É insuportável o que a Policia Civil está passando.
Aconteceu com o investigador Ernesto Tavares de Almeida Buchnann, que contava com aproximadamente 30 anos de carreira, há algum tempo atrás foi demitido, pois, quando prestava serviços à CIRETRAN foi acusado de permitir que um caminhão fosse licenciado sem as cautelas necessárias.
Pois bem, esse policial juntou-se aos que não aguentaram a pressão. Suicidou-se com um tiro na cabeça, deixando mulher e filhos.
Talvez seja essa a faxina que deseja o Governador de Estado e o senhor Secretário se referia, feita com rios de sangue, dor e lágrimas.
Temos o Delegado Conde Guerra, criminosamente demitido. O Delegado Frederico vergonhosamente demitido. O Delegado Carlos Andrade injustamente demitido. E mais outros policiais que são massacrados com suas famílias, humilhados, muitas vezes sem dinheiro sequer à subsistência.
Até quando? Até quando o Poder Judiciário permitirá que o massacre continue? Até quando se permitirá que pessoas sejam vítimas das perseguições políticas?
Até quando delegados de policia amedrontados redigirão um boletim de ocorrência, claramente de tentativa de homicídio, como disparo de arma de fogo?
O que leva uma autoridade policial a proceder assim?
Uns podem tudo, inclusive balear policiais civis. Outros nada, sequer levantar a cabeça como os policiais civis.
A dor e o sangue correm no seio da Policia Civil. Até quando?
Das duas uma, ou por incompetência jurídica ou por ordens superiores.
De qualquer maneira, é profundamente lamentável.
Seres humanos estão sendo massacrados.
Volto a afirmar, embora alguns desconheçam, o policial civil é uma pessoa, diferente daqueles que os massacram.
Não sou, nem defendo a corrupção. Mas uma pessoa só pode ser taxada de corrupta após sentença judicial transitada em julgado. Até lá, constitucionalmente, é inocente.
As demissões a toque de caixa afrontam o bom senso, a Constituição e, inclusive, propiciarão que todos retornem um dia.
Haja visto o caso que para mim representa os demais, o do Delegado Conde Guerra, demitido por repercutir uma notícia, numa afronta ao sistema legal vigente. Um descalabro que caracteriza o estado de exceção. Ainda assim, o Judiciário queda-se inerte e silente.
Quantos precisarão morrer para que a sociedade acorde e comprove que sem uma Policia Civil estruturada e valorizada, viveremos o caos e a barbárie?
Somente posso dizer, descanse em paz Ernesto. Saiba que o seu sangue e o de outros não permitirão que aqueles que os jogaram nesse condição, vivam em paz.
Portanto, continuarei lutando para que se trate os Policiais Civis com dignidade e respeito. Quando isso acontecer poderei parar de falar e de escrever.
João Alkimin é radialista – showtime.radio@hotmail.com - RÁDIO
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