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  04.01.2008 00h.30  
  Canizza acusa Gargione
José Roberto Cannizza Filho, filho de José Roberto Cannizza e Teresa Catini Cannizza, é natural de São José do Rio Preto, SP, onde teve o privilégio de viver a infância, adolescência e juventude.

Acassio Costa *)

 

- “Meu pai foi comerciante na cidade, onde quase todos se conheciam, pois meus avós, filhos de imigrantes italianos, haviam nascido na cidade e região. Meus primeiros estudos foram no Colégio Santo André e depois no Colégio São José dos padres Agostinianos, onde de ambos e do núcleo familiar, trago as melhores lembranças.” Afirmou Canizza (foto), hoje diretor cultural da Fundação Cultural Cassiano Ricardo, de São José dos Campos.

Quando saiu e porque?                                                                 - Mudamos para São José dos Campos, trazidos pelo entusiasmo de minha irmã, que formada em ciências biológicas, encontrou aqui muitas oportunidades, isto em julho de 1978, e já em 1979 foi minha vez de vir para trabalhar na Secretaria de Planejamento da Prefeitura Municipal. O prefeito era o Joaquim Bevilacqua e lá aprendi muito e onde, até hoje, tenho grandes e queridos amigos, mas nossa ligação com São José remonta ao começo dos anos 60 quando vínhamos passar férias na casa de parentes que aqui já residiam.

Qual a diferença entre a região de São José do Rio Preto e a de São José dos Campos/ Vale do Paraíba?                                                         - São regiões diferentes, Rio Preto é formada basicamente por comerciantes e fazendeiros com aquela chamada “sociedade tradicional”, apesar de hoje, por conta da Faculdade de Medicina, ter se tornado um grande pólo na área da saúde, já São José dos Campos, pelo fato de ter seu passado ligado à fase sanatorial e depois aos institutos de pesquisas e importantes industrias e tido um “boom” populacional muito grande nos anos 60 e 70, têm uma estrutura social diferente, mais próxima de grandes centros e misturado à deliciosa tradição do Vale do Paraíba a torna extremamente saborosa. Sou um apaixonado por esta cidade e pela região.

Quando ingressou na Univap e por quanto tempo ficou na universidade?                                                                                                 - Logo que aqui cheguei, procurei um coral para cantar e me inscrevi no Madrigal Musicaviva, pois, além da minha formação em engenharia, também sou formado em piano e regência coral. Foi lá que conheci Dona Mery Bassi que me convidou para montar um coral na Univap -antiga FVE -  isto em 1981. Fui apresentado ao Prof. Baptista Gargione, e quando ele soube do meu currículo me convidou para, além de organizar o coral, ajudar no processo de reabertura da antiga Faculdade de Arquitetura Elmano Ferreira Veloso, o que prontamente aceitei e lá fiquei até o ano de 2000.

Que funções exerceu na Univap?                                                               - Fui, além de regente do coral, chefe do Departamento de Arquitetura e Urbanismo (por duas vezes); coordenador de Atividades Culturais; chefe do DRAE – Departamento de Recursos Auxiliares de Ensino, além de ministrar aulas nas faculdades de Engenharia, Arquitetura e também no Colégio Técnico.

Como foi a sua experiência na Univap, o que viu de bom e o que o desagradou?                                                                                                   - Tínhamos, num primeiro momento, um grupo especial de professores que acreditava muito no projeto de transformar as antigas Faculdades Integradas de São José dos Campos, numa boa universidade à altura de São José dos Campos. O que aconteceu foi que, com sua transformação em universidade e com a constante recondução do Prof. Baptista Gargione na reitoria, a Univap ganhou muito em espaço físico, mas perdeu muito na qualidade de ensino, mas, por questões de estratégia, o reitor foi dissolvendo todo este grupo de professores, pois não pactuávamos com os rumos que a instituição estava tomando.

O reitor Baptista Gargione é taxado de autoritário? O que diz disso! - Acredito que o maior problema do Prof. Baptista foi o de, na medida que aumentava o seu poder, confundia a questão do “público x privado”; tratando a Univap como se fosse o dono absoluto dela, afastando aqueles que contrariavam as suas ordens. Isto foi e é um verdadeiro perigo.

Quem desagradar o reitor é demitido? Como isto ocorre?                   - Sem sombra de dúvidas, todos sabem que contrariá-lo significa ser perseguido e, na primeira oportunidade, é mandado embora sem o menor constrangimento.

Pessoalmente sentiu-se perseguido ou assediado pelo reitor Baptista Gargione?                                                                                        - Fui, junto com o Prof. Dino Beghetto, um dos primeiros a sofrer esta perseguição. Sob a alegação de que não tínhamos ainda o titulo de Mestrado (apesar de que na época estávamos fazendo), nos mandou das Faculdades para o Colégio Técnico, este, aliás, é um dos métodos usados pelo reitor que, antes de mandar embora, força uma demissão espontânea e mais, outra questão é o uso de “dois pesos e duas medidas”, ou seja, quem não o contraria ou se for parente “pode tudo”, e para quem “ousa” contrariá-lo ele usa de toda forma de pressão e perseguição.

Devido às pressões sofridas, um professor que se tornou seu amigo teve um avc e veio a falecer, o que pode dizer disso?           - A pessoa em questão é o Prof. Dino Beghetto. Seria leviano de minha parte atribuir ao reitor as razões de seu falecimento, o que tínhamos era uma parceria em nossos “conteúdos programáticos”: eu lecionava projeto arquitetônico para a engenharia e arquitetura e o Prof. Dino, cálculo estrutural.

Enquanto eu desenvolvia os projetos arquitetônicos com os alunos, ele fazia com que eles aprendessem a fazer o pré-dimensionamento estrutural. Este sistema de “cadeiras integradas” dava um excelente resultado acadêmico, portanto, nada justificou esta truculência.

Ficamos atônitos com a atitude do reitor e a conivência dos outros professores, sem contar que enquanto tínhamos que dar aulas no Colégio Técnico, seu filho era mandado para os Estados Unidos, para fazer o mestrado, contrariando uma prática internacional de que, não se justifica fazer mestrado fora, quando têm cursos similares e de boa qualidade em nosso país, o que era o caso, e tudo isto com o dinheiro dos alunos da Univap.

Quando deixou a Univap e porque?                                                           - Fui dispensado das minhas funções quatro dias depois de ter apresentado a minha dissertação de mestrado. Quanto às razões, acredito que minha presença não interessava mais ao reitor, apesar de ter sido um bom professor nas disciplinas que lecionei, foi mais uma atitude truculenta, dentre as muitas deste senhor.

Um grupo de ex-professores da Univap apresentou à Justiça várias acusações contra Baptista Gargione Filho e alguns de seus familiares, o que pode dizer a respeito?                                                   - São fatos concretos de desmandos, autoritarismo e favorecimento a parentes e amigos. São acusações gravíssimas.

Em representação ao Ministério Público Paulista, o advogado Helio Bicudo pediu o afastamento do reitor Baptista Gargione Filho e da diretoria da Univap, o que acha disso?                                                     - Acredito que o jurista Hélio Bicudo teria encontrado fortes indícios de irregularidade nos atos do reitor e da diretoria para ter pedido o afastamento.

Um documento de 02 de abril de 2007, com vinte e uma assinaturas, inclusive a sua, apontando irregularidades na Univap, foi enviado ao ministro da educação Fernando Haddad, o que pode dizer sobre isso? O ministro tomou conhecimento do documento? Se tomou, quais foram às providências?                                                  - É um documento muito sério com provas das irregularidades, pois, quem o lê, fica estarrecido. Espero que o ministro tenha tido conhecimento e tome alguma providência, uma vez que tudo foi feito em respeito ao aluno da Univap que paga com sacrifício a mensalidade, e a cidade que merece uma universidade séria que não seja feita só de bonitos prédios, mas com educação de qualidade.

Uma comissão do MEC visitou a Univap nos dias 13, 14 e 15 de dezembro, tem conhecimento disso? A quem devemos nos dirigir para saber como foi a visita?                                                                       - Tive conhecimento através de notícias em jornais da visita do MEC. Quanto a quem me dirigir para saber como foi, não saberia dizer.

Alguns professores envolvidos nos fatos estão sofrendo ameaças por telefone, já lhe ocorreu isso?                                                               - Não. Tudo o que tinha que acontecer comigo já aconteceu, ou seja, fui rebaixado em minhas funções e posteriormente demitido.

Infelizmente somos obrigados a conviver com muita impunidade, sinceramente, o que acha de tudo isso? Acredita que serão tomadas medidas que possibilitem a apuração dos fatos?                  - Sou um eterno esperançoso de que um dia “o bem vença o mal” e se faça justiça. A cidade merece, o país merece, nós todos merecemos.

Na sua opinião, quais as providências que devem ser tomadas em relação à Univap?                                                                        - Fizemos o que tinha que ser feito, não nos calamos, cabe agora à Justiça analisar as denuncias e tomar as medidas necessárias e corretas.

Fale com José Roberto Canizza Filho: <dircultural@fccr.org.br> 

Saiba mais: Fisioterapeuta quer diploma - Gargione de novo - Darwin Bassi denuncia Garione - Univap para inglês ver - Pro reitor aciona Univap - Doutora é demitida da UNIVAP - Mec Avalia Univap - Perseguição na UNIVAP

(*) Acassio Costa é advogado - acassio@vejosaojose.com.br


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