Em seus 1.150 quilômetros de extensão cortando três estados, o rio Paraíba recebe um bilhão de litros de esgoto doméstico por dia, sem contar os efluentes industriais e a erosão provocada pelos desmatamentos
São José dos Campos
-
Na semana em
que se comemora o Dia do Rio Paraíba do Sul,
a principal fonte de abastecimento de cerca
de 12 milhões de pessoas da região e da
macrometrópole do Rio de Janeiro, poucos são
os motivos para festejar.
Nos 1.150 quilômetros por onde corre,
cortando São Paulo, Minas Gerais e Rio de
Janeiro, o Paraíba recebe cerca de um bilhão
de litros de esgoto doméstico por dia, além
dos efluentes indústrias.
A bacia sofre ainda com o desmatamento de
suas margens, o que provoca erosão e
assoreamento, com a retirada de recursos
minerais para a construção civil e a
ocupação desordenada de suas várzeas.
Vale -
Somente no
trecho paulista a bacia é cortada por 39
cidades, 32 delas da região.
Não há um
número preciso sobre o volume de esgoto
despejado nesse trecho. Mas, nas 24 cidades
operadas pela Sabesp, o volume de esgoto
produzido chega a 226 milhões de litros por
dia. Desse total, 56 milhões de litros são
despejados no Paraíba a cada dia.
São José é uma das maiores poluidoras do
trecho. Nos 25 quilômetros por onde o rio
corta São José, ele recebe 24 milhões de
litros de esgoto por dia. A cidade produz
cerca de 113 milhões de litros de esgoto por
dia. Desse total, 100 milhões de litros são
coletados e 89 milhões, tratados.
A cidade enfrenta ainda a ocupação
desordenada de suas áreas de várzea, a
erosão de suas encostas e o assoreamento em
alguns trechos do leito.
São José -
Ao cortar
São José o velho Paraíba corta nove bairros.
E quando passa por bairros como o Alto da
Ponte, Vila Machado e Urbanova é que a
situação é mais crítica em razão da ocupação
de suas áreas de várzea.
A estimativa é que pelo menos 130 famílias
vivem nas várzeas do rio. Elas moram em
submoradias e sofrem com as cheias do
Paraíba nos períodos de chuva.
O borracheiro Celso de Moraes, 66 anos, vive
há 8 anos às margens do Paraíba e já se
acostumou as cheias do rio. “É onde podemos
viver.” Ele reclama do esgoto jogado no rio
diariamente. “É um crime ambiental lançar o
esgoto direto no rio.”
Para a estudante Valéria Vitória da Silva,
38 anos, o esgoto é o maior poluidor do
Paraíba. “A prefeitura e a Sabesp deveriam
tomar providências para resolver este
problema.”
Sobrevivência -
O rio que
invade casas é o mesmo rio que contribui
para a sobrevivência de comunidades
inteiras, que ainda sobrevivem da pesca.
Na comunidade Beira Rio, localizado no
bairro Urbanova, zona oeste da cidade, a
renda das 34 famílias vem através da
pescaria no rio Paraíba.
“Sustento minha famílias com os peixes do
Paraíba. O rio já foi melhor, mas quando
encontro um peixe bom vendo no Mercado”,
disse o pescador Alexandre Ramos, 35 anos.
Para o ambientalista da ONG Consciência
Ecológica, Lincoln Delgado, a falta da mata
ciliar e a ocupação urbana das margens do
Paraíba são as principais agressões
existentes contra o rio.
São José traça plano para
desocupar várzeas
São José
dos Campos
A remoção de famílias das
várzeas do Paraíba, somada à ampliação do
tratamento de esgoto e ao programa de
recuperação de nascentes, são as principais
apostas da Prefeitura de São José dos Campos
e da Sabesp para garantir a recuperação do
rio no trecho que corta o município.
Segundo o secretário de Meio Ambiente André
Miragaia, a recuperação das nascentes é
essencial para a preservação do rio. No
próximo dia 28, a prefeitura irá lançar o
Programa Refloresta, com o objetivo de
mapear as áreas particulares onde existem
nascentes. “Os proprietários das áreas
particulares poderão fazer um cadastro no
site da prefeitura. Iremos ajudá-los a fazer
o plantio de árvores ao redor dos
mananciais.”
O superintendente regional da Sabesp, Oto
Elias Pinto, informou que a companhia
assinou contrato de R$ 94 milhões na última
semana para iniciar a construção da estação
do Pararangaba, na zona leste, que irá
garantir 100% da coleta e do tratamento de
esgoto da cidade até 2014.
Em todo o trecho do rio no Vale, a companhia
irá investir R$ 519 milhões.
O PARAÍBA
NO VALE
Percurso
-
São 1.150 quilômetros passando por São
Paulo, Minas Gerais e Rio de Janeiro. 32
cidades da região são cortadas
Potencial
hídrico
-
A bacia possui vazão que varia de 10 mil
litros por segundo até 240 mil litros por
segundo. Suas águas são utilizadas para o
abastecimento de mais de 12 milhões de
pessoas, além do uso industrial, agrícola e
de geração de energia
Degradação
-
A bacia recebe 1 bilhão de litros de esgoto
por dia e é alvo de erosões e assoreamento,
além da ocupação desordenada de suas várzeas
O VALE
Um bilhão de litros de esgoto doméstico despejados por dia. - Por que será que a Sabesp gasta uma fortuna em publicidade na Rádio Jovem Pan e em outros veículos para se apresentar como empresa modelo com ações na Bolsa Americana? Enquanto isso, e há muitos anos, esgotos in natura são despejados criminosamente no rio Paraíba do Sul. Em São José dos Campos são 24 milhões de litros por dia, nas demais 24 cidades operadas pela Sabesp o volume sobe para 56 milhões de litros. A água distribuída pela empresa contem metais pesados, produtos químicos, fármacos, hormônios sexuais e desreguladores endócrinos extremamente prejudiciais à saúde humana, em particular à tireóide das mulheres. Em qualquer país do mundo este pessoal já estaria respondendo à Justiça. Por que isto não ocorre aqui? Será que a Jovem Pan, do tão aclamado Tuta Amaral de Carvalho, vai noticiar estes fatos? Será que a emissora vai suspender os contratos publicitários com a Sabesp? Ou estes tenebrosos crimes ambientais serão contados em mais um“causo” do Tuta e seu parceiro Nilton Travesso? Que país! Comentado por Ricardo Faria, 25/09/2011 10:36
Onde está a Sabesp? O gato comeu, o gato comeu. E ninguém viu. A Sabesp fugiu, a Sabesp fugiu. O seu paradeiro? Está no estrangeiro? Onde está o Sabesp? Comentado por Rui Chapeu, 25/09/2011 09:15





COMENTÁRIOS - Não tenho procuração, mas me sinto obrigado a defender o Dr. José de Castro Coimbra das acusações a ele dirigidas por alguém que se intitula CAM. Não é verdade que o Dr. Coimbra seja um péssimo médico, pelo contrário. Prova disso são os milhares de pacientes que continuam procurando-o no consultório, na Avenida São José. Posso afirmar que o Dr. Coimbra conhece profundamente o assunto água. É um especialista de quem não se pode duvidar. A matéria deste jornal denunciou que um bilhão de litros de esgotos são despejados diariamente no Rio Paraíba dos quais 24 milhões só em São José dos Campos, um crime tenebroso contra o meio ambiente e à saúde pública. Se o Dr. Coimbra afirma que a água distribuída pela Sabesp contem metais pesados, produtos químicos, fármacos, hormônios sexuais e desreguladores endócrinos podem acreditar. Alias, pelo que sei, já foram mantidos contados com cientistas da Unicamp para a apuração dos fatos que já aconteceram no Rio Atibaia que abastece a cidade de Campinas. O Dr. Coimbra foi vereador, deputado estadual, federal e secretário de Estado. Pelo que sei teve boa atuação política, inclusive quando empreendeu uma campanha contra o tabagismo que lhe custou muita perseguição. Se tentou ser prefeito de São José dos Campos, certamente foi porque entendeu que poderia melhorar a cidade. Foi ótimo o comentarista, que se intitula CAM, contestar e até ofender o Dr. José de Castro Coimbra. De repente, quem sabe chegou a hora de se esclarecer os fatos através de um exame detalhado da água fornecida à população. A General Motors local tem um belo laboratório capaz disso, a USP, a UNICAMP e a UFRJ também. Já quanto aos milhões de litros de esgotos criminosamente despejados in natura nos córregos e no Rio Paraíba nos resta aguardar uma medida enérgica por parte das autoridades. No embalo, elas poderiam também promover um exame toxicológico nos moradores do entorno da Revap. Tomara! Comentado por Ricardo Faria, 26/09/2011 20:24
O Dr. Coimbra tenta se autopromover sem provas. Péssimo médico e péssimo político que nada trouxe quando foi deputado. Até hoje ele NUNCA apresentou um relatório mostrando que tais metais pesados são encontrados na água. Hormônios são encontrados até mesmo em água de nascentes. No Canadá uma reportagem mostrou preocupação sobre o assunto, mas a conclusão foi muito clara. Não há tratamento atual que possa eliminar o hormônio da água. Não quero dizer que a água do Rio Paraíba é boa, mas também não dá pra confiar em alguém que lança uma série de denúncias porém nunca mostrou um relatório sobre o assunto. Ele diz que a Sabesp não publica os laudos de análise da água. Então fica a pergunta, que tipo de representante da população é ele que não consegue se sobrepor a uma empresa estatal e obrigar a divulgação do relatório? Por qual razão ele não exigiu a contratação de um laboratório independente para analizar a água fornecida da Sabesp? Se ele realmente tem interesse na saúde da população e principalmente de seus eleitores faça o serviço completo e principalmente bem feito. Como quase todos os políticos deste país, tenta se autopromover as custas da enganação. Para quem não sabe ele já foi vereador de São José, deputado estadual e federal, e secretário de administração do governo Quércia. Também já tentou conquistar o cargo de prefeito da cidade. Comentado por CAM, 26/09/2011 10:29