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1 - Lembra do delegado
Romeu Tuma Jr., secretário nacional da Justiça? Foi afastado
do Governo Federal por uma série de suspeitas: de
envolvimento com Paulo Li, preso sob a acusação de
contrabandear celulares falsos; de tentar forçar a aprovação
do namorado da filha num concurso público em que tinha sido
reprovado; de tentar evitar um flagrante, no aeroporto de
Guarulhos, contra parentes do ex-prefeito do Guarujá, Farid
Mahdi, e de sua esposa, a deputada Haifa Mahdi, ambos do
PDT, que levavam ilegalmente US$ 160 mil para Dubai.
É uma façanha, ser afastado de um Governo Federal que mantém
alianças indestrutíveis com Jader Barbalho, Renan Calheiros,
Fernando Collor, José Sarney. E Romeu Tuma Jr., mesmo com o
pai senador, integrante da base do Governo (e agora
candidato à reeleição), conseguiu realizar esta façanha.
Agora, a obra está completa: exonerado do cargo, Tuma Jr.
recebeu do Governo R$ 11.200 como "ajuda de custo". É para
ajudar na mudança.
2 - Como o país é rico, o Governo enviou ao Congresso o
projeto 7.377/2010, garantindo a cada campeão do mundo de
futebol em 58, 62 e 70 a quantia de R$ 100 mil, mais a
pensão mensal de R$ 3.467. Por algum motivo, os campeões do
mundo em 1994 e 2002 não têm prêmio. Por algum motivo,
campeões em outros esportes - tênis, boxe, basquete, vôlei -
não têm prêmio. Mas, se entrarem na Justiça, as tetas da
vaca federal terão de buscar mais leite nos nossos impostos.
Ficha suja... - O PSOL, partido de esquerda
cujo candidato à Presidência é o antigo democrata-cristão
(ala Montoro) Plínio de Arruda Sampaio, é ferrenho defensor
da Ficha Limpa - desde que atinja apenas gente de outros
partidos. O PSOL está furioso com o pedido de impugnação de
Aldo Santos, seu candidato a vice em São Paulo, condenado
pelo Tribunal de Justiça por usar veículo e materiais da
Câmara de São Bernardo no apoio a uma invasão de terras
promovida pelo MTST (esse mesmo: o movimento que invadiu o
Congresso e quebrou tudo).
...só dos outros - Segundo o PSOL, a
impugnação a Aldo Santos é "aplicação equivocada da lei", já
que ele "não é corrupto" e, sim, "vítima da criminalização
dos movimentos sociais". De acordo com o TJ, Aldo Santos
teve "conduta ímproba" - ou seja, desonesta. E a lei fala em
condenados por colegiado de juízes, como Aldo o foi.
E um homem morreu
Cenário: Academia de Polícia (civil) de Mogi das Cruzes, SP
Início: um dos policiais não soube carregar corretamente a
arma
Meio: como punição, o delegado Maurício Lemos Freire
determinou que o policial fizesse 50 flexões.
Final: o policial teve um infarto. Não havia médico nem
ambulância. O policial morreu.
Algumas perguntas que deveriam ser rapidamente respondidas:
como é que, num local de manejo de armas, em que acidentes
são possíveis, não há médico disponível? Há controle
periódico das condições físicas dos policiais? Se até em
jogos de futebol há ambulâncias, por que faltam numa
academia de polícia?
Não se trata de culpar ninguém, antes das investigações.
Afinal de contas, também existe a fatalidade. Mas,
convenhamos, fatalidade não precisa de ajuda.
Cadê o sigilo? - A investigação sobre a quebra
do sigilo fiscal pela Receita Federal anda a passos de
discurso do senador Suplicy: qualquer tartaruga de bengala
andaria mais rápido. Até já se divulgou o nome de quem teria
violado o sigilo, mas o segredo a respeito de quem mandou
violá-lo e a quem foram entregues os dados continua
absolutamente blindado. São coisas difíceis de investigar:
até hoje não se sabe, por exemplo, de onde vieram os dólares
na cueca do assessor petista.
Tudo encontrado - Mas não é sempre que a
Receita anda devagar nas apurações. Uma leitora desta
coluna, pessoa correta, tem o defeito de ser peixe pequeno.
Pois essa não recebe a restituição porque a Receita cobra um
recibo do Carnê-Leão (e a leitora não o acha). É coisa de
menos de 500 reais. E a Receita encontrou a contribuinte,
provando que, quando quer achar alguém, acha. Mas, em certas
circunstâncias, sabe-se lá quais, fica dificílimo descobrir
quem é quem. De onde veio aquele monte de dinheiro dos
aloprados, destinado a comprar um dossiê contra o candidato
José Serra, nas últimas eleições, até agora ninguém falou
nada. Se fosse peixe pequeno, como nossa querida leitora,
não escaparia das lentes oficiais.
A Fiesp explica - O chefe da Comunicação
Corporativa da Fiesp, Ricardo Viveiros, esclarece as notas
desta coluna sobre o uso da máquina administrativa da
entidade em favor da candidatura de seu presidente
licenciado, o socialista Paulo Skaf, ao Governo paulista.
Diz Viveiros que os e-mails pedindo votos para Skaf foram
efetivamente enviados, mas por distração de uma diretora,
que se confundiu e pensou estar usando seu endereço pessoal.
"A Fiesp", completa Viveiros, "é legalista, e não faz nada
que possa contrariar qualquer legislação. E o Paulo Skaf
também".
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