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“Um espaço dos sentidos onde
os alunos com deficiência visual ou intelectual têm
igualdade de condições
A equipe da EMEF Maria Aparecida Broca Meirelles em
Guaratinguetá desenvolveu o que é de extrema importância
para seu alunado e para a comunidade promovendo assim a
inclusão social e cidadania aos mais vulneráveis à exclusão.
Trata-se de um jardim
sensorial que supera um lugar simplesmente terapêutico e
passa a exercer a socialização e inclusão das pessoas que
possuem a deficiência visual ou intelectual. Com esta ação,
a equipe Broca Meirelles vem a fortalecer a formação da
cidadania e a igualdade de condições para todos.
A diretora Mônica Rocha Andrade Marcondes Velloso e sua
equipe conseguiram recuperar e transformar um espaço verde
da escola em um espaço sensorial onde as atividades
socioambientais se unem as atividades culturais, fomentando
uma inclusão democrática e cidadã.
Mas, para que tudo isto fosse concretizado houve a
necessidade de colaboradores da SAEG de Guaratinguetá, da
paisagista Mary Aaroon, da talentosa professora e bióloga
Rosângela Viana que coordenou o trabalho dos alunos e
professores e dos funcionários da escola que gentilmente
trabalharam arduamente para esta realização social. Hoje a
Escola Broca Meirelles pode promover encontros e oficinas
pedagógicas voltadas às pessoas com deficiência visual ou
intelectual.
Flexibilizar o espaço transformando em recursos pedagógicos
direcionados a diversidade é a verdadeira missão desta
equipe cujo corpo docente não permite que alunos com
deficiência sejam tratados como incapazes e fortalece a
ideia de que o assistencialismo precisa ser deixado de lado
priorizando simplesmente a educação das minorias.
Humanização e trabalho em equipe, planejamento e
organização, consciência ambiental e o respeito à
diversidade já fazem parte do cotidiano educacional na
Escola Broca Meirelles, graças a uma equipe que não mede
esforços para mostrar que inclusão social se faz com ações
concretas e não simplesmente com segregações assistenciais.
Futuramente muitas das espécies do jardim sensorial
plantadas pelos alunos e professores desta escola poderão
ser colhidas como: Alecrim, Gengibre, Estévia, Confrei,
Cavalinha gigante, Erva doce, Erva cidreira, Carqueja,
Cebolinha verde, Hortelã, Melissa, etc.
Tudo isso foi possível porque existiu a coragem, a ousadia,
a humildade e a magnanimidade estampado no rosto de uma
diretora e de sua equipe gestora que bravamente acreditaram
nesta importante realização social que visa o bem estar dos
seus alunos e da comunidade.
E por executar um programa de
educação socioambiental, hoje a Escola Broca Meirelles se
tornou um modelo para que outras unidades escolares sigam o
exemplo.

(*) Delamare MC Filho é
professor especialista em Educação de cegos na rede
municipal de Guaratinguetá SP.-
delbrocameirelles@gmail.com
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