Vereadores já trabalham em um projeto de lei
para regulamentar a atividade das cavas,
proibida na cidade há 17 anos
Após 17 anos de proibição, São José dos
Campos pode liberar a exploração de areia
nas várzeas do rio Paraíba do Sul.
A pedido do Sindareia (Sindicato das
Indústrias de Extração de Areia), a Comissão
de Legislação Participativa da Câmara
trabalha na elaboração de um projeto de lei
para regulamentar a extração de areia na
cidade.
Na última sexta-feira, o presidente Juvenil
Silvério (PSDB) solicitou a realização de
uma audiência pública para debater o tema
como a sociedade. A expectativa é que a
audiência seja realizada em agosto.
“Todo assunto sobre meio ambiente que mexe
na Lei Orgânica deve passar por audiência
pública. E como esse projeto está sendo
costurado é o momento de dar publicidade e
discutir com a sociedade”, disse.
Segundo Silvério, a revisão minerária movida
pelo governo do Estado reforçou o lobby por
mudanças em São José. Há um ano, a
Secretaria de Meio Ambiente do Estado
analisa a ampliação das áreas de exploração
no Vale do Paraíba, inclusive em São José.
“O Estado já trabalha com a revisão
minerária e não podemos fechar os olhos para
isso. Se aprovada pela sociedade, São José
pode criar uma lei mais rígida e que servirá
de exemplo para as demais cidades da
região.”
Projeto. Segundo o presidente da Comissão de
Participação Legislativa de São José, João
Tampão (PR), visitas a cavas de areia na
região e encontros com especialistas estão
sendo realizados para embasar um anteprojeto
de lei para São José dos Campos.
“É preciso muita cautela para retomar esse
debate, então estamos visitando cavas de
areia e conversando com especialistas para
buscar o melhor modelo para a cidade.”
Tampão não teme desgastes com a proposta.
“Quem está pedindo a liberação da extração
de areia é o Sindareia. Nós estamos buscando
esclarecimentos para debater o assunto com a
sociedade.”
Segundo ele, regras mais rígidas podem ser
definidas, como a disponibilidade de
licenças anuais liberadas mediante caução e
a exigência de projetos de recuperação.
Reação. Por meio de sua assessoria, o
presidente do Sindareia, Carlos Eduardo
Pedrosa Auricchio, informou desconhecer a
realização da audiência, mas afirmou que o
sindicato trabalha para defender os
interesses da categoria.
O Sindareia tem afirmado que os areeiros
estão dispostos a aprimorar o sistema de
exploração com novas regras de
licenciamento, monitoração e fiscalização.
Assunto gera polêmica entre 'verdes'
São José dos Campos
Ambientalistas de São José se dividem sobre
a retomada do debate sobre a extração de
areia na cidade, onde a atividade é proibida
desde 1994.
Há um mês, o Instituto Eco-solidário
protocolou na Câmara de São José pedido de
audiência pública sobre o tema.
“Considerando a revisão minerária do Estado
e a mobilização na Câmara para liberar a
extração de São José cobramos a realização
de audiência”, disse o diretor de
mobilização do Instituto Eco-solidário,
Marcos Fernandes Costa.
Segundo ele, a questão da areia não deve ser
vista com romantismos, mas sim com fatos
reais. “A sociedade tem que opinar sobre o
assunto e se essa matéria for aprovada,
temos de exigir regras para normatizar o
setor.”
Cautela. O ambientalista do Grupo
Consciência Ecológica, Lincoln Delgado,
disse não haver razões para retomar o debate
sobre a exploração de areia na cidade, após
tanto tempo de proibição. “A população e a
prefeitura já se manifestaram contrárias por
conta do passivo ambiental.”
Delgado disse ainda que se a Câmara insistir
na elaboração da lei, a audiência é
fundamental para que a população possa
opinar.
OVALE
http://www.ovale.com.br/regi-o/camara-quer-audiencia-sobre-extrac-o-de-areia-em-s-o-jose-1.118983
COMENTÁRIOS - A extração de areia na vargem do Paraíba é proibida por lei. Se os vereadores-tiriricas pretendem discutir a questão, fica difícil imaginar o que acontecerá. Os interesses dos areeiros não podem ser atendidos em detrimento do meio ambiente e da qualidade de vida na cidade. Cabe ao Ministério Público ficar de olho e atuar, como bem vem fazendo nos escandalosos casos do Gatilho Salarial e do malfadado Concurso fajuto que lesou milhares de pessoas. No último programa Fantástico, São José pagou o maior mico quando a Globo mostrou as obras do incrível Teatro Invertido. Já imaginaram o que vai acontecer se aprovarem a extração de areia por cavas? Que cidade! Comentado por Ricardo Faria, 14/06/2011 12:23
OBAAAA Termoelétrica, Extração de Areia, Petrobras, Industrias aos montes, carros, ônibus, motos todos liberando CO2, que tal mudar o nome da cidade para São josé dos Desastres Ambientais. Pois DOS CAMPOS já se foi a muito tempo. Comentado por mario Massa, 14/06/2011 11:30
A POUCA VERGONHA TOMOU CONTA DO PSDB DE SÃO JOSÉ... NÃO BASTA TER VIRADO MOTIVO DE CHACOTA NACIONAL PELO TEATRO INVERTIDO..PASSANDO NO FANTÁSTICO (www.youtube.com/watch?v=7X7iucfwhdE) O JACU DA ROÇA NOS SURRUPIOU MAIS DE 200 MIL VOTOS E SEQUER ASSUMIU... ENQUANTO A CIDADE MORRE ELES ESTÃO COM ENTES QUERIDOS ( MULHER DO CURY, DO EMANUEL, ENTEADO DO EMANUEL, A SOGRA DO ENTEADO DO EMANUEL)...TODOS MAMANDO NA PREFEITURA...E A VELHA GUARDA TAMBEM TEM UAM BOQUINHA..MULHER DO BEVILAQUA A FILHA DO DE PAULA... ETC... ATÉ QUANDO SÃO JOSÉ SUSTENTARA ESSES PARASITAS??? Comentado por anti parasita sdb, 14/06/2011 09:36
Fica a pergunta: O que a cidade ganha com isso? #azar é do rio! Comentado por Cidadã de olhO ^^, 14/06/2011 09:23
Esse negócio de extração de areia é muito interessante. Se o vereador libera ele põe em risco o meio ambiente, pois os areieros não estão nem ai, querem é faturar com o extração de areia. Todavia, se o vereador não liberar a extração de areia, aqueles que já possuem autorização ficam com o monopólio. A questão é quem dá mai$. Até chegarem no valor que alguns vereadores querem a história ainda vai dar muito o que falar. Comentado por João, 14/06/2011 08:37
Mal acabamos de comemorar a volta de peixes ao Rio Paraíba do Sul decorrente do aumento da oxigenação da água e dos investimentos feitos pela sabesp no tratamento de esgosto das cidade que vão parar de um jeito ou de outro no Paraíba, e já querem liberar a extração de areia em São José! Tantos anos de esforço para melhorar um pouco a qualidade do rio serão perdidos, apenas para atender uma minoria que não esta nem ai com os benefícios que podem gerar o Paraíba limpo para toda uma região! Esse é o Brasil. Total descaso com os seus recursos naturais tão importantes agora como serão no futuro! Comentado por Jonas Alves, 14/06/2011 07:25
Parabéns CANAS, é isso que espera teu FUTURO!!! Parabéns CANAS.... Comentado por Zé Paraiba, 14/06/2011 08:54
Esta AINDA não é a melhor saída, muitas variáveis ainda devem ser avaliadas e melhoradas, a exemplo da coleta seletiva e reciclagem a ser ampliada. E a vida útil do aterro ainda é de 12 anos, será que nesse meio tempo não surgirão novas tecnologias? Será que devemos ter tanta pressa nesse projeto que pode vir a ser um problema sério para a saúde pública joseense? Será que a Prefeitura Municipal será responsabilizada e cobrada caso algum bebê das redondezas nasça mal formado ou com problema de saúde? Parece justo que a área do aterro seja bem aonde a elite não veja e conviva? Após todos esses questionamentos e muitos outros serem respondidos podemos começar a pensar numa alternativa radical que é essa que incinerar o lixo para gerar energia. Nossos filhos não merecem isso! Pois não são os filhos saudáveis das pessoas que saem na coluna social que serão prejudicados, serão os nossos, os filhos do povo! Comentado por Gabriel Nogueira, 14/06/2011 08:28
Eu faria parte de uma mobilização na prefeitura! o povo tem que reagir!!! Comentado por Gabi, 14/06/2011 08:05
Onde vamos parar? Até parece que estamos construindo o inferno que irá nos queimar a todos. É um absurdo completo. Onde está a capacidade inovadora das pessoas que são responsáveis por administrar esta cidade? Não seria mais legítimo admitir que um problema como esse deve ser discutido de outra forma? Por exemplo, começar a discussão pelos valores que devem nortear soluções adequadas para o problema do lixo nas cidades? Seria má fé uma proposta como a Termelétrica, no sentido de que estão pensando somente no presente? Ou seria apenas ingenuidade propor tecnologia já muito questionável na Europa? Difícil mesmo seria acreditar que nossos dirigentes municipais se deixaram encantar pela sereia do capitalismo global (ou polvo cujos tentáculos imobilizam buscando seus exorbitantes lucros), que talvez eles mesmos não percebam a origem: não o fundo do mar, mas o fundo do lixo. É isso: é um lixo que vem do lixo. É preciso mobilização para que a Prefeitura saia de seu encanto e perceba o erro que está prestes a cometer. Comentado por Escritor, 14/06/2011 07:40



