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Causou
pânico nos moradores, principalmente nos da região leste.
Trata-se da segunda ocorrência nesse ano. Em fevereiro, um
incêndio no sistema de drenagem dos tanques de gasolina na
refinaria ocasionou uma enorme coluna de fumaça negra que
pode ser avistada em muitos pontos da cidade.
Bomba
– Os
acidentes continuam apavorando os moradores do entorno da
refinaria. Boa parte deles afirma que a Revap se transformou
numa espécie de bomba, cuja explosão pode atingir a tudo e a
todos num raio de 15 quilômetros em redor da refinaria.
Moradores revoltados
- Dezenas de moradores da zona leste de São José dos Campos,
SP, usando máscaras, portando faixas e cartazes estiveram na
Câmara Municipal, no dia 12 último, cobrando providências
contra a poluição da Petrobrás. Foi mais uma tentativa de
sensibilizar os vereadores, os principais responsáveis pela
autorização do aumento de produção na refinaria.
Obras paralisadas
- As obras da Revap estão suspensas desde o último dia 10 de
julho quando os trabalhadores terceirizados promoveram uma
greve que motivou a demissão de mais de 800 trabalhadores. O
prazo para o término do projeto era para o segundo semestre
de 2009, mas foi adiado para 2010. A capacidade atual de
refino é de 250 mil barris/dia.
Terra de ninguém
- Apesar das inúmeras reclamações constantes, não se
providenciou os exames toxicológicos exigidos pelos
moradores do entorno da refinaria. Os malefícios da poluição
atmosférica atingem a cidade de São José dos Campos e a
região do Vale do Paraíba. Invade de Guaratinguetá a Campos
do Jordão e a própria Capital do Estado.
Cetesb -
Apesar dos acidentes, dos prejuízos à saúde da população e
dos riscos iminentes de uma catástrofe, a Cetesb se limita
apenas a lavrar pequenas multas à Petrobrás.
Noticiário dissimulado - Os veículos de comunicação de
São José dos Campos se limitaram a pequenos comentários
sobre o acidente ocorrido na refinaria da Petrobras e a
presença dos moradores revoltados na Câmara Municipal. Boa
parte dos jornalistas e radialistas preferiram acoelhar-se, a população está cansada
de saber que não pode contar com eles.
Cientistas foram contrários
- Desde o início do projeto, nos anos setenta, vários
cientistas do INPE foram contrários à implantação da
refinaria naquele local, pela pouca incidência de ventos
para a dispersão dos poluentes atmosféricos. Eles já previam
muita poluição e o risco de acidentes com milhares de vítimas
fatais. Ainda assim, a Refinaria Henrique Lage foi
construída, seu funcionamento causou enorme degradação
ambiental que afeta a saúde da população, principalmente no
tocante a doenças das vias respiratórias.
Ministério Público
- O Fórum Permanente em Defesa da Vida deve
encaminhar uma representação à Promotoria Regional do Meio
Ambiente pedindo a investigação do caso. "Exigimos um novo
laudo técnico-industrial na refinaria para avaliar a vida
útil dos equipamentos do local.” Afirmou o engenheiro
ambiental Vicente Cioffi.
4Mais
sobre a Revap
(*) Acassio Costa é advogado
-
acassio@vejosaojose.com.br |