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  13.01.2008 20h.15  
  Aviões não tripulados
O desenvolvimento do projeto envolvendo aeronaves não tripuladas envolve tecnologia de ponta e mostra a capacidade dos cientistas brasileiros.

Marcos Badilho (*)

 

O fato enaltece São José dos Campos, já que as primeiras aeronaves serão fabricadas na cidade, mas não é a primeira vez que se fala no assunto. No dia 19 de novembro de 2002, o jornal ValeParaibano publicou que uma parceria entre a UNIVAP e o Moscou Aviation havia sido firmada com o objetivo de projetar  um veículo aéreo não tripulado. Naquela época, segundo o Professor Élcio Nogueira, o atual reitor da Universidade desistiu do projeto e nem ao menos recebeu os pesquisadores russos que aqui estiveram. Para entender melhor:

“Exército vai usar aviões não-tripulados

Empresa de São José fecha contrato de R$ 1,3 milhão com as Forças Armadas

Iara Gomes - São José dos Campos

As primeiras aeronaves não-tripuladas do Exército Brasileiro serão desenvolvidas e fabricadas pela Flight Solutions, empresa de São José dos Campos que acaba de completar um ano de vida. Os aviões comandados remotamente poderão ser empregados no reconhecimento, monitoramento e vigilância das fronteiras do país.

A empresa venceu a licitação aberta pelo Centro Tecnológico do Exército (CTEx) para desenvolver e fornecer três aeronaves. O prazo de execução do contrato, no valor de R$ 1,3 milhão, será de 12 meses a partir da assinatura, que está prevista para entre fevereiro e março.

"Na primeira etapa será feita uma análise das adaptações que terão que ser feitas na nossa aeronave para atender às especificações do Exército", disse o sócio-diretor da Flight Solutions, Nei Salis Brasil Neto. A empresa irá fornecer o sistema completo --aeronaves dotadas dos sistemas eletrônicos e de controle automático e as estações de solo.

A empresa desenvolveu uma aeronave não-tripulada batizada de 'watch dog', que pesa 70 quilos, tem 4 metros de envergadura (distância entre as pontas das asas) e 2,8 metros de comprimento. A versão para o Exército poderá ser baseada nesse avião.

Neto disse que a empresa, que hoje tem apenas 10 funcionários, irá contratar 10 engenheiros por conta do contrato com o Exército. "São profissionais altamente qualificados porque a tecnologia é de ponta", disse.

O Exército Brasileiro ainda não possui aeronaves não-tripuladas, também conhecidas pela sigla Vant (Veículo aéreo não-tripulado), mas já fez testes com esse tipo de equipamento no Haiti, onde o país lidera uma missão de paz.

"Os Vants são uma tendência nas forças armadas. Nos Estados Unidos e Israel, a tecnologia já está bem desenvolvida e eles são empregados principalmente militarmente. Na Europa, a tecnologia também está avançada, mas o principal uso é civil, no monitoramento de dutos de petróleo."

As aeronaves não-tripuladas são usadas pelos exércitos para a averiguação dos resultados de um ataque aéreo, poupando o envio de soldados a um local de risco.

Além do Brasil, Índia, China e Argentina desenvolvem projetos de pesquisa e desenvolvimento de aeronaves não-tripuladas.

EMPRESAS - A Flight Solutions é uma joint-venture (associação) entre as empresas Flight Technologies e ACS Advanced Composites Solutions. Ambas estão instaladas na IncubAero, incubadora de empresas de base tecnológica voltadas para o segmento aeroespacial que fica no CTA (Comando-Geral de Tecnologia Aeroespacial), em São José.

A Flight Technologies desenvolveu um sistema eletrônico de informações de vôo visualizados em telas LCD no painel da aeronave e um conjunto de sensores, que fornece para a ACS. A empresa desenvolveu um ultraleve avançado de fibra de vidro, batizado de Sora (céu em japonês). www.valeparaibano.com.br

Aeronaves não tripuladas

“Neste sábado, dia 12 de janeiro de 2008, o jornal ValeParaibano publicou uma notícia sobre um projeto de aeronaves não-tripuladas, destacando na primeira página que "As primeiras aeronaves não-tripuladas do Exército Brasileiro serão desenvolvidas e fabricadas pela Flight Solutions incubada em São José dos Campos".

É, deveras, uma notícia muito importante e promissora, na geração de novas tecnologias com aplicações diversas para um país intercontinental como o Brasil. É preciso ressaltar, entretanto, que em 19 de novembro de 2002,  uma terça feira, o jornal ValeParaibano ressaltava que: "Univap faz parceria com instituto russo: A Univap (Universidade do Vale do Paraíba) firmou uma parceria com o MAI (Moscou Aviation Institute) para desenvolvimento de projetos didáticos e pesquisas no setor aeroespacial. Há duas semanas dois pesquisadores russos, Yuri Shustrov e Alexander Koslov, estão na universidade. Na sexta-feira, eles apresentam alguns projetos do MAI em andamento, no auditório da UNIVAP, para a comunidade".

A visita dos russos à Univap foi resultado de uma viagem nossa à Moscou, em maio de 2002, quando firmamos uma parceria, através de protocolo de intenções, com o MAI e o Laboratório Niichimash, ligado à Agência Espacial Russa, visando a realização de um trabalho conjunto para o desenvolvimento de uma turbina aeronáutica e de um veículo aéreo não tripulado. 

Os projetos seriam desenvolvidos na Incubadora da Univap, com participações de pesquisadores das duas instituições e alunos do Curso de Engenharia Aeroespacial. Mas, apesar da Univap ter custeado a viagem dos pesquisadores russos, o reitor, Prof. Baptista Gargione Filho, não os recebeu, e todo o esforço realizado foi desmontado pela vontade absoluta do magnífico, deixando de realizar algo que agora está sendo divulgado como de fundamental importância para o desenvolvimento da nossa tecnologia aeroespacial. 

Este é mais um exemplo lamentável de descaso e do desmonte de uma estrutura que poderia ter sido utilizada na formação de estudantes de Engenharia Aeroespacial e desenvolvimento da industria regional.

Trata-se, devemos ressaltar, de uma das denúncias protocoladas no Ministério Público do Estado de São Paulo, efetuada em novembro de 2006.”

(*) Élcio Nogueira, Prof. Dr. - <professor_elcio@yahoo.com.br> 

(*) Marcos Badilho - marcosbadilho@terra.com.br


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