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A motivação tem sido nos
últimos tempos alvo de livros, palestras, cursos,
workshops e
outras propostas que visam alavancar o potencial das
pessoas.
O resultado não poderia ser
diferente, demos um salto na direção do aprimoramento
profissional e no desenvolvimento humano. Contudo, ainda tem
muita gente vivendo deprimida e desmotivada.
Há também os casos de
indivíduos que depois de atingir um gordo saldo bancário, se
enjoam de tudo, devido ter conseguido o conforto que o mundo
globalizado oferece e não ter mais as dificuldades que o
impelem a lutar.
Não se pode cair na utopia que
os métodos usados para motivar sobrevivam por muito tempo,
sem que o sujeito compreenda em profundidade o ato que
pratica, do contrário, agirá mecanicamente,
‘programado-para-vencer’ ao invés de ‘preparado- para-
viver’...
Para se entender que nem
sempre ganhar é o melhor negócio, vamos dividir a motivação
em duas, isto é, as aspirações concretas do cotidiano e as
transcendentais, abstratas e que são sentidas no íntimo do
ser; e que nem sempre andam de mãos dadas.
O desejo aviva o impulso dando
origem à ação que visa alcançar uma meta, um objetivo,
entretanto, se esta energia não estiver formatada pela ética
e canalizada em articulações inteligentes, mesmo lucrando, o
fruto será insípido.
O ato de viver é orquestrado
por uma força que atua em todos os seres. Os batimentos
cardíacos e as funções fisiológicas cumprem à risca o sopro
vital que independe da vontade humana.
No entanto, corre-se o risco
de interferir nesse empurrão cósmico através de atitudes que
podem ser favoráveis ou avessas. De posse deste conhecimento
é possível distinguir os por quês do triunfo e do fracasso.
A existência é dinâmica e não
se detém em situações que possam mudar a rota central do
indivíduo. O ‘impulso-motor’ sempre prioriza o essencial em
detrimento ao efêmero, de importância relativa.
Conforme falamos de início,
estar motivado e aperfeiçoar-se é imprescindível para a
carreira profissional no competitivo mercado de trabalho.
No entanto, é preciso estar em
sintonia com a razão principal de se viver, ou seja, as
necessidades materiais e os ensejos que transcendem o mundo
visível devem fluir paralelamente.
(*) José
Antonio Sespedes é autor do livro:
Depressão,
um beco com saída
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domingos das 10 às 11-Falando Livremente-
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