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Na antiga
Grécia, por volta do século VII a XIII (a.C.), a civilização
Grega possuía apenas uma vida econômica doméstica. Porém por
volta do Século VII (a.C.), tem-se noticia do surgimento da
moeda, muito embora por volta do século IV (a.C.), ocorre
uma atividade econômica baseada em trocas de mercadorias.
Podemos verificar que em contraste com a pujança e o alto
brilho do pensamento Grego de um modo geral, tanto em
filosofia, ética, política, o pensamento econômico não tinha
na antiga Grécia um modelo econômico preciso, limitando-se
apenas a uma atividade de menor importância, e subordinada a
filosofia, aonde prevalecia o geral sobre o particular, e a
igualdade, além de um certo desprezo pela riqueza.
Entre os
romanos, o pensamento econômico deixa de estar subordinado a
filosofia, e passa mais a estar sob a influencia da
política. Existia em Roma uma vida econômica, porém sem
qualquer tipo de autonomia e independência, para os romanos
o meio econômico, apesar de mais intenso do que na antiga
Grécia, estava altamente subordinado ao chamado “Espírito de
Dominação”, sendo a riqueza um meio que visava assegurar e
concretizar esta dominação, não havendo nenhuma preocupação
com um possível estado de bem-estar social.
Na Idade
Média, a qual pode ser divida em dois períodos distintos: o
Primeiro período, que vai dos séculos V ao XI quando
tendo-se em vista a invasão dos bárbaros, e terminava aí a
economia antiga, surgindo então o regime feudal onde a
produção era basicamente rural, baseada em trocas, jamais
indo além da mesma localidade, ou seja, sempre à sombra dos
castelos ali existentes, e obedecendo uma forma bastante
rudimentar de atividade econômica.
O Segundo
período, que vai dos séculos XI ao XIV após longa
decadência, podemos verificar o ressurgimento de uma
atividade econômica também baseada na troca, porém
promovendo o desenvolvimento de um mercado aonde se podia
observar na atividade de trocas um significativo e grande
volume, ganhando inclusive um novo impulso, quando do início
das chamadas Cruzadas, as quais estimularam enormemente a
economia e o comércio. Diferentemente do que se via na
Grécia, onde o econômico era influenciado pela filosofia, e
na Roma antiga, pela política, na Idade Média, o pensamento
econômico estava subordinado substancialmente a moral.
Entre o
período dos anos
1.450 a
1.750 quando ocorre um maravilhoso renovar da civilização,
com grande impulso nas artes e nas ciências, e com o
surgimento de importantes pensadores, como Leonardo da
Vinci, Michelangelo, Rafael, Descartes, Bacon, entre outros,
temos ai o renascimento e mercantilismo.
A vida
econômica, influenciada por estas grandes transformações,
amplia-se e toma um outro sentido de organização, e com a
descoberta de novas terras, a vida econômica rasga-se,
abrindo um imenso e novo horizonte às sociedades da época,
onde os metais preciosos e grandes riquezas trazidas de
longe, fluem de forma constante e em grandes quantidades,
deslocando o eixo econômico da época e trazendo prosperidade
a centros como: Londres, Amsterdam, Lisboa, etc.
O grande
mérito do chamado Mercantilismo, foi sem dúvida alguma,
propiciar a nossa civilização a transposição de uma economia
regional para uma economia nacional, abrindo caminho para o
moderno sistema capitalista, e tomando um novo rumo em
direção ao chamado capitalismo industrial.
Dessa forma a
partir da segunda metade do século XVIII, tem início à
chamada Revolução Industrial, dando-se início a um processo
de produção em massa e grande acumulo de capital, levando a
burguesia ao centro do poder tanto econômico quanto
político. Surgem nessa época grandes pensadores econômicos,
entre eles, Malthus, Ricardo, e principalmente na
Inglaterra, por volta de 1780, Adam Smith, considerado o
maior pensador da época, o qual publica “A Riqueza das
Nações”, quando então defende a livre iniciativa e a
pouquíssima interferência do Estado na economia, sendo então
o início do chamado Liberalismo Econômico. Nasce deste modo
e nesta época, com a Revolução Industrial, o que chamamos de
Capitalismo, privilegiando o mesmo a idéia de propriedade
dos meios de produção, a transformação da força de trabalho
em mercadoria, a acumulação do capital e o chamado livre
mercado.
(*) José Augusto Corrêa Filippo, é
publicitário, advogado com pós-graduação em Direito Civil e
Processo Civil, bem como, mestrando em Direito Ambiental
pelo Centro Universitário Salesiano, Lorena-SP -
<correa_filippo@hotmail.com> |