema da altura das torres
ainda na fase de fundações do
empreendimento.
“A Helbor assumiu o risco de
tentar reverter o problema. A
sentença da Justiça deixa claro
a responsabilidade única da
empresa”, disse o secretário de
Assuntos Jurídicos Aldo Zonzini
Filho.
A Helbor não descartou mover
ações após o término das obras.
Tais procedimentos teriam o
intuito de esclarecer a acusação
de fraude na documentação feita
pela Aeronáutica, que a empresa
nega.
De acordo com a incorporadora, o
empreendimento foi aprovado na
Prefeitura de São José em 13 de
novembro de 2006, sem a
exigência de documentação do 4°
Comar –que teria sido feita no
decorrer do processo de
aprovação.
Inquérito Policial Militar
movido pela Aeronáutica no ano
passado aponta o empresário
Frederico Roxo, proprietário da
construtora Oliveira Roxo, como
um dos responsáveis pela fraude
de um ofício do 4° Comar
(Comando de Aeronáutica), que
aprova a construção do
condomínio Esplanada Life Club
em São José, da incorporadora
Helbor.
As duas torres do empreendimento
foram erguidas no Jardim
Esplanada, na região central,
com 4,23 metros acima da altura
máxima permitida pela
Aeronáutica.
O empresário não foi localizado
ontem para comentar o assunto. O
irmão e diretor da construtora,
Francisco Humberto Roxo, negou
que o empresário tenha sido
responsável pela fraude de
qualquer documento.
Ele confirmou que a empresa foi
contratada pela Helbor para
aprovar o empreendimento em São
José. “Estamos tranquilos. Tudo
foi feito de maneira correta.
Meu irmão não fraudou nada”,
afirmou Roxo.
Para ele, existem divergências
na documentação e a suposta
fraude pode se tratar de um erro
de digitação. “A certidão (do 4°
Comar) está com a numeração
errada. Trata-se de um
equívoco.”
Segundo o diretor, Frederico
Roxo irá tomar todas
providências para esclarecer o
caso. Ele classificou a denúncia
como “caluniosa” e garantiu que
a empresa irá estudar todas as
formas de elucidar o problema.
COMENTÁRIOS:
-Não devemos nos surpreender!As
leis, regras, parâmetros são
feitas e elaboradas sempre para
beneficiar os empresários. Tem
dúvida? Já viu a nova lei de
zoneamento? Parece que ninguém
viu! Ouvi um vereador dizer que
ele também não a conhecia, pois
o texto era muito longo e não
dava tempo de ler tudo. Contudo
seu voto foi a favor. São José é
tem potencial de crescimento nos
próximos anos, chega de amadores
é preciso se compor o governo e respectivas pastas e
departamentos com pessoas sérias
e capacitadas. Será que elas
existem ? - Comentado por Dori,
13/08/2010 08:44
-Ótimo comentário Eng. Vicente,
realmente não é essa qualidade
de vida que eu quero para meu
filho. Muitos pensam que se
abrigar em prédios é a forma
mais segura de moradia, e que o
benefício de "ter tudo na mão" é
algo prazeroso, mas infelizmente
se esquecem que os criminosos
estão cada vez mais se
especializando e que contato
humano é vital para uma
sociedade mais digna. -
Comentado por Anderson Plinio,
13/08/2010 08:39
-Parece que essa aberração
absurda de edificios gigantescos
sendo construidos no municipio
ao bel prazer, destruindo a
qualidade do municipio não tem
limites. Isso vem demonstrando
dia a dia que a fala de um
politico da cidade hj deputado
federal de que S. José é "uma
cidade de regras" faz repensar a
população de que as regras são
para quem "cara palida"? Se
estas construtoras desrespeitam
até a legislação aeronautica
federal simplesmente pelo lucro
e o governo municipal "vê" tudo
isso sem as devidas
providencias. Ainda bem que
temos uma Justiça Federal e uma
Procuradoria Federal eficientes
na cidade, que rapidamente
impediram essa aberração de
concreto que põe em riscos
aviões e a vida de milhares de
pessoas em S. José! Que a
Justiça puna exemplarmente os
responsaveis pela falsificação
do Laudo do COMAR, para que
nunca mais se repita um absurdo
destes no municipio! Lembro
ainda que outro exemplo desta
aberração é o outro conjunto de
edificios localizados no Cone e
area de aproximação do
Aeroporto, proximo ao CTA e a
Rodovia Dutra conhecido como
Bela Citá da empreiteira Gold
Farb que tambem estava sendo
construido acima dos limites de
segurança estabelecidos para os
voos em S. José e foram
obrigados a reduzir a altura.
Será que essa é a qualidade de
vida que desejamos para nossa
cidade! Desrespeito as leis, ao
meio ambiente e as regras
urbanisticas? Parabéns a Justiça
Federal! - Comentado por Eng.
Vicente Cioffi - Forum
Permanente Em Defesa da Vida -
São José dos Campos - SP,
13/08/2010 08:19 -
OVALE
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