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Ele usou boa parte da sua coluna dominical no
jornal Valeparaibano para desancar o reitor da Univap, “Numa
eleição democrática, Gargione irá para o olho da rua.”
Afirmou Wagner.
De origem humilde, o reitor e presidente da
Fundação Valeparaibana de Ensino, Baptista Gargione Filho é
da região de São José do Rio Preto, no interior paulista.
Chegou à São José dos Campos nos anos 60 para trabalhar no
ITA e foi morar no CTA.
Andou por Guaratinguetá e quando retornou
envolveu-se com o ex prefeito Joaquim Bevilacqua que fez
dele secretário municipal de educação e posteriormente
presidente da Fundação Valeparaibana de Ensino no lugar do
advogado Clélio Marcondes, que não gostou nem um pouco do
que fizeram com ele.
“Meteram um bando de gente na minha porta
gritando ladrão e outros insultos. Foi uma tremenda armação
que me ofendeu bastante. Não precisava isso. Se queriam me
tirar para colocar o Gargione era só falar. Jamais tive
interesse em me perpetuar no comando da Fundação. A pessoas
sabem que a minha passagem por lá foi benemérita. Os atuais
fatos envolvendo a FVE/Univap me entristecem. Vamos ver no
que vai dar. Certamente que se fará Justiça.” Afirmou o Dr.Clélio
Marcondes.
Oriundo das mesmas bandas paulistas de
Gargione, o engenheiro Rosveres Celestino conheceu o reitor.
O engenheiro passou por maus momentos em São José e chegou a
amargar 12 anos na prisão onde escreveu um livro relatando
as perseguições que sofreu de um ex prefeito e de um ex
promotor de justiça.
Apreciem a matéria de Roberto Wagner:
"Nenhum Sossego
ROBERTO WAGNER DE ALMEIDA
escreve neste espaço aos domingos
Mais uma vez, Baptista
Gargione recusou-se a comparecer à Câmara Municipal para
prestar esclarecimentos sobre sua conduta na reitoria da
Univap. Na primeira vez disse estar dodói, padecia de uma
doença que não identificou. Mas como admitiu que poderia
conversar com os vereadores se eles fossem à Univap, dei à
estranha moléstia o nome de Síndrome Gargiônica de Pavor
Externo. E ele voltou a não comparecer na última
segunda-feira, menosprezando o convite que lhe fora
reiterado pela Câmara, dessa feita alegando luto: estaria
pranteando "um ente querido", que não mencionou qual fosse.
A verdade está evidente. Gargione não tem respeito pela
Câmara, não tem respeito pela opinião pública, quer nos
tratar a todos como trata alunos, professores e funcionários
da Univap - com desprezo e humilhação. É o seu modo tirano
de ser, é a sua personalidade ditatorial, convencido de que
não deve satisfação a ninguém. Ele manda e desmanda, faz e
desfaz, demite quem o contesta, sente-se rei e deus naquele
território. Se a Câmara lhe enviar um renovado convite a
cada dia, ele responderá 365 vezes da mesma maneira, só
variando o motivo pelo qual se recusará a comparecer. Poderá
ser uma inadiável viagem ao Raio-Que-O-Parta, uma recaída da
síndrome, ou então a morte de quantos entes queridos forem
necessários, para cujo fim ele povoará um cemitério inteiro
com defuntos anônimos.
O truque dele é acreditar que, mais dia, menos dia, nós nos
cansaremos e o assunto ficará esquecido. É nisso que ele
aposta. E é nosso dever não permitir que isso aconteça.
Nenhum sossego ao tirano! Vamos continuar a lhe cobrar
explicações sobre os seus desmandos - sem trégua e sem
desânimo.
Já surge uma luz no fim desse túnel tenebroso. A mesma
promotora que ameaçava se transformar em exterminadora do
futuro agora parece disposta a pôr o dedo na ferida da
Univap. A dra. Ana Cristina Ioriatti Chami está propondo uma
série de audiências com conselheiros da Fundação
Valeparaibana de Ensino, para alterar seus estatutos e
tornar democrática a eleição do reitor, que hoje não passa
de uma pantomima mal encenada.
A esmagadora maioria dos
escassos eleitores come na mão de Gargione, depende de
empregos que ele mantém ou suprime, de bolsas de estudo que
ele concede ou nega a seus dependentes. Mudar as regras
desse pleito ardiloso, desmontar essa patranha é o caminho
para a deposição do déspota.
Numa eleição
democrática, com eleitores sem medo, Gargione irá para o
olho da rua. Temos que continuar lutando para implantar
qualidade de ensino e resgatar as liberdades democráticas na
Univap. Que Gargione não conte com o nosso silêncio, muito
menos com o nosso esquecimento."
www.valeparaibano.com.br
NR-
A
promotora curadora das fundações solicitou o arquivamento
das graves denúncias contra a gestão da FVE/Univap
apresentadas à 7ª. Promotoria da Justiça Estadual, de São
José dos Campos, que incluem pedidos de anulação de eleições
etc. Se está tudo certo, por que pretende um trabalho
investigativo nas instalações da FVE/Univap?
Por que audiências públicas?
Por que a parceria com a Comissão de Educação da Câmara
Municipal onde o reitor vem se negando a comparecer?
Ana Cristina Ioratti Chami
nada enxerga de errado na construção da Igreja Católica na
Urbanova que o Gargione batizou de Paróquia Universitária
Nossa Senhora do Amor, com dinheiro da Fundação. O
Professor Doutor Darwin Bassi afirma que FVE não tem
finalidade lucrativa, política ou religiosa e que os seus
Estatutos mandam que os recursos sejam aplicados
integralmente em educação. Será que os conselheiros
aprovaram a gastança?
A obra milionária foi projeto
do “artista sacro” Sérgio Prata, de Bragança Paulista, SP.
Será que trabalhou de graça? Se recebeu dinheiro da Fundação
e estiver tudo contabilizado, pode ser trazido ao
conhecimento público?
Veja o templo luxuoso
da Univap
Gargione não
é o dono da FVE/Univap, é apenas o responsável de plantão. -
Se a promotora tiver interesse em apurar determinados fatos
relevantes basta ouvir o Arquiteto Dr. Rolando Costa,
presidente da Associação dos Engenheiros e Arquitetos de São
José dos Campos.
Conheça a Entidade
Ônibus Magnético
- A denúncia sobre o projeto dos Veículos Leves sobre Pneus
com Guiagem Magnética, envolvendo a SPTrans (Prefeitura da
Capital paulista) como contratante e a Fundação
Valeparaibana de Ensino como contratada, foi feita à 7ª
Promotoria, depois apareceu em duplicata na 3ª Promotoria
que a enviou à 16ª
que diz ter apurado os fatos e
solicitado o arquivamento, que foi referendado pelo Conselho
Superior do MP, em SP.
VLP com Guiagem Magnética
Pelo sim, pelo não, que tal o
MP verificar alguns aspectos do contrato da SPTrans com a
FVE que foi notícia nos jornais O Estado de São Paulo e
Jornal da Tarde, na quinta feira, dia 8 de julho de 2004:
“Contratos sem licitação da
Prefeitura, que favoreceram entidades ligadas ao PT,
precisam ser investigados.
Os contratos foram feitos sem
licitação porque os trabalhos neles previstos exigiam
“notório saber” e também porque foram executados por
fundações, condições que os liberariam da abertura de
concorrência. Acontece que algumas das entidades contratadas
repassaram serviços para terceiros, o que segundo
especialistas é ilegal.” – Jornal da Tarde.
“As explicações mais confundem
do que convencem. À falta de precisão na descrição dos
serviços contratados soma-se a falta de lógica dos
investimentos em estudos para obras que a administração,
desde seu início, não tinha o mínimo interesse em tocar.
A Fundação
Vale-Paraibana de Ensino recebeu R$ 19,2 milhões para o
“desenvolvimento, projeto, implantação e certificação de
tecnologia do sistema de guiagem magnética, do sistema
inteligente de gestão dos terminais e paradas do sistema de
monitoramento automático da frota de 15 veículos no trecho
de via compreendido entre a estação de transferência do
Parque Dom Pedro II-Terminal Sacomã do VLP.” Ou seja: à
Fundação foi dada a tarefa de cuidar do funcionamento do
Fura-Fila, projeto iniciado no governo Celso Pitta que Marta
Suplicy decidiu paralisar de vez, alegando falta de recursos
(sic). O Estado de São Paulo.
Fonte
Noções
gerais sobre a Lei 11.079/04
Único 4º - É vedada a
celebração de contrato de parceria público-privada
I- cujo valor do contrato seja
inferior a 20 milhões de reais
II- cujo período de prestação
do serviço seja inferior a cinco anos
III que tenha como objeto
único o fornecimento de mão de obra, o fornecimento e
instalação de equipamentos ou a execução de obra pública.
Art.28
Único 1º Os Estados, o Distrito Federal e os Munciípios que
contratarem empreendimentos por intermédio de parcerias
público-privadas deverão encaminhar ao Senado Federal e a
Secretaria do Tesouro Nacional, previamente à contratação,
as informações necessárias para o cumprimento do previsto no
caput desse artigo.
Comissão de Educação -
O
ingresso da Comissão de Educação da Câmara Municipal de São
José dos Campos na apuração das denúncias à gestão Gargione
na FVE/Univap é salutar e dá cunho oficial. Se Gargione der
o ar da graça às 15 horas dessa segunda feira, 23,
facilitará o trabalho do vereador Cristóvão Gonçalves. Se
não aparecer para depor, sabe-se lá o que poderá acontecer.
Mais
(*)
Ricardo Faria –
ricardo@vejosaojose.com.br |