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As
entidades são dirigidas por Baptista Gargione Filho que é,
ao mesmo tempo, presidente da Fundação e reitor da Univap.
O
Valeparaibano repercutiu a voz da população e cobrou uma
atitude dos conselheiros da FVE. Todavia, se for mais fundo,
certamente encontrará pessoas dispostas a revelar vários
segredos trancados a sete chaves nessa enorme caixa preta em
que se transformou a gestão da FVE/Univap.
Uma
delas é o Professor Doutor Marcos Tadeu Tavares Pacheco, ele
conhece muito bem Baptista Gargione Filho de quem foi fiel
escudeiro desde os tempos do ITA.
Extrema confiança
- Fátima Manfredini faz parte do chamado núcleo duro que
rodeia o reitor, entre eles Samuel Ximenez Costa, a Dra.
Maria Cristina Pupio e Aílton Teixeira.
Antonio de Souza Teixeira Junior - Já foi vice reitor,
vice presidente da FVE, presidente da Finep, prefeito da USP
e até Ministro interino da Educação. Foi ele que assinou o
documento de homologação da Univap, em 1 de abril de 1994. A
partir daí foi contratado por Gargione com altíssimos
salários. Com mais de 90 anos, Teixeira Junior permanece no
esquema Gargione para angariar projetos milionários como o
de "Guiagem Magnética" que envolveu a SPTrans/Compis-Univap.
O valor aproximado seria de R$ 20 milhões e a Universidade
teria levado uma grana alta somente para incubar o projeto
do qual ninguém quer falar nada e até já foi denunciado à
Policia Federal.
O
pai da criança - Segundo o advogado Dr. Clélio
Marcondes, o ex-prefeito Joaquim Vicente F. Bevilacqua foi
quem modelou e transformou Gargione em reitor da Univap.
Outros políticos joseenses como Ângela Guadagnim, José
Jorley do Amaral, Carlinhos de Almeida, Amélia Naomi, Macedo
Bastos, Dié Alvarenga e Wagner Balieiro são apontados como
conhecedores da maneira de atuar do reitor. Qualquer
vereador pode falar sobre a distribuição das "bolsas de
estudo" da Univap. Se isso vier a público e for comprovado,
muita gente vai pra detrás das grades.
Controle da mídia
- Todo mundo sabe como as rádios, tvs e jornais de São José
dos Campos se comportam diante da FVE/Univap. Os veículos
recebem altas verbas publicitárias para não contar a
verdade. É o famoso jabá. Mais gozado é que São José tem até
Sindicato de Jornalistas que não se manifesta. Por que será?
Conselheiros -
Tudo isso acontecendo e os conselheiros da Fundação
Valeparaibana de Ensino dando milho aos pombos? Certamente
que não, vários deles tem esposas, maridos, parentes e
amigos no esquema Gargione. O mais intrigante é que alguns
conselheiros representam o INPE, o ITA, A Associação
Comercial e Industrial, A Associação dos Engenheiros, o
Lions e o Rotary Clubes, a Prefeitura, a Câmara Municipal e
outras entidades ditas respeitáveis. Milho aos pombos? É
preciso averiguar.
Tem
que saber - O prefeito Eduardo Pedrosa Cury tem
obrigação de saber quem é de fato o Professor Baptista
Gargione Filho, já que prefeitura de São José dos Campos
destina R$ milhões à Univap pela administração das creches
do Alto da Ponte (Zona Norte) e do Campo dos Alemães (Zona
Sul), atividade que era exercida pela ONG Mamulengos que se
envolveu com a Justiça e até hoje não se sabe onde foi
parar.
Intervenção Judicial - Segundo o conhecido jurista Hélio
Bicudo, “É preciso uma intervenção judicial na Univap e na
sua Mantenedora a Fundação Valeparaibana de Ensino. Não se
pode apurar devidamente os fatos se o atual reitor da
Universidade e presidente da Fundação estiver à frente das
gestões.”
Ministério Público - Algumas denúncias envolvendo a
atual gestão da FVE/Univap são de extrema gravidade e o
Ministério Público deve se manifestar brevemente sobre elas,
através do Inquérito Civil:
IC 260/06.
Aqui o editorial do jornal Valeparaibano de hoje:
Editorial
"Crise na Univap
Se a Univap fosse uma instituição particular, sem o status
de fundação e o título de filantropia, a demissão de
professores poderia ser apenas um assunto entre a direção e
os alunos. Quem se sentisse prejudicado poderia recorrer ao
Procon ou, quem sabe, providenciar a transferência para uma
instituição mais preocupada em valorizar o corpo docente.
Mas a Univap não tem exatamente este caráter. Pelo
contrário, é um estabelecimento de ensino que gosta de se
apresentar como uma instituição preocupada em servir à
comunidade e bancar projetos que contribuam para o
desenvolvimento da cidade.
A reeleição de Baptista Gargioni Filho para o cargo de
reitor da Univap demonstrou que o professor continua com
forte respaldo político dentro da Fundação ValeParaibana de
Ensino, mantenedora da instituição, e junto a boa parte do
corpo docente. Mantido no cargo que ocupa há mais de 20
anos, Gargioni poderia ter respondido aos questionamentos
sobre sua gestão com um estímulo à produção científica e à
melhoria da qualidade do ensino na universidade. Em vez
disso, parece ter optado por afastar da Univap todas as
vozes discordantes, mesmo aquelas que tinham papel central
no desenvolvimento de atividades de pesquisa na instituição.
Já passou da hora de as instituições de ensino superior da
região repensarem sua atuação, sob pena de terem seu espaço
tomado por empreendimentos com uma visão de ensino mais
ousada ou pela natural ampliação da rede pública. Em
Taubaté, por exemplo, a direção da Unitau parece estar
ciente destes desafios e tem procurado mudar procedimentos
polêmicos envolvendo o corpo discente, como a concessão de
bolsas de estudo, e valorizar o professorado.
Na Univap, a reitoria sinaliza caminho inverso, ignorando
solenemente os apelos de professores e estudantes por uma
administração mais transparente e tratando a pesquisa
científica desenvolvida na instituição como um penduricalho
dispensável. É um quadro desolador e os integrantes do
conselho da Fundação ValeParaibana de Ensino não podem se
omitir. Caso contrário, colocarão em risco, em definitivo, a
credibilidade desta instituição de ensino.
Demissões ameaçam pesquisas na Univap
Impasse na universidade de São José põe
em xeque andamento dos principais trabalhos na área de
biomedicina
São José dos Campos
Pesquisas importantes conduzidas pela Univap (Universidade
do Vale do Paraíba) no campo da biomedicina devem ficar
comprometidas com a demissão de cinco docentes que
trabalhavam nessa área.
Os profissionais demitidos pelo professor Baptista Gargioni
Filho, reitor da Univap, trabalhavam no IP&D (Instituto de
Pesquisa e Desenvolvimento), carro-chefe da área de
pesquisas e publicações científicas da universidade.
As demissões atingiram os professores doutores Marcos Tadeu
Tavares Pacheco, Francisco Nóbrega, Antonio Guilhermo Balbin
Villaverde, Márcio Magini e Maira Magini, todos da área de
engenharia biomédica da instituição.
Entre os trabalhos científicos em andamento no IP&D no campo
da biomedicina estão pesquisas de aplicação do laser em
cirurgias e na cura de moléstias de pele, desenvolvimento de
novos equipamentos para diagnóstico de câncer, como de
próstata, de instrumentação óptica na biomedicina, entre
outras.
O professor Balbin Villaverde, que trabalhava em pesquisas
no campo da óptica aplicada à biomedicina, afirmou ontem que
ainda não sabe o que irá acontecer com os seus trabalhos.
"Ainda não sei o qual será o futuro das pesquisas", disse.
Entretanto, o especialista frisou que os trabalhos devem ser
prejudicados, caso não tenham continuidade. Balbin
Villaverde declarou que, a exemplo do professor Márcio
Magini, foi desligado sem justa causa. "Não me informaram o
motivo da minha demissão. Entrei na Univap em 1997 e
trabalhei até anteontem", disse o professor, que coordenava
o doutorado na área de engenharia biomédica.
NOVOS CAMINHOS - De acordo com o professor Marcos Tadeu, o
grupo de docentes desligado deve procurar novos caminhos
para dar continuidade aos trabalhos que iniciaram na Univap.
"Já estamos mantendo contato com outras instituições para
levar as pesquisas que estavam sendo realizadas na
universidade", disse o docente.
Marcos Tadeu, formado pelo ITA e com doutorado na
Inglaterra, ingressou na Univap em 1992. Em 1995, criou o IP&D,
que se transformou a referência da instituição na área de
pesquisas em engenharia biomédica.
"Diversos trabalhos importantes foram prejudicados, como de
desenvolvimento de próteses e órteses com materiais que
evitam rejeição do organismo humano, de aplicação de laser
em odontologia, entre outros", afirmou o especialista.
Segundo ele, a perda maior não é só para a universidade, mas
para São José dos Campos. "O pessoal demitido tem
reconhecimento internacional e mantinha contato com
instituições e publicações de diversos países", afirmou.
Para Marcos Tadeu, os docentes não devem ter dificuldades
para encontrar apoio em outras instituições de ensino e
pesquisa. "Tenho conhecimento de que já há movimentação
nesse sentido, porém, a questão é tratada em sigilo", disse
o mestre.
PREOCUPAÇÃO - Para o grupo de demitidos, cabe à
sociedade de São José se movimentar em torno da questão, não
em favor dos docentes, mas em prol da própria Univap. "A
Univap é uma instituição da cidade e não de um grupo de
pessoas. A comunidade precisa reagir", disse Marcos Tadeu.
Estudantes de engenharia biomédica, o primeiro do gênero no
país, dizem que estão preocupados com o futuro do curso,
após as demissões. "Não sabemos se o curso terá continuidade
e se tiver, com que qualidade", declarou um aluno que
preferiu não se identificar.
As demissões foram feitas a partir do sábado da semana
passada. Os demitidos foram comunicados por carta enviada
pela área de Recursos Humanos da Universidade.
O grupo alega que o motivo seria político. Segundo os
docentes, a direção da Univap não 'admite críticas e
questionamentos e quem se atreve a emitir opinião contrária,
acaba sendo desligado da instituição'."
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