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Corporação repete erro que deu origem ao
impasse do Pinheirinho
Sob o comando da secretária Marina de Fátima
de Oliveira, a Guarda Municipal deu mais um exemplo de
inépcia na desocupação do Pinheirinho.
Guardas despreparados, portando armas de
fogo, foram encarregados de proteger equipamentos públicos
próximos à área invadida.
Quando sobreveio uma tentativa de invasão do
centro poliesportivo do Campo dos Alemães, o que se viu foi
uma tropa aparvalhada, que, contrariando procedimentos
básicos de segurança, recorreu ao uso de armas letais para
conter o tumulto.
Um homem foi baleado e a principal suspeita
da Polícia Civil recai sobre a Guarda.
A prefeitura procura atribuir o ferimento a
bala a um tiro a esmo, mas fotos e vídeos
produzidos durante a reintegração de posse
são um flagrante do despreparo dacorporação --mantida com
polpudas verbas dos contribuintes de São José.
Esse despreparo está na origem da própria
invasão do Pinheirinho.
Foi uma ação atabalhoada da Guarda, em uma
área conhecida como “campão” do bairro Campo dos Alemães que
estimulou o primeiro grupo de sem-teto a ocupar a área da
Selecta.
Sem competência para lidar com o conflito
iminente, os guardas usaram cassetetes e tiros para
dispersar as famílias que estavam no “campão”.
Na madrugada seguinte, dezenas de famílias
acamparam no Pinheirinho.
Oito anos depois, a Guarda aumentou seu
contingente e ganhou equipamentos modernos e vistosos.
Nada mudou, no entanto, em relação à
concepção equivocada quanto às atribuições da corporação e
no tratamento das situações com potencial de conflito
social. Que desastre.
Pior que isso só mesmo a patética recusa de
Marina Oliveira em explicar a infeliz atuação da corporação
sob seu comando.
Será ela um Erasmo Dias de saia?
Talvez a secretária acredite não há nenhum
reparo a ser feito à atuação da Guarda, nem mesmo quando
seus “soldados” impedem o ingresso de jornalistas nos
abrigos públicos.
O que teme a secretária?
OVALE
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