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O fato
enaltece São José dos Campos, já que as primeiras aeronaves
serão fabricadas na cidade, mas não é a primeira vez que se
fala no assunto. No dia 19 de novembro de 2002, o jornal
ValeParaibano publicou que uma parceria entre a UNIVAP e o
Moscou Aviation havia sido firmada com o objetivo de
projetar um veículo aéreo não tripulado. Naquela época,
segundo o Professor Élcio Nogueira, o atual reitor da
Universidade desistiu do projeto e nem ao menos recebeu os
pesquisadores russos que aqui estiveram. Para entender
melhor:
“Exército vai usar aviões não-tripulados
Empresa de São José fecha contrato de R$ 1,3 milhão com as
Forças Armadas
Iara Gomes -
São
José dos Campos
As
primeiras aeronaves não-tripuladas do Exército Brasileiro
serão desenvolvidas e fabricadas pela Flight Solutions,
empresa de São José dos Campos que acaba de completar um ano
de vida. Os aviões comandados remotamente poderão ser
empregados no reconhecimento, monitoramento e vigilância das
fronteiras do país.
A empresa venceu a licitação aberta pelo Centro Tecnológico
do Exército (CTEx) para desenvolver e fornecer três
aeronaves. O prazo de execução do contrato, no valor de R$
1,3 milhão, será de 12 meses a partir da assinatura, que
está prevista para entre fevereiro e março.
"Na primeira etapa será feita uma análise das adaptações que
terão que ser feitas na nossa aeronave para atender às
especificações do Exército", disse o sócio-diretor da Flight
Solutions, Nei Salis Brasil Neto. A empresa irá fornecer o
sistema completo --aeronaves dotadas dos sistemas
eletrônicos e de controle automático e as estações de solo.
A empresa desenvolveu uma aeronave não-tripulada batizada de
'watch dog', que pesa 70 quilos, tem 4 metros de envergadura
(distância entre as pontas das asas) e 2,8 metros de
comprimento. A versão para o Exército poderá ser baseada
nesse avião.
Neto disse que a empresa, que hoje tem apenas 10
funcionários, irá contratar 10 engenheiros por conta do
contrato com o Exército. "São profissionais altamente
qualificados porque a tecnologia é de ponta", disse.
O Exército Brasileiro ainda não possui aeronaves
não-tripuladas, também conhecidas pela sigla Vant (Veículo
aéreo não-tripulado), mas já fez testes com esse tipo de
equipamento no Haiti, onde o país lidera uma missão de paz.
"Os Vants são uma tendência nas forças armadas. Nos Estados
Unidos e Israel, a tecnologia já está bem desenvolvida e
eles são empregados principalmente militarmente. Na Europa,
a tecnologia também está avançada, mas o principal uso é
civil, no monitoramento de dutos de petróleo."
As aeronaves não-tripuladas são usadas pelos exércitos para
a averiguação dos resultados de um ataque aéreo, poupando o
envio de soldados a um local de risco.
Além do Brasil, Índia, China e Argentina desenvolvem
projetos de pesquisa e desenvolvimento de aeronaves
não-tripuladas.
EMPRESAS
- A Flight Solutions é uma joint-venture (associação) entre
as empresas Flight Technologies e ACS Advanced Composites
Solutions. Ambas estão instaladas na IncubAero, incubadora
de empresas de base tecnológica voltadas para o segmento
aeroespacial que fica no CTA (Comando-Geral de Tecnologia
Aeroespacial), em São José.
A
Flight Technologies desenvolveu um sistema eletrônico de
informações de vôo visualizados em telas LCD no painel da
aeronave e um conjunto de sensores, que fornece para a ACS.
A empresa desenvolveu um ultraleve avançado de fibra de
vidro, batizado de Sora (céu em japonês).
www.valeparaibano.com.br
Aeronaves não tripuladas
“Neste
sábado, dia 12 de janeiro de 2008, o jornal ValeParaibano
publicou uma notícia sobre um projeto de aeronaves
não-tripuladas, destacando na primeira página que "As
primeiras aeronaves não-tripuladas do Exército Brasileiro
serão desenvolvidas e fabricadas pela Flight Solutions
incubada em São José dos Campos".
É,
deveras, uma notícia muito importante e promissora,
na geração de novas tecnologias com aplicações diversas para
um país intercontinental como o Brasil. É preciso ressaltar,
entretanto, que em 19 de novembro de 2002, uma terça feira,
o jornal ValeParaibano ressaltava que: "Univap faz parceria
com instituto russo: A Univap (Universidade do Vale do
Paraíba) firmou uma parceria com o MAI (Moscou Aviation
Institute) para desenvolvimento de projetos didáticos e
pesquisas no setor aeroespacial. Há duas semanas dois
pesquisadores russos, Yuri Shustrov e Alexander Koslov,
estão na universidade. Na sexta-feira, eles apresentam
alguns projetos do MAI em andamento, no auditório da UNIVAP,
para a comunidade".
A
visita dos russos à Univap foi resultado de uma viagem nossa
à Moscou, em maio de 2002, quando firmamos uma parceria,
através de protocolo de intenções, com o MAI e o Laboratório
Niichimash, ligado à Agência Espacial Russa, visando a
realização de um trabalho conjunto para o desenvolvimento de
uma turbina aeronáutica e de um veículo aéreo não
tripulado.
Os
projetos seriam desenvolvidos na Incubadora da Univap, com
participações de pesquisadores das duas instituições e
alunos do Curso de Engenharia Aeroespacial. Mas, apesar da
Univap ter custeado a viagem dos pesquisadores russos, o
reitor, Prof. Baptista Gargione Filho, não os recebeu, e
todo o esforço realizado foi desmontado pela vontade
absoluta do magnífico, deixando de realizar algo que
agora está sendo divulgado como de fundamental importância
para o desenvolvimento da nossa tecnologia aeroespacial.
Este é
mais um exemplo lamentável de descaso e do desmonte de uma
estrutura que poderia ter sido utilizada na formação de
estudantes de Engenharia Aeroespacial e desenvolvimento da
industria regional.
Trata-se, devemos ressaltar, de uma das denúncias
protocoladas no Ministério Público do Estado de São Paulo,
efetuada em novembro de 2006.”
(*)
Élcio Nogueira, Prof. Dr. -
<professor_elcio@yahoo.com.br>
(*) Marcos Badilho - marcosbadilho@terra.com.br |