O projeto "De Olho nas
Metas de 2011", relatório anual da ONG paulista "Todos pela
Educação", cumpre o objetivo de acompanhar indicadores
educacionais, ligados às cinco metas estabelecidas para
serem cumpridas até 2022.
A primeira meta
estabelece que "toda criança e jovem de 4 a 17 anos devem
estar na escola". O objetivo é alcançar o índice de 98% ou
mais das crianças e jovens de 4 a 17 anos matriculados e
frequentando a escola no prazo de dez anos; a meta 2: "toda
criança plenamente alfabetizada até os 8 anos"; a meta 3:
"todo aluno com aprendizado adequado (idade) à sua série"; a
meta 4: "todo jovem com o Ensino Médio concluído até os 19
anos"; a meta 5: "investimento em Educação ampliado, igual
ou superior a 5% do PIB e bem gerido".
Atualmente, o número de
crianças e jovens dentro da escola equivale a tão somente
91,5% da população desta faixa etária. Estudos divulgados
pela ONG revelam que necessitamos ainda incluir nas salas de
aulas 3,8 milhões de brasileiros entre 4 e 17 anos.
Para se alcançar este
objetivo, a ONG calcula que, em 2011, ano base da primeira
avaliação, a meta intermediária deveria contar com 93,4% das
crianças e dos jovens de 4 a 17 anos matriculados e
frequentando as escolas.
Mas em que pese às metas
estarem abaixo daquilo que se cogitou, em seu planejamento
inicial, houve avanço na última década, aumento de 9,2% na
taxa de acesso à escola.
Porém, precisamos
continuar avançar, com passos largos, para atingir objetivos
que nos torne credenciados como modelo de educação com
qualidade.
Hoje, os números dão
conta que 80,1% das crianças de 4 e 5 anos recebem
atendimento. E, na faixa de 15 a 17 anos, o ensino médio,
83,3% dos alunos estão inseridos na rede pública.
Pelos estudos apontados,
as séries com os piores resultados são as que se situam nas
duas pontas: a pré-escola e o ensino médio.
O governo federal,
através do Ministério da Educação, deverá estar atento ao
desafio que se aportou nas duas pontas: dar ênfase ao ensino
da pró-Infância, através do programa de construção de
pré-escolas e creches, como respostas ao déficit de vagas
que está em curso. Com isso oferecer parcerias aos
municípios, ou seja, novos métodos construtivos, construções
pré-moldados, reduzindo o tempo no canteiro de obra.
Tais construções permitem
diminuir o tempo da obra, por exemplo, de três anos para até
seis meses. Para atender os municípios, o orçamento da União
estimado de R$ 2,3 bilhões para que as prefeituras
acelerarem a construção de creches, pré-escolas e de quadras
esportivas.
Mas seria interessante
acrescentar a construção de bibliotecas, salas de músicas,
salas de educação ambientais, salas de ensino das artes,
salas de informáticas, laboratórios, entre outras. É
fundamental, principalmente para o corpo e a mente, o ensino
da pratica esportiva, as modalidades olímpicas, a cargo dos
professores de educação física.
A proposta seguinte seria
a implantação, sem que altere a arquitetura e o espaço
físico das escolas, de "salas ambientais", adaptadas
convenientemente a cada matéria ou disciplina, acompanhado
de moderno projeto pedagógico que contribuía com a melhoria
do ensino, além de projetores digitais, que cada vez se
tornam necessário, permitindo educadores criarem aulas mais
interessantes e dinâmicas.
Na avaliação do ensino
médio, que requer maior planejamento e detalhamento pelo
Ministério da Educação, precisamos resolver urgentemente os
problemas crônicos da educação: o ingresso tardio no ensino
fundamental, a repetência e o abandono. Para tal seria
interessante trabalhar as causas da evasão escolar, que se
dá muito mais em razão pela falta de interesse que a escola
desperta nos jovens, frente os atrativos do mercado de
trabalho.
A educação com qualidade
requer permanentemente o "espírito de motivação": dos
professores, dos alunos e dos gestores públicos.