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O cartunista Glauco Villas
Boas, 53, e seu filho, Raoni, 25, foram
assassinados a tiros na madrugada desta sexta-feira, em
Osasco (Grande São Paulo). Um dos suspeitos pelo crime é
Carlos Eduardo Sundfeld Nunes, 24, que era conhecido da
família. Dez tiros
foram disparados na ação que resultou na morte do cartunista
Glauco Villas Boas, 53, e do filho dele, na madrugada desta
sexta-feira em Osasco (Grande São Paulo), segundo a polícia.
A mulher de Glauco e duas filhas presenciaram o crime.
Segundo informações da
Polícia Civil, o cartunista foi atingido por quatro tiros
--um no rosto, dois no tórax e um no abdômen. Já Raoni Pires
Villas Boas, 25, foi ferido por dois tiros no tórax e outros
dois no abdômen. Os dois chegaram a ser socorridos e
encaminhados para o Hospital Albert Sabin, em São Paulo, mas
não resistiram aos ferimentos e morreram.
Segundo a polícia, um dos
criminosos era conhecido da família e já foi identificado
como Carlos Eduardo Sundfeld Nunes, 24. Três homens teriam
participado da ação.
As circunstâncias do crime
ainda são contraditórias. De acordo com informações de
Ricardo Handro, advogado de Glauco, o cartunista negociou e
iria sair de casa com os criminosos, deixando a mulher e os
filhos em casa. Apesar disso, um filho do cartunista teria
visto a ação e houve discussão com os criminosos, que
atiraram e mataram pai e filho.
Carreira - Nascido
em Jandaia do Sul, interior do Paraná, Glauco começou a
publicar suas tirinhas no "Diário da Manhã", de Ribeirão
Preto, no começo dos anos 70.
Em 1976, foi premiado no
Salão de Humor de Piracicaba e, no ano seguinte, começou a
publicar seus trabalhos na Folha de maneira esporádica. A
partir de 1984, Glauco passou a publicar suas tiras
regularmente no jornal.
Entre seus personagens
estão Geraldão, Cacique Jaraguá, Nojinsk, Dona Marta, Zé do
Apocalipse, Doy Jorge, Ficadinha, Netão e Edmar Bregman,
entre outros.
Em 2006, ele lançou o livro
"Política Zero", reunião de 64 charges políticas sobre o
Governo Lula publicadas na página 2 da Folha.
Glauco também era líder da
igreja Céu de Maria, ligada ao Santo Daime e que usa a
bebida feita de cipó para fins religiosos.
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