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No dia 1º de julho de
2003, a São Paulo Transportes S/A – SPTrans contratou, sem
concorrência pública, a Fundação Valeparaibana de Ensino de
São José dos Campos, SP, para desenvolvimento, projeto,
integração, implantação e certificação de tecnologia do
Sistema de Guiagem Magnética, do Sistema Inteligente de
Gestão de Terminais e Paradas e do Sistema de Monitoramento
Automático da frota de 15 (quinze) veículos no trecho de via
compreendido entre a Estação de Transferência Parque Dom
Pedro II e Terminal Sacomã, do Sistema VLP – Veículo Leve
sobre Pneus.
Assinaram o contrato, pela
SPTrans, Gerson Luis Bittencourt (Diretor Presidente) e José
Evaldo Gonçalo (Diretor de Gestão) – pela Fundação
Valeparaibana de Ensino, Baptista Gargione Filho
(Presidente) e Antônio Teixeira Junior (como Membro do
Conselho Diretor).
A Fundação Valeparaibana
de Ensino, que se apresentou como instituição filantrópica,
sem finalidade lucrativa, com notório saber e notória
especialização, recebeu R$ 19,2 milhões da SPTrans. Até
hoje, passados seis anos, não há ônibus com o sistema de
guiagem magnética operando no Expresso Tiradentes.
O Professor Doutor Marcos
Tadeu Tavares Pacheco afirma que a FVE/Univap não tem e
nunca teve o notório saber e a notória especialização
declarados quando da assinatura do milionário contrato, sem
concorrência pública, com a São Paulo Transportes S/A –
SPTrans.
O Dr. Marcos Tadeu é, nada
menos, que o fundador do Instituto de Pesquisa e
Desenvolvimento da Univap, lá permaneceu como diretor até
janeiro passado. Durante esse período, não assinou nenhum
atestado de notório saber e notória especialização relativos
à guiagem magnética.
Interessante
- Numa página do seu site
CORREDORES DE ÔNIBUS - Guiagem automática -, publicada na
terça feira, 24.02.2009, a empresa Compsis afirmava que: “O
SGM é uma implantação de sucesso e já pode ser visto no
corredor de ônibus Expresso Tiradentes da SPTrans, em São
Paulo.” Essas afirmações, porem, foram retiradas da citada
página.
Confira
O
Estado de São Paulo, de 24 de abril de 2009, abriu
manchete: "SP nunca recebeu frota de R$ 19 milhões; - O
secretário dos Transportes informou que o contrato com a FVE
foi suspenso em julho, porque a Instituição não justificou a
execução do mesmo. Seis meses depois, o acordo foi extinto.
O governo estuda pedir o ressarcimento dos valores pagos"
Valeparaibano - O maior jornal do Vale do Paraíba
estampou de capa no sábado 25 de abril: "Kassab cobra
Univap por frota fantasma; - Em junho do ano passado, a
Secretaria de Transportes de São Paulo determinou a
suspensão do contrato e solicitou à Univap que justificasse
a funcionalidade do sistema."
Folha
de São Paulo de 29 de abril de 2009 - "Após 11 anos,
São Paulo desiste do Fura-Fila - Obra lançada como corredor
para ônibus dará lugar a um metrô leve, de superfície, a ser
operado pelo Metrô" - por José Ernesto Credendio e
Evandro Spinelli.
A
recém lançada revista
Opinião São José dos Campos, na edição Ano I - número 03
- outubro 2009 - páginas 34 e 35 publica: "Sistema
de Guiagem Magnética - SGM - A SPTrans, FVE - Fundação
Valeparaibana de Ensino e a Compsis Computadores e Sistemas
Ind. e Com. Ltda, de São José dos Campos desenvolveram uma
tecnologia que busca a otimização operacional de corredores
para ônibus. Atualmente essa tecnologia denominada de Sistema
de Guiagem Magnética (SGM), está em fase de implantação no
Expresso Tiradentes pela São Paulo Transportes (SPTrans)
juntamente com a Fundação Valeparaibana de Ensino (FVE)."
E publica, inclusive, várias fotos, sem o crédito do
fotógrafo, na legenda de uma delas:
"Professor Teixeira Junior e diretores da Compsis visitam o
Expresso Tiradentes."
Sozinha - A Revista Opinião, de Mogi das Cruzes,
agora também Opinião São José dos Campos, com duas páginas
de publicidade,28 e 29, da FVE/Univap, parece ignorar os
fatos noticiados pelo Estadão, Valeparaibano e Folha de São
Paulo a respeito do Sistema de Guiagem Magnética, resta
saber quem foi o autor do texto das páginas 34 e 35.
Procurando a fonte
- Na noite da quarta feira, dia 16, conseguimos falar
pelo telefone 11-4796.9797 - com Sérgio Siqueira para saber
quem mandou publicar o texto sobre Guiagem Magnética. O
responsável pela revista Opinião afirmou que viria a São
José onde tem
um representante, Jorge Carvalho, e falaria sobre o assunto.
A Opinião, numero 5, traz Ozires Silva na capa.
Ministério Público
- No último dia 15, a
Associação Nacional dos Amigos da Educação - ANAE - protocolou no
Conselho Superior do MP-SP uma juntada ao processo 117599/08 de
documentos com a entrevista do Professor Doutor Marcos Tadeu
Tavares Pacheco a esse site e uma cópia da página do site da
empresa Compsis, de 24.02.2009, aos cuidados do Relator Dr.
Paulo do Amaral.
As denúncias sobre
irregularidades na administração Marta Suplicy vem sendo
publicadas pela grande mídia há bastante tempo:
"Gestão terceirizada
O Estado de São Paulo - 8
de julho de 2004
Fundações e organizações
não-governamentais receberam, entre maio de 2003 e maio
deste ano, R$ 176,1 milhões da Prefeitura de São Paulo como
pagamento de contratos firmados sem licitação, aproveitando
brechas na Lei de Licitações, que admite a dispensa de
concorrência nos casos de entidades detentoras de notório
saber e de notória especialidade, ou fundações, a
administração municipal promoveu parcerias, em muitos casos,
com institutos e ONGs ligados ao partido dos Trabalhadores.
Em alguns contratos, como os firmados com a Fundação Getulio
Vargas (FGV), os serviços foram terceirizados, ferindo
princípios constitucionais. A FGV subcontratou profissionais
do Instituto Florestan Fernandes, criado pelo PT e presidido
pela prefeita Marta Suplicy antes de eleita, como já
comentamos aqui.
Para os vereadores
oposicionistas, essa prática de contratar sem licitação
dificulta não só a fiscalização por parte do Legislativo,
como a tomada de contas dos serviços realizados. Há
dificuldade até mesmo para entender em que exatamente
consistem os serviços que estão sendo contratados e qual a
relação das entidades com o que se propõem a fazer...
...As explicações mais
confundem do que convencem. À falta de precisão na descrição
dos serviços contratados soma-se a falta de lógica dos
investimentos em estudos para obras que a administração,
desde seu início, não tinha o mínimo interesse em tocar.
A Fundação
Vale-Paraibana de Ensino recebeu R$ 19,2 milhões para o
"desenvolvimento,projeto,implantação e certificação de
tecnologia do sistema de guiagem magnética, do sistema
inteligente de gestão dos terminais de paradas do sistema de
monitoramento automático da frota de 15 veículos no trecho de
via compreendido entre a estação de transferência do Parque
D. Pedro II-Terminal Sacomã do VLP" Ou seja: à Fundação foi
dada a tarefa de cuidar do funcionamento do Fura-Fila,
projeto iniciado no governo Celso Pitta que Marta Suplicy
decidiu paralisar de vez, alegando falta de recursos (sic).
Um processo licitatório
selecionaria as melhores companhias e os melhores preços
para os serviços necessários a um custo, certamente, mais
baixo.
A gestão terceirizada da
Prefeitura paulistana, certamente, não é a única no País.
Outros governos devem estar se aproveitando das brechas da
Lei de Licitações para firmar os contratos que bem entendem.
Aos legisladores e tribunais de contas compete vigiar
rigorosamente e estreitar essa válvula de escape, em nome do
interesse público."
Leia mais:
4Frota
fantasma da FVE/Univap
4Mais
denuncias contra a Univap
4O
papel aceita tudo
(*)
Ricardo Faria –
ricardo@vejosaojose.com.br
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