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A Catedral de São Dimas, em
São José dos Campos, ficou repleta de admiradores aplaudindo
as Pequenas Missionárias que emitiram seus Votos Perpétuos e
as que festejaram Bodas de Prata, de Ouro e de Diamante. O
Coral das Irmãs encantou a todos.
Na tarde do dia 11,
falamos com a Irmã Maria Domitila de Jesus Hóstia, uma
carioca de 90 anos. Das antigas companheiras de Madre Teresa
de Jesus Eucarístico, Domitila chegou tuberculosa à São José
dos Campos, em 1946, e está firme e forte no Sanatório Maria
Imaculada, a Casa Mãe das Pequenas Missionárias
O que
representa o dia 11 de fevereiro para as Pequenas
Missionárias? – É
muito especial, foi quando recebemos a aprovação de Roma, é
um dia muito festivo, desde a época da Madre Teresa, a gente
as vezes pensa que ela saiu para viajar e ainda vai
voltar...
Ela
continua sempre presente...
Está sim, através das obras que ela criou, a espiritualidade
que nos deixou, ela está sempre presente.
O que
representa a solenidade de hoje na Igreja de São Dimas?
– São irmãs que
fazem os seus votos perpétuos, algumas comemoram os 25 anos
na irmandade o jubileu de prata, e outras o de ouro, por 50
anos. Uma festa para a Congregação.
Vimos
lá uma irmã em cadeira de rodas quem é ela?
– É a irmã Ieda,
uma cearense com uma história de vida dolorosa. Foi
superiora do Hospital de Catanduva, SP, lá teve alguns
distúrbios que depois constatou-se serem devidos a um tumor
cerebral. Foi submetida a cirurgias e ficou com seqüelas,
mas reage com uma força de vontade extraordinária.
“Sobre
Madre Teresa: A Ordem
das Pequenas Missionárias foi fundada pela professora
paulistana Dulce Rodrigues dos Santos, que aqui chegou
tuberculosa, em 1922. Morou primeiramente, com a mãe, numa
casa que ainda existe, à rua Claudino Pinto, esquina com
Floriano Peixoto.
Tendo sobrevivido à
doença, dedicou-se a amparar várias moças. Ela via que o
ambiente das pensões não era bom, as pessoas abandonadas
pelas famílias certas de que iam morrer se desesperavam. A
Madre tinha muita pena. Alugou uma casa, na Praça Afonso
Pena, e passou a recolher algumas moças doentes, na chamada
Pensão da D.Dulce.
Ela sonhava ser Carmelita,
mas acabou ficando em São José onde sua obra cresceu. O
apostolado a transformou na reconhecida Madre Teresa de
Jesus Eucarístico. Quando faleceu, em 8 de janeiro de 1972,
deixou a Congregação bem estruturada.
O nosso primeiro sanatório
foi o Clemente Ferreira, em São Paulo. Lá, a Madre criou um
ambiente de família, sem preconceitos, a falecida Irmã Maria
do Sagrado Coração foi a diretora com 29 anos.
A pedra fundamental do
Maria Imaculada, a nossa Casa Mãe, foi lançada em 1935. Em
1950, assumimos o Sanatório de Campos do Jordão.
Aqui, onde nascemos, temos
a Casa Mãe, o Antoninho da Rocha Marmo, a Casa Santa Inês, o
Hospital Pio XII, a Fazenda e o Noviciado.
Em Caraguatatuba
temos um hospital, renovamos com o Hospital Clemente
Ferreira em São Paulo, em Campos do Jordão, temos o
Sanatório São Paulo estamos também em Barretos. Temos um
grande hospital em Belo Horizonte, em Florianópolis as irmãs
tomam conta da residência do bispo, temos hospital em
Joinville, Itajaí e Rio do Oeste. Em Roma administramos uma
casa que recebe pessoas de vários países que vão para
completar os estudos, a superiora é uma joseense, a Irmã
Maria Teresa Costa que nos visita hoje.
A nossa superiora é a
Madre Teresa Isabel de Maria Imaculada e a vice superiora da
Casa Mãe é a Irmã Lucia. São mais de trezentas Pequenas
Missionárias dedicadas a servir ao próximo.
Uma
mensagem de irmã Domitila:
Cheguei em 1946, em 48 entrei como postulante, em 1950 fiz
meus votos. Meu numero de profissão é 95. Do meu tempo,
estão por aqui a Irmã Amélia, Irmã Ângela, Irmã Maria de
Fátima que regia o nosso coral. A vida continua, se tivesse
que começar, faria tudo de novo.”
Madre Teresa de Jesus Eucarístico
nasceu em em São Paulo, em 1901, faleceu
em 8 de janeiro de 1972,
em São José dos Campos onde é nome da Avenida que circunda o
Banhado.
PEQUENAS MISSIONÁRIAS




Ricardo
Faria-ricardo@vejosaojose.com.br
- Marcos Badilho-marcosbadilho@gmail.com
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