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DIA
INTERNACIONAL DA MULHER
A colunista
e assessor de imprensa da deputada Cida Borgehtti (PP),
André Marassi, marcando presença na sessão solene da
Assembléia Legislativa do Paraná, em comemoração ao Dia
Internacional da Mulher.
ENTREVISTA
A
atriz Claudia Cozzella conta um pouco de sua trajetória
artística e sobre os seus projetos para o futuro, inclusive
a participação na novela da Record: “Entre pousos e
decolagens”. A atriz está em cartaz na cidade curitibana com
a peça “Pare o Mundo que eu Quero Descer.Ficha
tecnica:
Iluminação Ronaldo Silva - cenário Ronaldo Silva -
sonoplastia Diego Gianni - arte visual Rodrigo
Rocha - produção Claudia Cozzella
A nossa
conversa
Quando
começou a sua carreira como atriz, e a sua parceria com o
diretor Diego Gianni?
- Minha carreira começou quando eu tinha 13 anos em São
Paulo...fiz comerciais e alguns desfiles por lá...mas pra
valer mesmo foi em Curitiba, em 2003, quando decidi viver de
arte.. Quanto ao Diego Gianni é um jovem com muito talento
com apenas 25 anos e mais de 50 montagens..até livro ele já
lançou....fazer uma parceria com ele é um grande privilégio.
Qual é o
papel do teatro atualmente, e como você se sente neste
espetáculo?
- O teatro como qualquer tipo de profissão que desempenha
formadores de opinião é seriíssimo e deve ser levado com
comprometimento. O público tende a imitar o ator..a arte
imita a vida...portanto eu vejo isso como uma missão....amo
o que faço e cuido muito do que transmito.
Este
espetáculo tem sido gratificante porque mostra uma realidade
do ser humano que é reclamar de tudo....ninguém nunca esta
feliz com nada não é mesmo?
Em quais
trabalhos a sua Companhia de Teatro Tok de Arte teve
participação efetiva e quais foram os primeiros obstáculos
enfrentados? - Fizemos no ano passado a esquete “Um, dois,três e jaz” que ficou em
primeiro lugar no Festival de esquetes do Paraná...depois
montamos “A vida após o casamento” que foi um recorde de
público..mais de 2500 pessoas nos viram em Curitiba...Agora
estamos com “Parem o mundo que eu quero descer” e já
fechamos com empresas como a Pepsico e também viajaremos em
fevereiro com nossas montagens.
Como vê o
teatro curitibano? Que conselhos daria às pessoas que
queiram seguir a carreira?
- Curitiba é maravilhosa quando reconhece nosso
trabalho...vi e participei de cias que a gente ralava
bastante e o público as vezes eram de 5,6
pessoas......Quando montei a Tok de Arte me
surpreendi..temos tido muito público e um pessoal tão bacana
que tem nos apoiado,divulgado...as rádios,
jornais,sites..enfim..muita gente se uniu e nos deu
apoio...isso é maravilhoso.
Quanto a
dar conselhos, penso que se você quiser fazer um trabalho
bom... que se comprometa, estude, seja humilde, aprenda e
aprenda ainda mais e dedique-se.
Você
participará de uma novela na Record, como você vê este novo
desafio? - Atuar em frente às câmeras é para mim uma
sensação maravilhosa...me sinto totalmente à vontade quando
tenho que gravar...
O que o
teatro necessita para continuar existindo no País? - Penso que a maior dificuldade seja o dinheiro, mas não
apenas isso...falta muita qualidade de roteiros e de
atores...hoje em dia todo mundo quer ser ator...acham fácil
e cheio de brilho..o que é irreal..pode até ser assim para
os grandes astros mas para a maioria é luta diária de
sobrevivência...Viver de arte no Brasil é uma arte..
Qual foi
o papel inesquecível?
- Todos os personagens que faço são inesquecíveis... Mas tem
aqueles que parecem que entram dentro de você e não
largam....uma vez fiz um texto “Onze horas e a cigarra não
cantou”..eu era uma louca presa em um cubo, movida pela
paixão, chorei muito no processo da peça, tive que buscar
sentimentos esquecidos e trazê-los à tona...mas foi muito
bom..lavei a alma.
Como é
montar o personagem?
- Eu quando começo a estudar um personagem entro com
tudo...leio sobre, penso como,ando como...gosto de imaginar
como eu reagiria diante de situações que dificilmente
viverei...como quando fiz uma assassina.
Quais são
suas influências no teatro?
Eu tenho algumas referências como Gloria Pires,Malu Mader na
TV...no teatro, claro,Fernanda Montenegro e Paulo Autran que
disse o seguinte: “O grande ator não tem ego...o grande ator
tem talento...”
Como é
para você fazer comédia?
Fazer comedia é muito difícil...acho que é o gênero que você
tem que estar muito concentrado..primeiro porque o ator não
pode rir...o público é que tem que se divertir..mas as vezes
é impossível controlar
Para você
qual palavra poderia ser usada para te definir?
-Determinação
Quais são
os seus projetos para o futuro? -
Tenho
vários e espero conseguir realizar alguns...estou já
pensando na nossa nova montagem..ontem mesmo tivemos uma
reunião com Diego Gianni para ver o texto... Também farei
uma peça chamada “Um ateu zoneando o paraíso” no Rio de
Janeiro..além da novela Entre pousos e decolagens da
Record.Ambas de Carlos Corde.
O que
você espera causar nas pessoas com a peça “Pare o Mundo que
eu Quero Descer”? - Espero que elas riem, se
identifiquem e também se emocionem. Quem já não teve vontade
de parar o mundo e descer?
From:
tokdearte_artescenicas@yahoo.com.br
(*) Flávia Prazeres -
flaviaprazeres@vejosaojose.com.br
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