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Pressionado por
importantes setores da sociedade, o Ministério Público, na
pessoa da promotora Ana Cristina Chami, determinou em agosto
deste ano que os estatutos da FVE– Fundação Valeparaibana de
Ensino, mantenedora da Univap, fossem modificados, para
limitar a dois mandatos a permanência no cargo de reitor.
Isso porque Baptista
Gargione está há mais de 20 anos à frente da reitoria,
seguidamente acusado de irregularidades administrativas e
truculência contra opositores.
Na ocasião, durante
audiência pública convocada pela Curadoria de Fundações,
Gargione declarou que já pensava em sair, porém iria cumprir
até o fim o seu atual mandato, que expira em abril de 2012,
e iria conduzir ele próprio as alterações nos estatutos da
FVE.
Na semana passada,
Gargione comandou assembléia em que os estatutos foram
alterados. Mas não como se esperava. Uma das propostas era
para que se aumentasse no Conselho Deliberativo a
participação de representantes da sociedade civil, que eram
apenas dez do total de 85 membros.
Gargione, ditatorial e
cínico, fez o que ninguém poderia imaginar: extinguiu o
Conselho Deliberativo, pôs fim a qualquer interferência da
sociedade civil em seu feudo.
Não haverá mais
representantes da Prefeitura, da Câmara Municipal, de
associações de profissionais liberais, do Inpe, do ITA, de
clubes de serviço, nada, ninguém! Em vez de aumentar a
representação, ele a reduziu a zero.
Essa audácia inimaginável
corresponde a uma bofetada no prefeito, um pontapé no
presidente da Câmara e um desafio, se não for um deboche, à
representante do Ministério Público.
É como se Gargione
dissesse: “Vocês queriam uma modificação dos estatutos? Pois
eu os modifiquei, expulsando todos vocês da estrutura da FVE
e da Univap. Não existe mais a possibilidade de vocês
votarem para a escolha do presidente da mantenedora nem do
reitor da universidade. Aqui mando eu!”
Ninguém se iluda. Ele está
procurando um jeito de permanecer no cargo em abril de 2012.
Se isso for impossível,
elegerá um pau-mandado, que apenas cumpra ordens, ajoelhado
aos seus pés. É uma afronta sem precedentes.
E é também uma vergonha,
quando se sabe que ele manipula os membros da assembleia,
escolhendo-os a dedo.
São votantes amestrados,
que morrem de medo dele e aprovam qualquer absurdo que ele
proponha,sem coragem para a menor contestação.
Isso não pode ser
tolerado. Gargione ultrapassou todos os limites.
O Ministério Público em
primeiro lugar, por ser de sua competência a Curadoria de
Fundações, mas também a Prefeitura, a Câmara e todas as
forças vivas da sociedade civil de São José dos Campos têm
que dar um basta –
imediato e definitivo – ao atrevimento desse tirano, que
agora atingiu o limiar da insanidade.
Que todos se manifestem em
cartas e ofícios endereçados à promotora.
É hora, mais do que nunca,
de a população gritar em uníssono, com toda a força da
indignação: Fora, Gargione!
Roberto Wagner de Almeida
escreve aos domingos no jornal
OVALE
- -
roberto.wagner@ovale.com.br
NR
- Depois de tantos anos de desmandos, autoritarismo e graves
denuncias a gestão Baptista Gargione na FVE/Univap segue em
frente fazendo o que bem entende. Ou seja, o Baptista parece
não se importar com nada nem ninguém. Dizem que ele
estruturou uma rede de apoio político forte. Falam até em
juizes e promotores dando aulas na Univap e recebendo altos
salários, será que o Sérgio Bacha e Luiz Baiano,
assalariados da Univap, poderiam nos informar se isso é
verdade? Por razões obvias, o diretor da faculdade de
direito, Aquino, certamente não se pronunciará. A verdade é
uma só: esse assunto FVE/Univap tem que ser levado às
instâncias superiores através de um pronunciamento na Câmara
Federal que ampare os direitos da cidade de São José dos
Campos. |