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  .12.03.2010 00h.01  
  Glauco Villas Boas

 

 

por Folha Online  
 
  O cartunista Glauco Villas Boas, 53, e seu filho, Raoni, 25, foram assassinados a tiros na madrugada desta sexta-feira, em Osasco (Grande São Paulo). Um dos suspeitos pelo crime é Carlos Eduardo Sundfeld Nunes, 24, que era conhecido da família.

Dez tiros foram disparados na ação que resultou na morte do cartunista Glauco Villas Boas, 53, e do filho dele, na madrugada desta sexta-feira em Osasco (Grande São Paulo), segundo a polícia. A mulher de Glauco e duas filhas presenciaram o crime.

Segundo informações da Polícia Civil, o cartunista foi atingido por quatro tiros --um no rosto, dois no tórax e um no abdômen. Já Raoni Pires Villas Boas, 25, foi ferido por dois tiros no tórax e outros dois no abdômen. Os dois chegaram a ser socorridos e encaminhados para o Hospital Albert Sabin, em São Paulo, mas não resistiram aos ferimentos e morreram.

Segundo a polícia, um dos criminosos era conhecido da família e já foi identificado como Carlos Eduardo Sundfeld Nunes, 24. Três homens teriam participado da ação.

As circunstâncias do crime ainda são contraditórias. De acordo com informações de Ricardo Handro, advogado de Glauco, o cartunista negociou e iria sair de casa com os criminosos, deixando a mulher e os filhos em casa. Apesar disso, um filho do cartunista teria visto a ação e houve discussão com os criminosos, que atiraram e mataram pai e filho.

Carreira - Nascido em Jandaia do Sul, interior do Paraná, Glauco começou a publicar suas tirinhas no "Diário da Manhã", de Ribeirão Preto, no começo dos anos 70.

Em 1976, foi premiado no Salão de Humor de Piracicaba e, no ano seguinte, começou a publicar seus trabalhos na Folha de maneira esporádica. A partir de 1984, Glauco passou a publicar suas tiras regularmente no jornal.

Entre seus personagens estão Geraldão, Cacique Jaraguá, Nojinsk, Dona Marta, Zé do Apocalipse, Doy Jorge, Ficadinha, Netão e Edmar Bregman, entre outros.

Em 2006, ele lançou o livro "Política Zero", reunião de 64 charges políticas sobre o Governo Lula publicadas na página 2 da Folha.

Glauco também era líder da igreja Céu de Maria, ligada ao Santo Daime e que usa a bebida feita de cipó para fins religiosos. FOLHA ONLINE

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